quarta-feira, 30 de abril de 2008

Deixados para Trás 11 - Armagedom - LANÇAMENTO SEMEADORES DA PALAVRA


Título: DEIXADOS PARA TRÁS 11
ARMAGEDOM

Autor: Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins
Gênero: SÉRIE 'DEIXADOS PARA TRÁS'

O Anticristo dá as cartas para o jogo mais traiçoeiro do mundo...

Quando a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso tem início, o planeta encontra-se completamente devastado: os tetos das casas voaram pelos ares, novas alianças foram engendradas e o mundo transformou-se em um barril de pólvora.
O vale de Jezreel está totalmente tomado por tropas, armas e veículos até onde a vista consegue alcançar.
Quem permanecerá em pé no momento em que a batalha conduzir o Comando Tribulação ao limiar do final dos tempos e do Glorioso Aparecimento?
...enquanto milhões de pessoas se aglomeram para a grande batalha.
Semeadores da Palavra
e-books evangélicos

www.semeadoresdapalavra.net

Laurentino Gomes - 1808 (Ilustrado)

Laurentino Gomes - 1808 (Ilustrado) download
Título: 1808 (Ilustrado)
Autor: Laurentino Gomes
Gênero:História do Brasil
Editora: Planeta

A fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro ocorreu num dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. Guerras napoleônicas, revoluções republicanas, escravidão formaram o caldo no qual se deu a mudança da corte portuguesa e sua instalação no Brasil. O propósito deste maravilhoso livro, resultado de dez anos de investigação jornalística, é resgatar e contar de forma acessível a história da corte lusitana no Brasil e tentar devolver seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos papéis que desempenharam duzentos anos atrás. Escrita por um dos mais influentes jornalistas da atualidade, 1808 é o relato real e definitivo sobre um dos principais momentos da história brasileira.

Liber Alfa - Forma arcaica de trabalhar com as forças espirituais de uma forma directa

Antes do mais começo este trecho da forma antiga, com as necessárias prevenções.

Afastem-se destas práticas todas as pessoas medrosas, todas a s pessoas sensíveis, todas aquelas que não aguentam emoções fortes.
Tampouco estas práticas devem ser feitas por pessoas fúteis de vontade volúvel.
Aqueles que, que gozam, ou que não possuem a capacidade de ver mais além, também encontrarão aqui frustração e, pior, motivos para temer todas as forças ocultas.

O operador deve cumprir ciosamente todos os passos, deve ser cauteloso na sua preparação e deverá apenas encetar as práticas avançadas quando sentir preparação para isso.


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Bruno Bettelheim - Na Terra das Fadas


Título: Na Terra das Fadas
Autor: Bruno Bettelheim
Gênero: Psicologia
Editora: Paz e Terra

Prepare-se para entrar no gabinete do Dr. Bettelheim, reconhecido em todo o mundo como um dos maiores psicólogos infantis. Aqui quem se deita no divã são personagens que você conhece desde a infância: Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Bela Adormecida e Gata Borralheira. Partindo da análise dessas quatro personagens, Bruno Bettelheim resgata esses contos, revelando sua capacidade ímpar de dar sentido às experiências infantis.
NA TERRA DAS FADAS

Franz Kafka - A Metamorfose (Versão Pt-Br)

Título: A Metamorfose
Autor: Franz Kafka
Gênero: Novela, Ficção
Editora: Cia. das Letras

A metamorfose, novela escrita no final de 1912 pelo checo Franz Kafka (1883-1924), é um marco da literatura ocidental. Seu aparecimento é tão revelador da condição humana como a mitologia grega, por exemplo. Não por acaso, este livro de Kafka iria exercer - a exemplo de "O processo", porém com mais vigor - uma angustiosa influência sobre todos os autores que surgiram depois dele. Um escritor do porte do colombiano Gabriel García Márquez nunca escondeu que decidiu se dedicar à literatura no dia em que, aos 18 anos de idade, leu a primeira frase de "A metamorfose": "Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranqüilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso". A confusão precisa entre e o absurdo e o real e a excelência da linguagem - crua, irretocável, cruel - ajuda a compreender a formidável notoriedade alcançada pela história daquele desgraçado caixeiro-viajante. Mas o centro de tudo está no fato de que Gregor Samsa não é Kafka; ele representa a própria humanidade: aflita, frágil, infeliz.

Guerra Junqueiro - A Velhice do Padre Eterno

Título: A VELHICE DO PADRE ETERNO
Autor: Guerra Junqueiro
Gênero: Poemas

Célebre por sua poesia anticlerical, Guerra Junqueiro obteve em suas sátiras efeitos de caricatura que intensificaram a retórica de seus versos. Alguns de seus poemas mostram sensível influência de Victor Hugo. A Velhice do Padre Eterno (1885), sua obra mais conhecida, é uma sátira anticlerical, contundente pelo humor e caricatura, e com forte influência da literatura francesa. Depois de 1891, Guerra Junqueiro retirou-se para o campo, onde tem início sua evolução para um forte misticismo, caracterizado pela piedade.

Jonathan Swift - As Viagens de Gulliver (Versão Pt-Pt)


Título: As Viagens de Gulliver (Versão Pt-Pt)
Autor: Jonathan Swift
Gênero: Romance / Aventura
Editora: Publicações Europa-América

As Viagens de Gulliver foi publicado primeiramente em 1726, mas permanece até hoje como um dos clássicos da literatura universal que encanta leitores jovens e adultos. Nesta que é a sua obra-prima, Jonathan Swift (1667-1745) conta as fantásticas aventuras de Lemuel Gulliver, um cirurgião naval que faz as vezes de curioso, observador, repórter e, freqüentemente, vítima das circunstâncias nas terras as mais estranhas. Em Liliput, Gulliver depara-se com minúsculas pessoas e vê a si mesmo como um gigante. Em Brobdingnag, o contrário acontece: ele é um ser minúsculo perto dos nativos gigantes. A ilha de Laputa é o cenário da sua terceira viagem: os habitantes ocupam-se em complôs e conspirações enquanto o país esvai-se em ruínas. Finalmente, ele encontra os Houyhnhnms, cavalos que governam o próprio país, e também os yahoos, seres bestiais que lembram os humanos. Com este delicioso romance, Jonathan Swift critica e satiriza não apenas a sociedade dos homens, mas a própria natureza humana. Razão pela qual é tão atual hoje quanto na época de seu lançamento.

Robin Cook - Marcador


Título: Marcador
Autor: Robin Cook
Gênero: Ficção
Editora: Publicações Europa-América
Sean, 28 anos, perna fraturada. Darlene, 38, rompimento dos ligamentos do joelho. Dois procedimentos cirúrgicos rotineiros, mas com uma terrível coincidência. Em 24 horas, os pacientes estão mortos,sem razões aparentes. Aos poucos, a série de mortes aumenta. O caso levanta a suspeita da Dra. Laurie Montgomery e do Dr. Jack Stapleton, que vêem por trás dos acontecimentos a possível ação de um serial killer. Mortes naturais ou homicídios? Quando a Dra. Laurie é internada,a necessidade de uma solução é urgente.

O quase fim do mundo

O quase fim do mundo, é um romance de Pepetela, escritor de angolano e antigo prémio Camões.
Esta obra tinha, ou talvez tenha ainda, tudo para ser um romance de excelência. O objecto deste livro é o fim do mundo, ou melhor, o quase fim do mundo, sendo certo que a vida se mantém numa pequena zona do continente africano.
A primeira frase do livro é absolutamente brutal: “Chamo-me Simba Ukolo, sou africano, e sobrevivi ao fim do mundo.”, e inicia uma história, que embora não sendo totalmente original, está bem pensada e estruturada.
Depois de conhecermos Simba Ukolo, médico, surgem na narrativa outras personagens: uma fanática religiosa, uma jovem adolescente, um ladrão, uma criança – sobrinho de Simba Ukolo – uma investigadora cientifica, um segurança em minas de diamantes, um pescador, um curandeiro, um electricista e uma professora de história. São estas as personagens que vão dar vida a este romance.
Embora a personagem principal seja efectivamente Simba Ukolo, a verdade é que a espaços a narrativa é contada por cada uma das personagens, que o autor procurou retratar e preencher da melhor forma, dando-nos um conhecimento mais ou menos profundo do seu passado.
Embora a história tenha um conjunto de reflexões meta-filosóficas, a verdade é que esse vector não é profundamente explorado pelo autor, sendo que a narração da sucessão do tempo e da descoberta do que lhes havia acontecido toma o lugar principal na narrativa.
Sobre a história em si, não nos pronunciaremos mais. Fica para o leitor descobrir, tal como nós descobrimos.
Confessamos que ao princípio este foi um livro que me deixou levemente desiludido. Mas depois, tal como acontece com quase todos os livros, fomo-nos apaixonando pelas personagens e a determinada altura colocámo-nos mesmo na sua pele e vivemos essa realidade bem imaginada pelo autor.
Talvez não seja possível ainda fazer uma análise muito profunda desta obra. Passaram menos de 24 horas desde que as últimas páginas foram lidas e não conseguimos ainda ter uma visão não emotiva do que lemos.
É sem qualquer dúvida que aconselhamos vivamente a leitura deste livro. Há alturas da nossa vida em que não temos ainda noção se o livro que lemos constituirá ou não no futuro uma obra-prima. Aguardaremos pacientemente pelo passar do tempo.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Filme - Amor nos Tempos do Cólera



format: avi
quality: DVDrip
Director: Mike Newell
Writers (WGA): Ronald Harwood (screenplay) & Gabriel García Márquez (novel)
Release Date: 16 November 2007 (USA)
Genre: Drama / Romance
Tagline: How long would you wait for love?

Download:
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Mirror1:
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Pass: www.dl4all.com

O Dogma de Cristo e Outros Ensaios sobre Religião, Psicologia e Cultura, de Erich Fromm

PREFÁCIO
A MAIORIA dos ensaios dêste volume foi escrita nos últimos
dez anos. O mais extenso, porém – O Dogma de Cristo –, foi
publicado pela primeira vez, em alemão, em 1930. O Professor
James Luther Adiams, da Faculdade de Teologia de Harvard,
traduziu-o há vários anos, sugerindo-me publicá-lo, num
volume, junto com outros trabalhos. Embora não concordasse
com muitas de minhas conclusões, o professor julgava que o
método e a argumentação tinham um interêsse intrínseco
bastante para justificar a publicação em inglês. Hesitei muito
em republicar esta manifestação antiga de meu pensamento, e
as razões são óbvias.
Em primeiro lugar, este ensaio foi escrito num período em que
eu era rigorosamente freudiano. Desde então, minhas opiniões
em Psicanálise modificaram-se bastante, e muitas das
formulações dêste ensaio seriam diferentes, se as escrevesse
hoje. Além disso, acentuei unilateralmente, neste trabalho, a
função social da religião como substituta da satisfação real e
como meio de contrôle social. Embora não se tenham
modificado minhas opiniões sôbre isso, hoje eu daria maior
destaque ao fato de que a história da religião reflete a história
da evolução espiritual do homem. Uma segunda razão está no
fato de ser-me impossível reestudar hoje a totalidade do
complexo material histórico analisado neste trabalho. Além
disso, muitos livros sôbre a história antiga do Cristianismo
foram publicados desde 1930, e qualquer revisão de O Dogma
de Cristo teria de levá-los em conta. Li muito do que se
publicou desde então, e alguns escritos, como The Formation
of Christian Dogma, de Martin Werner, pareciam apoiar, de
forma indireta, a minha interpretação. Reescrever, porém, a
totalidade dêste ensaio estava acima de minhas fôrças.
Concordei com a sua publicação na forma original quando
Arthur A. Cohen, da editôra Holt, Rinehart e Winston,
estudioso da Teologia e da Filosofia, insistiu, juntamente com
o Professor Adams, para que eu o apresentasse ao público de
língua inglêsa. Desnecessário dizer que a responsabilidade
dessa decisão cabe a mim sómente, e não a êles.
Ao que me consta, êste foi o primeiro trabalho em que se
procurou transcender a interpretação psicológica dos
fenômenos históricos e sociais, comum na literatura
psicanalítica. Estimulou-me o trabalho sôbre o mesmo
assunto, escrito por um de meus professores do Imstituto
Psicanalítico de Berlim, Dr. Theodor Reik, que empregou o
método tradicíonal. Procurei mostrar que não podemos
compreender as pessoas pelas suas ideias e ideologias, que só
podemos compreender ideias e ideologias compreendendo as
pessoas que as criaram e nelas acreditam. Para isso, temos de
transcender a psicologia individual e penetrar no campo da
psicologia psicanalítico-social. Assim, ao tratarmos das
ideologias, temos de estudar as condições sociais e
econômicas das pessoas que as aceitaram e procurar
identificar o que mais tarde chamei de “caráter social”.
Êste estudo se ocupa particularmente da análise da situação
sócio-econômica dos grupos sociais que aceitaram e
difundiram os ensinamentos cristãos. Sómente à base desta
análise tentamos uma interpretação psicanalítica. Quaisquer
que sejam os méritos dessa interpretação, o método de
aplicação da Psicanálise aos fenômenos históricos foi
desenvolvido em meus livros posteriores. Embora tenha sido
aperfeiçoado sob muitos aspectos, seu núcleo está em O
Dogma de Cristo de tal modo que, espero, seja ainda
interessante.
Examinei a tradução do Professor Adams, e compreendo a
dificuldade de passar para o inglês o meu alemão pesado e
acadêmico. Fiz pequenas modificações de palavras, mas resisti
sempre à tentação de modificar o conteúdo. Embora muitas
vêzes tivesse desejado substituir minha opinião antiga pelas
que hoje mantenho, pareceu-me que a revisão parcial não
teria sido honesta para com o leitor.
Os demais ensaios dêste livro não precisam de comentários.
Em A Medicina e o Problema Ético do Homem Moderno e O
Caráter Revolucionário, que na forma original eram
conferências, fiz pequenas modificações para a publicação
destinada a um público geral. Em Sexo e Caráter eliminei
simplesmente o que me pareceu ser repetição ociosa.
Agradeço ao Professor James Luther Adams pelo amor com
que traduziu para o inglês O Dogma de Cristo, e a Arthur A.
Cohen e Joseph Cunneet pela sua assistência editorial.
E. F.
Nova Iorque, 1963.

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Ana Miranda - O Retrato do Rei

ebookTítulo: O Retrato do Rei
Autor: Ana Miranda
Gênero: Romance Histórico Brasileiro
Editora: Cia. das Letras

No século 18, pela primeira vez os brasileiros se revoltam contra a Coroa portuguesa. A questão principal é o ouro das Minas Gerais e o conflito ficou conhecido historicamente como Guerra dos Emboabas. Ana Miranda dá uma interpretação pessoal sobre o conflito ao criar um enigma que poderia ter salvo a todos: o desaparecimento de um retrato de D. João V.

Agatha Christie - Um Gato Entre os Pombos

ebookTítulo: Um Gato Entre os Pombos
Autor: Agatha Christie
Gênero: Policial
Editora: Ed. Nova Fronteira

Um colégio só para moças na Inglaterra. Portanto, um colégio altamente sofisticado -- o Colégio Meadowbank. E o misterioso ambiente do interior das ilhas Britânicas. Além disso, Um Gato entre os Pombos. E duas professoras que são admitidas no colégio, uma de língua francesa, outra de ginástica: quem são, de onde vêm? A ação se origina muito longe: em Ramat, no Oriente Médio. O regente desse país -- que fora como de costume educado na Inglaterra e cujo melhor amigo, como também de costume, é cidadão britânico, piloto de carreira -- entrega a este toda a riqueza da família em pedras preciosas a fim de que as leve para o estrangeiro, pois receia uma revolução iminente. É a partir daí que se desencadeia todo o mistério e a aventura, em que o distinto Colégio Meadowbank, na ainda mais distinta Inglaterra, desempenha papel importante. No colégio há um pavilhão de esportes onde, além destes, também se pode praticar assassinatos... Como chegar ao desfecho? Como percorrer o longo caminho de espionagem e sangue que leva da Ásia à Europa? Isso é segredo do gênio criador de Agatha Christie, que mais uma vez, de braços dados com Hercule Poirot, mantém o seu público num suspense que depois dela ninguém mais conseguiu atingir na literatura policial dos nossos dias.

Clarice Lispector - Como Nasceram as Estrelas

Clarice Lispector - Como Nasceram as EstrelasTítulo: COMO NASCERAM AS ESTRELAS
Autor: Clarice Lispector
Gênero: Literatura Infanto Juvenil
Editora: Nova Fronteira

Doze lendas brasileiras, uma para cada mês do ano. As histórias do Saci, do Neguinho do Pastoreio, da Yara e do Curupira, contadas por Clarice Lispector em textos mágicos e curtos, são o melhor meio de desenvolver nas crianças o gosto pela leitura.

Morris West - O Advogado do Diabo

ebookTítulo: O Advogado do Diabo
Autor: Morris West
Gênero: Romance
Editora: Circulo do Livro

No contexto da Igreja Católica, um padre é designado para investigar se uma determinada pessoa, considerada santa, de fato é digna da beatitude que lhe é atribuída. O protagonista se envolve numa trama rica em contradições e descobertas que chegam a modificar seu enfoque sobre a vida. Sem dúvida, quem o ler modificará seus prismas ou, no mínimo, ampliará os horizontes.

Tapete Vermelho para as crianças

Dizem por aí que a origem do costume de se estender um tapete vermelho para que pessoas importantes possam passar por ele vem de muitos anos. Séculos. E a questão não era exatamente O tapete e sim a sua cor. Segundo descobri por aí, na Antiguidade (cerca de 1000 a.C.), a cor púrpura, avermelhada, só era obtida em uma concha chamada porphura, que liberava esse pigmento quando atacada. Assim, mobilizavam-se centenas de empregados só para abrir as conchas e retirar a bolsa com tinta, o que a tornava extremamente cara. Por isso, só os nobres tinham condições de usá-las para tingir tecidos. O tapete vermelho era ainda mais caro porque, além do pigmento ser muito valioso, a feitura também era trabalhosa. Por indicar tanta riqueza, era a peça ornamental mais importante de um palácio.

Sem precisar gastar tantos tostões com a tal da concha e sem explorar a mais valia, Ana Paula e Edna compraram o material e encomendaram a uma costureira a confecção de um tapete vermelho para que nossas ilustres crianças ficassem mais a vontade. A sombra da árvore no jardim do Centro Comunitário da Criança ficou ainda mais acolhedora. Enquanto isso, nossa sala vai ganhando a estrutura necessária.

Foi assim, estendendo o tapete vermelho, que começamos as atividades no último sábado, 26 de abril. Ceilândia tinha um céu digno da fama do céu de Brasília. Azul, azulzinho com poucas nuvens. Este é só o terceiro reencontro. Ana Paula não pode ir. Edna, Célio e eu comandamos as atividades.

Para a mediação, pensei em comentar sobre a cobertura da imprensa sobre o caso Isabella Nardoni. Todas as crianças estavam por dentro do assunto. Algumas tinham até feito algum trabalho a respeito na escola. Ali, no mundinho deles, o caso é só mais um. Dia desses, dois deles me contaram uma história depois de uma canção:

Menina: - Eu tinha um tio que gostava de tocar violão.

Menino: - Ele era assim, gordinho, parecido com o senhor.

Menina: - Ele morreu num acidente de carro semana passada.

Menino: - Foi. Depois do acidente, deram seis tiros nele, dentro do carro.

Menina e Menino: - A gente sente uma saudade dele. Era um cara bem divertido.

E saíram para brincar enquanto eu fiquei com as músicas engasgadas na garganta.

Voltando para a mediação, escolhi A Verdadeira História dos Três Porquinhos para falar que tudo pode ter duas ou mais versões. E a gente acredita no que está mais próximo do que acreditamos e isso pode estar no grupo que veicula o fato (polícia, família, líderes religiosos, uma mídia mais confiável que outra, etc). A leitura e o papo foram um SUCESSO!!! As crianças foram se chegando... se chegando... se aconchegaram!!! Todos acompanharam de perto o “depoimento” do lobo Alex que justificava o acontecido com os três porquinhos como um mal entendido, pois o que ele queria mesmo era uma xícara de açúcar. Difícil foi acreditar na conversa de um lobo. O livro é ótimo. Um clássico. As crianças adoraram. Acho que qualquer dia vou arriscar ler O Livro dos Pontos de Vista (Ricardo Azevedo, Ática).
Empolgado com o sucesso do texto anterior, não resisti e li uma aquisição recente: Os três ladrões. O livro, originalmente lançado nos anos 70, havia sumido das prateleiras. Retornou às prateleiras este mês numa reedição da Global. Conta sobre três famigerados ladrões de carruagem que numa noite, durante um assalto, encontram na carruagem apenas uma menina, órfã, que iria para a casa de uma tia malvada. O trio resolve adotar a criança e outras mais que aparecem em seu caminho. Nossos meninos e meninas ficaram ligados na história, tentavam adivinhar o que aconteceria na página seguinte, corriam com os olhos em busca de guardar cada ilustração. Tensão na hora do encontro com a pequena órfã. Surpresa no desenrolar da história. Por fim, o alívio pelo final da história.
Algumas crianças resolveram ler para todos um dos livros que levaram para casa na semana passada. Jardson leu A Galinha Xadrez e deu início à leitura compartilhada. Depois, escolheram novos livros para o empréstimo. Foi neste momento que eu deixei florescer um sorriso. É que no final do ano passado um dos meninos não poderia mais participar do projeto como ouvinte. Era o Daniel. A idade já ultrapassava o limite. Mas ele não quis deixar os Roedores de Livros. Daí o meu riso florido. Daniel está novamente conosco, desta vez, ajudando na organização das crianças e na conferência dos livros emprestados e devolvidos. É mais um voluntário a serviço dos Roedores de Livros. Naquela manhã, sentado no tapete vermelho junto com tantas crianças e livros, vi que não apenas ajudamos a despertar o gosto pela leitura. Estamos também formando cidadãos. Hatuna Matata.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Protocolos dos Sábios de Sião

« Os protocolos dos sábios de Sião »
O famoso e polémico livro, sobre conspirações, plano secreto sionista para controlar os governos, os povos, Nova ordem Mundial, conspirações ,etc.
Coincidência ou não, muitas dessas práticas do documento têm sido aplicadas pelos governos e muitas dessas situações têm ocorrido nos tempos actuais, técnicas de controle do povo,..

400 kb, pasta Rar, ebook em pdf com 83 páginas ,
Ha quem diga que o livro é anti-sionista, na minha opinião acho que é uma ideia errada, criticar um grupo oculto sionista não é o mesmo que criticar todos os judeus, tal como criticar a política de w. Bush não seria criticar todos os americanos, certo??


sabios de siao

Santo remédio, o Alho...

« Santo remédio, o Alho »
( Orlando dos Santos e : Thaís Cestari )
25 páginas, 105 kb., tem várias aplicações do alho para vários males,
dores reumáticas, gripes, insónia, micoses superficiais, unha encravada,tensão alta, verrugas, e mais..



o alho

Aumente o seu pénis

«Curso completo aumente o seu pénis»
Pasta Zip com 2,58 mb.

Este guia tem técnicas de massagens e alongamentos do pénis, não necessita recorrer a comprimidos nem cremes, essa tecnica funciona porque o pénis é um músculo e pode ser exercitado como os outros.Contém 3 documentos word, e ainda 6 videos mpg, exemplificando os exercícios.


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Georges Duby - As três Ordens ou o Imaginário do Feudalismo

Título: AS TRÊS ORDENS OU O IMAGINÁRIO DO FEUDALISMO
Autor: Georges Duby
Gênero: História Geral
Editora: Editorial Estampa

No século XVII, a ordem social ou ordem política na França era definida por três palavras - Clero, Nobreza e o Terceiro Estado. Três 'estados', três categorias estabelecidas, estáveis, três divisões hierarquizadas. Nesta obra, Georges Duby compara textos significativos para a época, como o Tratado das Ordens de Loyseau e textos anteriores a este, como os de Gerardo de Cambrai e de Adalberão de Laon, procurando mostrar como essa imagem social sob a forma de trifuncionalidade foi construída na França e qual ideologia ela carregava. A obra está dividida em quatro partes - Campo de Investigação, Circunstâncias, Eclipse e Ressurgência.

Érico Veríssimo - O Senhor Embaixador


Título: O SENHOR EMBAIXADOR
Autor: Érico Veríssimo
Gênero: Romance

O Senhor Embaixador, cuja ação se desenvolve paralelamente na capital americana e na pequena republiqueta de Sacramento, dominada por uma ditadura corrupta e sanguinária, revela a figura de Gabriel Eliodoro. Caudilho, compadre do tirano, nomeado embaixador em Washington, mostra a ambigüidade clássica dos caudilhos - indefinição ideológica e carisma pessoal. Diante dele, o secretário da embaixada, um intelectual de origem burguesa, Pablo Ortega, é obrigado a definir-se. O letrado, no final do texto, torna-se homem de ação, participando do movimento revolucionário que derruba o ditador.

Diz-me quem és em Alcobaça

Hoje é a vez de Alcobaça receber o atelier Diz-me quem és, dir-te-ei o que lês. Passadas as primeiras sessões, já me sinto à vontade em relação ao atelier, já está interiorizado. Agora faz dupla com o Ver para Crer como dois ateliers de promoção de livros.
O sucesso nunca é garantido, sabemo-lo. Mas as dúvidas dissiparam-se e cada atelier é agora um prazer, sem receios... É uma sensação muito boa.
Vamos lá ver se as duas turmas do 8º ano que me esperam vão sentir o mesmo...

Em busca da Malasartes

Hoje decidi ir à Fnac no Chiado, para finalmente comprar a revista Malasartes, pela qual anseio. Era o dia perfeito, porque tinha tempo, coisa que vai escassear a partir de amanhã, até ao fim de semana.
Qual não foi o meu espanto quando me disseram que não tinham recebido a revista, e tinham a indicação de que estava esgotada. Sugeriram-me procurar na Fnac do Colombo ou do Cascais Shopping, onde aparentemente ainda existiriam exemplares.
A frustração foi grande, é evidente. Felizmente, ainda há salvação nas pequenas livrarias. Soube que a Pó dos Livros a pediu, embora não saiba se ainda têm revistas em stock. No entanto, é certo que a poderei encomendar. Apesar da simpatia do funcionário da Fnac, a dimensão da livraria e a sua estratégia de vendas tem vindo a matar expectativas e tem muito provavelmente afastado públicos mais exigentes ou especializados. Parece até, pelos ecos que tenho tido, em conversas com amigos, que as pequenas livrarias regressam como pequenos oásis, onde se estabelecem relações de confiança e até cumplicidade com os livreiros.
Ainda bem que o próprio mercado reage contra as grandes e indiscriminadas concentrações. E se tempos houve em que a Fnac era esse magnânimo oásis, hoje regressamos aos espaços de intimidade. Dá que pensar...
Se tiver tempo, pode ser que ainda consiga a minha Malasartes amanhã, lá pelo finalzinho da tarde. Até lá, fica o blog da Pó dos Livros, muito recomendável...

Divaldo Pereira Franco & Joanna De Ângelis - Adolescência e Vida

ebookTítulo: Adolescência e Vida
Autor: Divaldo Pereira Franco & Joanna De Ângelis
Gênero: Espírita / Comportamento
Editora: Leal

O livro traz orientação aos jovens que buscam um sentido para suas vidas. Indispensável, também, aos pais e educadores. Afirma que a vida na Terra é um sublime convite para o aperfeiçoamento espiritual, é um permanente desafio. Vinte e cinco estudos abordando oportunos e importantes temas que afetam os adolescentes e seus relacionamentos com os pais e com a sociedade.

Joseph Campbell - As Máscaras de Deus - Milotogia Oriental - Vol. II


Título: As Máscaras de Deus - Milotogia Oriental - Vol. II
Autor: Joseph Campbell
Gênero: Mitologia Oriental
Editora: Palas Athena
Este volume, o segundo dos quatro que compõem As Máscaras de Deus, começa com uma reflexão sobre o diálogo mítico entre Oriente e Ocidente: Joseph Campbell mostra de maneira singular o encantamento onírico da tradição contemplativa oriental - cujo propósito é a identificação e fusão com o divino. A contrapartida ocidental revela a separação entre as esferas divina e humana. Aqui, a questão suprema não é a identificação, mas o modo de relacionar-se com a divindade. Seguindo uma rota invisível pela qual transitam mitos, ritos e crenças, este volume aborda as mitologias que se desenvolveram na Suméria, no Vale do Nilo, na Índia dravídica, védica e budista, na China taoísta e confuciana, na Coréia, no Tibete e no Japão.

Obs. No formato pdf foram mantidos os símbolos em sânscrito como no livro original.

Instrução Do IXo O.T.O. - Emblemas E Maneira De Usar, de Antony Naylor, Testamenteiro Literário de Aleister Crowley

EMBLEMA I - O OVO - Diz-se que esse é posto pela Águia Branca, cujo número é (neste caso suponho) 156. Pode ser fertilizado por qualquer tipo de Serpente, que lhe seja simpático; e a natureza da Aguiazinha dependerá da vontade da Serpente. O choco e a carreira subsequente, dependerão da energia original da organização eficiente, das circunstâncias do ambiente etc. Mas, você não consegue mais nada , ou pior, consegue algo que absolutamente não queira, a não
ser que tenha extremo cuidado em formar e salvaguardar bem o Laço Mágico (porque o Ovo, mal cuidado, pode adquirir uma Serpente venenosa, de elementos hostis e malignos). Veja Livro IV, parte III, capitulo XIV.
EMBLEMA II - A SERPENTE - Este é o principio da imortalidade, da renovação de si mesmo através da encarnação, da vontade persistente, inerente ao Leão Vermelho, que é, claro, o Qperador. Diz-se que a Serpente nada no Sangue do Dragão Vermelho. O Leão deve decidir que tipo de Serpente ele necessita, como vínculo da vontade particular exigida pela Operação que está sendo planejada. Ele deve, claro, ser um elemento necessário à verdadeira vontade do Operador; não fosse assim, haveria um conflito interno entre as partes e o todo; a operação seria um fracasso, ou pior. ( Por exemplo, se você fizesse a operação para prejudicar um Irmão, ela fracassaria e se voltaria contra você mesmo, pois antes de qualquer antagonismo pessoal vocês são Irmãos jurados da O. T. O.) A Serpente, apropriadamente treinada e vitalizada, é encontrada durante os atos de concentração sobre o propósito da Operaçio, que são preliminares ao inicio da Operação propriamente dita: você imprime a imagem dessa sua particular volição sobre as Serpentes físicas, que você realmente possui prontas para reproduzir e manifestar a Imagem da sua vontade ( a "vontade natural" ou básica, delas é, claro, perpetuar o seu Leão através dos dilúvios; isto é, a fertilização de um 'Ovo' apropriado, apareceria como Leão original modificado pela particular Águia que bolou o Ovo, ou vice-versa. Mas a técnica da operação impede - ou deveria impedir ! - estes efeitos; portanto, como a vontade de criar e transmitir não pode ser impedida - a Lei de conservação de energia - as bases materiais da operação são preparados para produzir a imagem da vontade expressa. Nelas, pelos estudos e práticas preliminares, produzindo como manifestação material o propósito da operação).


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Os Melhores de 2007 - Segundo a FNLIJ

Queridos amigos. Saiu hoje a premiação da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) para os melhores livros publicados em 2007. Muita coisa nós ainda não conhecemos. Alguns já resenhamos por aqui como A Invenção de Hugo Cabret, Histórias Tecidas em Seda e Zubair e os labirintos. Outros, como O jogo de amarelinha, A pequena marionete, As mais belas histórias das Mil e uma noites, Minha Ilha Maravilha, Poeminha em língua de brincar e João Felizardo o rei dos negócios nós já levamos para tomar um café e alguns vieram para nossa toca.
O que surpreendeu por aqui foi a inclusão do ótimo O amor e o diabo em Angela Lago: a complexidade do objeto artístico (André Mendes, UFMG), vencedor na categoria O Melhor Livro Teórico. Apesar de não contar com a força de divulgação de uma grande editora, o seu texto falou mais alto e se impôs, merecidamente. Sua visão sobre o Cântico dos Cânticos - livro de imagem na lista dos meus preferidos - é surpreendente.
A grande vencedora foi a Companhia das Letras com três indicações, seguida da Cosac & Naify, Edições SM, Cortez e Ática com duas, cada. Ou seja, um resultado bem mais equilibrado que o do ano passado. Devo confessar que senti falta de alguns livros, mas toda premiação nos deixa com essa sensação, não é mesmo? Receber uma láurea da FNLIJ é muito importante e ajuda a movimentar o mercado editorial infanto-juvenil. Isso é ótimo. 2007 foi um ano de grandes publicações. E este ano também começa promissor. Aproveito e convido todos a comparecerem ao Salão do Livro da FNLIJ que acontecerá no final de maio, no Rio de Janeiro. É um exemplo de como se deve tratar a Literatura Infantil desde seus autores até o público que freqüenta. Mais informações no SITE DA FNLIJ.
Parabéns aos vencedores! Parabéns à FNLIJ. No final, ganha sempre a nossa Literatura Infantil.

O rio de Miguel Sousa Tavares


Miguel Sousa Tavares regressa ao romence histórico e a uma nova saga familiar: as suas vidas e aventuras na primeira metade do século XX.Bem ao estilo que o autor vem desenvolvendo desde o seu anterior best-seller: Equador.Um livro que teve uma tiragem inicial de 100 mil exemplares.
__________
Miguel Sousa Tavares
O Rio das Flores
Oficina do Livro, 29€

Nelson Rodrigues - À Sombra das Chuteiras Imortais

ebookTítulo: À SOMBRA DAS CHUTEIRAS IMORTAIS
Autor: Nelson Rodrigues
Gênero: Crônicas de Futebol
Editora: Cia. das Letras

As crônicas de futebol do escritor pernambucano cobrem os grandes momentos do esporte das décadas de 50 e 60, da derrota da Seleção Brasileira para o Uruguai em 1950 à conquista de três copas do mundo, passando pela descoberta de Pelé e Garrincha.

domingo, 27 de abril de 2008

Pausa nos Livros do Plano

Os Livros do Plano pára durante duas semanas. Retoma com Capitães da Areia, de Jorge Amado, recomendado para o 9ºano, leitura orientada em sala de aula, grau de dificuldade III. Até lá, boas leituras!

Indie Júnior

O Indie Júnior tem uma programação a pensar nos mais novos, com filmes para crianças a partir dos 3 anos, que podem ser acompanhadas pela família ou pela escola. Há filmes para maiores de 3 anos, maiores de 6, maiores de 9 e maiores de 10. Para turmas, os filmes obedecem à categoria escolar (pré-escolar, 1º, 2º e 3º ciclos). Todas as crianças têm oportunidade de votar, opinando acerca do filme ou filmes que viram, num formulário feito especialmente para este público. A responsabilidade da sua opinião transforma uma simples ida ao cinema num acontecimento no qual todos podem participar e mais tarde recordar.
A aposta, por parte da organização, tem sido um sucesso, garantindo cerca de 5000 espectadores só nas exibições do Indie Júnior. É um investimento no desenvolvimento do gosto e na criação do hábito. Não é uma novidade. O mesmo acontece, por exemplo, com alguns pais que levam os filhos todos os anos à Festa da Música ou à Feira do Livro. O mérito do Indie Júnior assenta na continuidade. Até 4 de Maio, em Lisboa. O programa pode ser consultado no site, aqui.

Bonito de se ver e de se ler.

Meu pai nasceu no interior do Ceará e viveu uma infância árida de sabores literários. Entre a sua casa e a escola havia uma distância razoável que era percorrida diariamente no lobo de um jumento. Tinha sorte. Outros percorriam a pé. Apesar disso, a vida dura do povo do sertão não tornou o menino Francisco um homem rude. Muito pelo contrário. Estudou até onde pôde e seguiu à risca os ensinamentos religiosos. Não sei ao certo, mas a Bíblia deve ter sido seu grande livro onde viajou nas aventuras de Jonas no interior da baleia ou Daniel na cova dos leões. Ainda hoje, gosta de ler biografias de santos e outros assuntos relativos à vida religiosa.

Na minha infância, na maioria das vezes, foi meu pai, quem me levava até a porta da escola. O menino Francisco, agora com trinta e poucos anos, conquistara o status de ser chamado pelo sobrenome: Freitas. O trabalho dele levou nossa família para o interior do Piauí e da Bahia. Papai dividia seu tempo de leitor entre os versículos bíblicos e os normativos da empresa. Sabia tudo de cor. Outros livros também chegavam em casa. Ele os comprava dos mascates que vendiam enciclopédias pelo interior. Mas eram de uso dos filhos. Lembro de ter devorado alguns volumes de O Mundo da Criança. A escola pedia alguns títulos da coleção Vaga-lume. Eu também gostava da coleção do Cachorrinho Samba. Eu tinha fome de histórias. Papai me alimentava com livros, gibis e amor.

Muito tempo depois, com a chegada dos cabelos brancos, meu velho ganhou o título de “Seu” Freitas. Assim ainda o chamam, muitos. Veio a aposentadoria e, aos poucos, vi que poderia – depois de aprender tanto com ele – dividir com meu pai o gosto por tantos livros que tive a oportunidade de conhecer. Desde então, nos tornamos parceiros de algumas leituras. Houve uma revolução lá em casa e depois dos 60 anos, na melhor idade, o menino do sertão descobriu a internet, voltou a estudar e, depois de tanto trabalho, pôde se entregar aos prazeres de uma juventude tardia, porém, bem vinda. Hoje, distantes a apenas três horas de avião, somos mais amigos que pai e filho.

Num dos nossos últimos encontros ele me perguntou se eu conhecia algum livro de Fernando Pessoa para indicar. Alguém do nosso círculo de amigos havia falado sobre o poeta português e aguçado sua curiosidade. Disse-lhe que sim, contei um pouco sobre o que eu conhecia mas não me senti à vontade para apresentar uma coletânea qualquer ou uma antologia. A poesia, às vezes, pode soar estranha para novos leitores, como meu pai. Prometi a mim mesmo que encontraria algum livro-aperitivo que despertasse uma fome de poemas no meu querido senhor-menino.

Demorei a encontrar este livro mas, confesso que fui negligente em minha busca. Dia desses descobri O Almirante Louco (Fernando Pessoa, organização de Carlos Felipe Moisés, ilustrações de Odilon Moraes, SM) e meus olhos se encheram de cores, cheiros, arrepios, saudades e outras sensações. O curioso é que foi em abril, mês em que o “Seu” Freitas faz aniversário. Enfim, encontrei o presente. Tive que encomendar outro para mim, pois só tinha um exemplar na livraria.

O livro apresenta um projeto gráfico, um cuidado com o visual que pousa na perfeição. Não consigo imaginá-lo mais belo. Não fica a dever em nada aos poemas. As ilustrações de Odilon Moraes emprestam ainda mais beleza ao texto. Odilon criou ainda imagens para cada um dos pseudo-personagens de Fernando Pessoa. O livro, é bonito de se ver e de se ler.

São apenas 64 páginas, mas, como disse antes, é um aperitivo. Delicioso. Temperado, com ingredientes selecionados por Carlos Felipe Moisés, que escreve seus comentários com uma linguagem concisa, fácil de entender, sem os arroubos eruditos de algumas edições – que assustam leitores mais simples. Divididos em blocos, Moisés apresenta características de Fernando Pessoa e seus personagens: Alberto Caeiro (poeta da natureza), Álvaro de Campos (o almirante louco) e Ricardo Reis (um poeta calmo e ignorado). Tudo seguido – é claro – de uma Seleção de poemas. Estão lá Quadras ao gosto popular, trechos de O Guardador de Rebanhos, Ah, um soneto entre outros. Por fim, há uma biografia leve, seguida de ótimas indicações de leitura para os que tiverem mais fome de Fernando Pessoa.

O Almirante Louco segue amanhã para os braços de “Seu” Freitas. Mais um pequeno mimo em retribuição a tanto que me deu e ainda me oferece. Fica aqui o desejo íntimo de que Fernando Pessoa e seus outros “eus” encantem desde o menino do sertão até o jovem senhor de cabelos brancos, personagens que habitam em meu pai, um homem que – mesmo sem ter lido o Poeta português – me ensinou:

Quem tem pouco, tem tudo;

Quem tem nada, é livre;

Quem na tem, e não deseja

Homem, é igual aos deuses.


P.S. As imagens:

1ª - Capa do Livro; 2ª - Fernando Pessoa por Odilon Moraes; 3ª - Alberto Caeiro por Odilon Moraes; 4ª – Álvaro de Campos por Odilon Moraes e 5ª – Ricardo Reis por Odilon Moraes.

Sempre Zen, de Charlotte Joko Beck

Iniciando a prática zen
Minha cadela não se preocupa com o significado da vida. Ela pode se preocupar
em receber ou não a refeição pela manhã, mas não se senta preocupada em
conseguir ou não a realização, a libertação, a iluminação. Desde que receba um pouco
de comida e afeto, a vida lhe corre bem. Porém nós, seres humanos, não somos como
os cães. Temos mentes centradas em si mesmas que nos remetem a muitos
problemas. Se não entendermos o equívoco em nossa forma de pensar, nossa
autopercepção, que é nossa maior bênção, torna-se também nossa perdição.
Todos nós acreditamos que, em certa medida, a vida é difícil, intrigante e opressiva.
Mesmo quando tudo corre bem, como acontece por certo tempo, preocupamo-nos que
ela não se mantenha assim. Dependendo de nossa história pessoal, chegamos à
idade adulta tendo muitos sentimentos desencontrados a respeito da vida. Se eu lhes
dissesse que sua vida já é perfeita, completa e inteira exatamente do jeito que está,
vocês pensariam que estou maluca. Ninguém acredita que sua vida é perfeita. No
entanto, existe no íntimo de cada um uma dimensão que sabe que somos ilimitados,
infinitos. Vemo-nos presos à contradição de encontrar a vida em meio a um quebracabeça
muito desconcertante, capaz de nos causar muitos sofrimentos; ao mesmo
tempo, temos uma vaga consciência da natureza ilimitada, infinita da vida. Desta
maneira, começamos a procurar uma resposta a esse enigma.
A primeira forma de procurar é buscar soluções fora de nós mesmos. No começo,
pode acontecer num nível bastante comum. Existem muitas pessoas no mundo que
acreditam que se tivessem um carro maior, uma casa mais bonita, férias melhores, um
patrão mais compreensivo, ou um parceiro mais interessante, suas vidas seriam muito
melhores. Não há quem não pense assim. Lentamente, vamos descartando os "se ao
menos", essas coisas que nos fariam viver melhor. "Se ao menos eu tivesse isto, isso
ou aquilo, então minha vida seria outra." Na prática, todos estão com alguns desses
"se ao menos", na cabeça em algum momento, contudo aos poucos essas idéias vão
se desgastando. Primeiro, as mais grosseiras. Depois nossa busca dirige-se a níveis
mais sutis. Por fim, na procura pelo elemento externo a nós mesmos que, em nossa
expectativa, irá nos completar, voltamo-nos para uma disciplina espiritual.
Infelizmente, nossa tendência é considerar com a perspectiva anterior essa nova
possibilidade. Muitas das pessoas que buscam o Zen Center não crêem que a
resposta esteja num Cadillac mais novo, mas em alcançar a iluminação. Conseguiram
um novo recurso, um novo "se ao menos". "Se ao menos eu tivesse condição de
entender do que se trata a compreensão, seria feliz." "Se ao menos eu tivesse uma
pequena experiência de iluminação, seria feliz." Ao iniciarmos uma prática como o zen,
trazemos nossas noções habituais de estar chegando em algum lugar, de alcançar
alguma coisa -no caso, a iluminação - podendo a partir de então comer todos os
docinhos que antes nos tinham sido proibidos.
Toda a nossa vida consiste neste pequeno indivíduo, olhando à sua volta em busca
de objetos. No entanto, se você olha algo que é limitado -como o são o corpo e a
mente -e procura alguma coisa fora de si, esta coisa torna-se um objeto e também
deve ser limitado. Assim, existe alguma coisa limitada procurando algo limitado e, no
final, só fica maior aquela velha loucura que o vem tornando uma- pessoa tão infeliz.
Todos passam anos a fio consolidando uma visão condicionada da vida. Existe o
"eu" e existe essa "coisa" aí adiante que ou me fere ou me agrada. Nossa tendência é
levar a vida de modo a tentar evitar tudo o que nos magoe ou nos desagrade,
reparando nos objetos, nas pessoas ou situações que, a nosso ver, parecem nos
proporcionar dor ou prazer; evitaremos uns e perseguiremos outros. Sem exceção,
todos nós fazemos isso. Mantemo-nos distantes de nossa vida, olhando-a, analisandoa,
julgando-a, buscando respostas para perguntas como "O que ganho com isso? Vou
ter prazer ou conforto, ou será preciso que eu fuja?". Fazemos esse questionamento
de manhã à noite. Por trás de nossas fachadas agradáveis e amistosas ferve um
constrangimento considerável. Se eu pudesse raspar o verniz e ir um pouco mais
fundo do que a superfície de qualquer pessoa, encontraria medo, dor e uma ansiedade
desvairada. Todos temos métodos para encobrir tais sentimentos. Comemos demais,
bebemos demais, trabalhamos demais; assistimos à televisão demais. Estamos
sempre fazendo algo para encobrir nossa ansiedade existencial básica. Algumas
pessoas vivem dessa forma até o final de seus dias. Essa situação piora conforme o
tempo vai passando. 0 que talvez não seja tão ruim quando você tem 25 anos
parecerá terrível quando chegar aos cinqüenta. Todos conhecemos aquelas pessoas
que já morreram e se esqueceram de deitar-se; elas têm uma mentalidade tão
contraída em seus pontos de vista limitados, que a convivência é muito penosa tanto
para quem está à sua volta como para elas mesmas. A flexibilidade, a alegria e o fluir
da vida já se foram. Essa possibilidade tão sombria ameaça a todos nós a menos que
acordemos para o fato de ser necessário trabalhar nossa própria vida, praticar. É
preciso que enxerguemos a miragem de que existe um "eu" destacado de um "aquilo".
Nossa prática consiste em anular essa distância. Apenas no momento em que nós e
os objetos nos tornarmos um, é que poderemos enxergar o que é nossa vida.
A iluminação não é algo que se atinge. É a ausência de alguma coisa. A vida
inteira, a pessoa vai atrás de algo, perseguindo suas metas. A iluminação está em
deixar tudo isso de lado. Entretanto, falar sobre ela não adianta muito. A prática
precisa ser executada por cada um. Não há o que a substitua. Podemos ler a seu
respeito durante mil anos e não adiantará de nada para nós. É preciso que todos nós
pratiquemos, e temos de fazer com todo nosso empenho pelo resto da vida.
O que de fato queremos é uma vida natural. Nossas vidas são tão artificiais que
realizar uma prática como a do zen, no começo, é bastante difícil. Porém, assim que
começarmos a vislumbrar que o problema da vida não é algo externo a nós, teremos
começado a percorrer o caminho. Quando o despertar se inicia, quando começamos a
perceber que a vida pode ser mais aberta e alegre do que até então pensáramos ser
possível, queremos praticar.
Entramos numa disciplina como a prática zen para podermos aprender a viver de
modo lúcido. O zen tem quase mil anos e seus defeitos já foram corrigidos; embora
não seja fácil, não é insano. É sensato e muito prático. Diz respeito à vida cotidiana.
Refere-se a trabalhar melhor no escritório, a criar melhor as crianças, e estabelecer
relacionamentos melhores. Levar uma vida mais lúcida e satisfatória deve decorrer de
uma prática equilibrada e lúcida. O que desejamos fazer é encontrar uma maneira de
trabalhar com a insanidade elementar que existe em função de nossa cegueira.
É preciso coragem para se sentar bem. O zen não é uma disciplina para todos.
Precisamos estar dispostos afazer algo que não é fácil. Se o fizermos com paciência e
perseverança, com a orientação de um bom instrutor, então, aos poucos, nossa vida
irá se aquietar, ficar mais equilibrada. Nossas emoções não serão mais tão
dominadoras. Enquanto sentamos, descobrimos que a primeira coisa, a mais
elementar, para trabalhar, é nossa mente caótica, ocupada. Estamos todos enredados
num pensar frenético e o problema da prática está em começar a trazer esse
pensamento para a claridade e o equilíbrio. Quando a mente fica limpa, clara,
equilibrada, e não mais prisioneira dos objetos, então poderá haver uma abertura e,
por um instante, nos , daremos conta de quem somos, na verdade.
Contudo, sentar não é algo que praticamos durante um ou dois anos com a idéia de
dominar a questão. Sentar é algo que praticamos a vida inteira. Não há limites para a
abertura possível ao ser humano. Eventualmente percebemos que somos a base
ilimitada e incontida do universo. Para o resto da vida, nossa incumbência será
abrirmo-nos cada vez mais a essa imensidão e expressá-la. Quanto maior for nosso
contato com essa realidade, mais aumentará nossa compaixão pelos outros, maiores
serão as alterações em nossa vida cotidiana. Viveremos, trabalharemos e nos
relacionaremos de modo diferente com as pessoas. O zen é um estudo para a vida
toda. Não é só sentar-se numa almofada durante trinta ou quarenta minutos diários.
Toda nossa vida torna-se uma prática, vinte e quatro horas por dia.
Gostaria agora de responder a algumas perguntas sobre a prática do zen e sua
relação com a vida pessoal.
ALUNO: Você poderia falar mais a respeito de nos desapegarmos dos pensamentos
que nos ocorrem durante a meditação?
JOKO: Não acho que nos desapeguemos das coisas; creio que o que mais fazemos é
desgastá-las. Se começamos a forçar nossas mentes para fazerem as coisas,
estaremos exatamente de volta ao dualismo do qual tentamos nos livrar. O melhor
meio de nos desapegar é notar os pensamentos quando aparecerem e reconhecê-los.
"Ah, é, estou de novo pensando", sem julgá-los, e então retornar à nítida experiência
do momento presente. Sejam apenas pacientes. Teríamos de fazer isso dez mil vezes,
mas o valor de nossa prática é o retorno constante da mente para o presente,
inúmeras vezes seguidas. Não procurem aqueles lugares maravilhosos, onde os
pensamentos não ocorrerão. Uma vez que os pensamentos basicamente não são
reais, em algum momento começarão a ficar obscuros e menos imperativos, e
acabaremos percebendo que existem momentos em que desaparecem, porque vemos
que não são reais. Já irão sumir com o tempo, sem que saibamos de maneira exata
como aconteceu. Aqueles pensamentos são nossas tentativas de nos proteger.
Ninguém quer, de fato, deixá-los de lado; são aquilo a que estamos apegados. Com o
tempo, o meio de acabarmos enxergando sua irrealidade está em apenas deixar correr
o filme. Depois de o assistirmos umas quinhentas vezes, sem dúvida, ele acaba se
tornando monótono!
Há duas espécies de pensamento. Não há nada de errado em pensar no sentido que
denomino "pensamento técnico". Precisamos pensar afim de andar daqui até o canto,
para assar um bolo ou resolver um problema de Física. Esse uso da mente é correto.
Não é nem real, tampouco irreal; é só o que é. Porém, opiniões, julgamentos,
lembranças, devaneios a respeito do futuro, 90% dos pensamentos que giram em
nossa mente não têm qualquer realidade essencial. Do nascimento até a morte, a
menos que despertemos, desperdiçamos quase toda a nossa vida em função deles. A
parte horrível do sentar (e, acreditem, é horrível) está em começarmos a ver o que de
fato se passa em nossa mente. É chocante para todo mundo. Vemos que somos
violentos, preconceituosos e egoístas. Somos tudo isso porque uma vida
condicionada, com base em falsos pensamentos, levou-nos a esse estado. Os seres
humanos são essencialmente bons, gentis e compadecidos, mas é preciso um grande
esforço de escavação para extrair essa jóia das entranhas de nosso ser.
ALUNO: Você disse que conforme o tempo passa, os reveses, os transtornos
começam a se reduzir, até que por fim se esgotam?
JOKO: Não estou querendo dizer que não haverá transtornos. O que desejo falar é
que, quando ficamos aborrecidos, não permanecemos apegados a esse estado. Se
sentimos raiva, só ficamos com raiva por um instante. Pode ser que os outros nem se
dêem conta disso. É tudo. Não há o apego à raiva, à sedução mental de manter-se
nesse estado. Não estou também afirmando que os anos de prática terminarão
fazendo de nós zumbis. Pelo contrário, teremos emoções realmente mais genuínas,
sentiremos mais as pessoas. Só não ficaremos mais tão enredados nas malhas de
nossos estados interiores.
ALUNO: Você poderia comentar a respeito de nosso trabalho cotidiano como parte da
prática?
JOKO: O trabalho é a melhor parte da prática e do treino zen. Independente de qual
seja o trabalho, deverá ser feito com esforço e total atenção àquilo que tivermos bem à
nossa frente. Se estamos limpando o fogão, deveríamos estar totalmente envolvidos
nesse mister, e ao mesmo tempo ter consciência de pensamentos que o interrompem.
"Odeio limpar fogões. Amoníaco fede! Aliás, quem gosta de limpar fogão? Depois de
tudo que estudei, não deveria estar fazendo isso!" Todos esses são pensamentos
extras que nada têm que ver com a limpeza do fogão. Se a mente divaga para algum
lugar, traga-a de volta ao trabalho. Existe a tarefa concreta que estamos executando e
ainda há todas as considerações que tecemos a esse respeito. Trabalho é só cuidar
daquilo que precisa ser feito já; porém, são muito poucos os que trabalham desse
jeito. Quando temos paciência com nossa prática, o trabalho, um dia, começará afluir
Fazemos aquilo que precisa ser feito, só isso.
Seja qual for sua vida, sugiro que faça dela sua prática.

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A diferença entre o preconceito contra a leitura e os problemas comportamentais

A turma do 7º ano era bastante indiferente. Fruto, essencialmente, da influência de um aluno provocador que exercia pressão sobre os restantes. Não era uma pressão física, mas uma atenção ao que os colegas diziam, um sentido crítico e uma exibição relativamente às propostas apresentadas. Houve por isso quem não votasse em nenhum dos livros, em nenhum dos títulos, em nenhuma das capas.
Mas havia alunos leitores no grupo, ocultos e envergonhados. A votação foi equilibrada, com maior incidência sobre Artur e os Minimeus, Luki-Live e Trisavó de pistola à cinta. As raparigas mostraram-se mais entusiasmadas, votando em mais do que um livro. Houve um aluno que afirmou com um rasgado sorriso que não tinha votado em nenhum livro, e outro, o líder, perguntou-me se a folha onde supostamente registara o exercício de escrita criativa era para mim. Respondi que não, que era para ele. «Então vai para o lixo.», disse ele.
Perante uma situação de afronta, o que fazer? Tentar ganhar aquele aluno? Tentar não perder os outros? Apesar de sermos mediadores e acima de tudo promotores da leitura, não deixamos de ter regras que os grupos devem cumprir. Há uma diferença substancial entre alunos que têm uma opinião negativa acerca da leitura e alunos que têm uma atitude revoltada e conflituosa com tudo o que os rodeia ou lhes chega.
Não temos dificuldade comunicativa com alunos que não gostam de ler. Exploramos as suas críticas para as tentarmos reconverter, oferecendo alternativas. É certo que não os tornamos leitores, mas tentamos contribuir para que alterem a sua perspectiva sobre o livro enquanto objecto.
Com alunos problemáticos, nem sempre conseguimos ter sucesso. Depende do grau de agressividade, depende das relações de poder que construiu ou não com o grupo. Neste caso, e tendo em conta o pouco tempo de que dispomos, tentamos que todos percebam que há regras sociais a cumprir, e que devem respeitar o espaço em que estão. Sem terem esta noção, dificilmente chegamos à fase seguinte, do respeito por um objecto que detestam, que os assusta, que de alguma forma põe a nu a sua realidade.
Mas não deixa de ser frustrante, quando acontece.

sábado, 26 de abril de 2008

Dominique Lapierre - A Cidade da Alegria


Título: A CIDADE DA ALEGRIA
Autor: Dominique Lapierre
Gênero: Romance
Editora: Círculo de Leitores

O autor deste livro, Dominique Lapierre, um escritor e jornalista francês apaixonado pela Índia, faz-nos um retrato do dia-a-dia da Calcutá dos anos 60 através deste romance baseado em depoimentos verídicos. Foi por esta época que em sucessivos anos monções devastadoras assolaram o território de Bengala provocando um êxodo rural de milhões de pessoas. No meio da pestilência, da doença, da fome, da carência e sob condições climáticas e atmosféricas insuportáveis, refugiados de todo o nordeste da Índia acumulavam-se na zona mais densamente povoada do planeta, Anand Nagar, a cidade da alegria. Este bairro de lata isolado no meio de Calcutá, contava com mais de 70.000 habitantes num espaço pouco maior que três campos de futebol, estrategicamente distribuídos consoante os diferentes credos, numa taxa de densidade populacional calculada em 200.000 pessoas por Km2. Por toda Calcutá dormiam na rua ainda cerca de 300.000 pessoas, famílias inteiras afetadas por desemprego crónico e salários dos mais baixos do mundo. Mas no meio de todo este caos encontrava-se um verdadeiro tesouro, a pobreza extrema levara os habitantes desta cidade a desenvolverem um espírito de partilha e solidariedade inimaginável em qualquer parte do ocidente. Uma atitude desapaixonada de entrega ao próximo mantinha a sobrevivência deste bairro, onde cada pessoa refletia um olhar intemporal e tranquilo, nunca expressando queixume nem ansiedade. Inúmeras questões podem ser exploradas neste livro, principalmente acerca da pobreza e da degradação ambiental, mas a grande conclusão reside no facto de que para resolver os problemas do mundo e sentirmo-nos melhor com ele todos teremos de transformar os nossos comportamentos, e participar desta entrega desapaixonada. Uma das personagens do livro é Stephan Kovalsky, um jovem padre polaco-francês que sentiu que a sua missão teria de ser a comunhão com os mais miseráveis, vivendo o seu drama, vencendo medos e limitações, e assim chegar a uma mais profunda compreensão do espírito.

Alexandre Dumas, Robin Hood, O Proscrito

Título: Robin Hood, O Proscrito
Autor: Alexandre Dumas
Gênero: Romance
Editora: Saraiva

Hino a Pã, de Aleister Crowley / Mestre Therion (tradução: Fernando Pessoa)

Vibra do cio subtil da luz,
Meu homem e afã
Vem turbulento da noite a flux
De Pã! Iô Pã!
Iô Pã! Iô Pã! Do mar de além
Vem da Sicília e da Arcádia vem!
Vem como Baco, com fauno e fera
E ninfa e sátiro à tua beira,
Num asno lácteo, do mar sem fim,
A mim, a mim!

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João Ubaldo Ribeiro - A Casa dos Budas Ditosos


Título: A Casa dos Budas Ditosos
Autor: João Ubaldo Ribeiro
Gênero: Romance
Editora: Objetiva

Um romance impudico e provocador. Às vezes chocante, às vezes irônico, sempre instigante. Um livro, que, não por acaso, ele dedica às mulheres. Com a deliciosa sugestão de que, realmente, não existe pecado do lado de baixo do Equador.

Marcos Bagno - A Língua de Eulália

Título: A Língua de Eulália
Autor: Marcos Bagno
Gênero: Português / Lingüística
Editora: Ed. Contexto

Argumenta que as variedades da nossa língua têm suas próprias regras, explicáveis pela história da língua portuguesa ou pela comparação com línguas estrangeiras. A língua de Eulália demonstra que falar diferente não é falar errado e o que pode parece erro no português padrão tem uma explicação científica (lingüística, histórica, sociológica, psicológica). Numa deliciosa e bem-humorada narrativa, três universitárias passam férias em Atibaia e acabam reciclando seus conhecimentos lingüísticos com a professora Irene. Uma leitura importante para quem quer aprender um pouco mais do nosso idioma mergulhando numa \"viagem ao país da lingüística\".

Robin Cook - Coma


Título: Coma
Autor: Robin Cook
Gênero: Ficção
Até uma certa manhã de inverno, o prestígio do Hospital Memorial de Boston parecia inabalável, quando a tranqüilidade do trabalho dos médicos e enfermeiras é quebrada por uma estranha série de acontecimentos. Inexplicavelmente, vários pacientes submetidos a cirurgias, saem da Sala de Operações nº 8 com cérebros destruídos. Susan Wheeler - uma estudante de medicina - ao investigar a causa das mortes descobre uma trama criminosa envolvendo o comércio de órgãos para transplante, e passa a correr risco de vida.

3 Perguntas a... Beatriz Pacheco Pereira

P-O que representa, no contexto da sua obra, o livro «O Amor Absurdo e Outras Histórias Improváveis»?
R-Este livro de contos, o segundo, ilustra o meu modo de ver a vida. Por um lado, sintético e intenso, como gosto nos filmes, e por outro lado, é a representação da minha visão social de um Portugal cada vez mais isento de valores. Os heróis dos meus contos são gente que observa, pensa, faz e sente. Não se deixa intimidar pelos desafios da vida, e que no livro são muitos, desde o burlesco ao insólito, desde a simples conjectura à acção. O realismo mágico serve muito bem para isso.Conta-se uma história e dá-se uma perspectiva de análise político-social em subcontexto. Porque de historinhas estamos todos cheios e há que ter uma visão pessoal da nossa passagem pelo mundo. Já era assim no primeiro volume de contos, "As Fabulosas Histórias Dela", com personagens que não se limitam à desgraça ou à graça pessoal, mas agem face à adversidade.

P-Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R-Várias ideias. A primeira foi de crítica directa ao que se passou no Porto durante a Capital Europeia da Cultura. Depois a Guerra Global que tem estado iminente nestes últimos tempos e que tem abalado a nossa civilização ocidental e os nossos valores. Em terceiro lugar, o combate à crescente ameaça da mesquinhez e da mediocridade e da incompetência que tanto valem no Portugal de hoje. Assim, é um livro de análise política disfarçado de literatura ou, se quiserem, literatura de intervenção política. Mas não foi um livro feito para a indiferença.

P-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-Terminei o romance "Bianca e o Dragão" que segue a mesma linha fantástica dos contos, e cuja publicação aguardo. Este livro incluirá desenhos e aguarelas do pintor Agostinho Santos, um dos maiores talentos das artes plásticas em Portugal hoje em dia, e que foram expressamente criados para o livro.Estou ainda a escrever o que intitulei provisoriamente "Monólogos do Amor Incerto", na linha da prosa poética.Fora da ficção, preparo um livro de crónicas.