quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Perfeição da Yoga, de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

TRECHO:
1. A Yoga Que Arjuna Rejeitou

Muitos sistemas de têm se tornado populares no mundo ocidental, especialmente neste século, só que nenhum yoga
deles ensina realmente a perfeição da No ®r… K Ša, a Suprema Personalidade de Deus, ensina yoga. Bhagavad-g…t€
diretamente a Arjuna a perfeição da Se quisermos realmente participar na perfeição do sistema de vamos yoga. yoga,
encontrar no as declarações autorizadas da Pessoa Suprema. Bhagavad-g…t€
Certamente, é notável que a perfeição da tenha sido ensinada em meio a um campo de batalha. Arjuna, o yoga
guerreiro, aprendeu-a momentos antes de tomar parte numa batalha fratricida. Por sentimentalismo, Arjuna pensava:
“Por que haveria eu de lutar contra meus próprios parentes?’’ Esta relutância em lutar devia-se à ilusão de Arjuna, de
modo que ®r… K Ša falou-lhe o só para erradicar esta ilusão. Podemos fazer idéia do pouco tempo que Bhagavad-g…t€
deve ter decorrido enquanto o foi falado. Todos os guerreiros em ambos os lados estavam enfileirados Bhagavad-g…t€
para o combate, e, desse modo, restava pouquíssimo tempo, no máximo uma hora. Neste espaço de tempo, discutiu-se
todo o e ®r… K Ša expôs a perfeição de todos os sistemas de a Seu amigo Arjuna. Ao final deste Bhagavad-g…t€ yoga
grande discurso,Arjuna pôs de lado todos os seus receios e lutou.
Contudo, durante o discurso, no qual Arjuna ouviu a explicação do sistema de da meditação - como se yoga
sentar, como manter o corpo ereto, como manter os olhos semicerrados e como olhar fixamente para a ponta do
nariz sem desviar a atenção, tudo isso requerendo prática solitária num lugar afastado - ele respondeu:

yo ‘yaˆ yogas tvay€ proktaƒ
s€myena madhus™dana
etasy€haˆ na pa y€mi
cañcalatv€t sthitiˆ sthir€m

“Ó Madhus™dhana, o sistema de yoga que acabas de resumir parece-me impraticável e insuportável, pois a mente é
inquieta e instável.’’ (Bg. 6.33) Isto é importante. Devemos sempre nos lembrar de que nos encontramos numa
situação material em que, a cada momento, nossa mente está sujeita à agitação. Na realidade, a situação em que
estamos não é muito confortável. Sempre pensamos que, mudando nossa situação, superaremos nossa agitação
mental, e sempre pensamos que, quando chegarmos a um determinado ponto, todas as agitações mentais
desaparecerão. Mas o mundo material é, por natureza, um lugar onde não se pode viver sem ansiedades. Nosso dilema
é que estamos sempre tentando solucionar nossos problemas, mas este Universo foi projetado de tal modo que essas
soluções nunca se apresentam.
Sem querer enganar, de uma forma muito franca e aberta, Arjuna diz a K Ša que não lhe é possível executar o
sistema de descrito por K Ša. É significativo que, ao dirigir-se a K Ša, Arjuna O chame de Madhus™dana, yoga
indicando que o Senhor é o matador do demônio Madhu. Note-se que Deus tem nomes inumeráveis, porque Ele é
freqüentemente designado de acordo com Suas atividades. De fato, Deus tem nomes inumeráveis porque tem
atividades inumeráveis. Somos meras partes de Deus, e nem ao menos conseguimos nos lembrar de todas as atividades
que executamos desde a infância até agora. O Deus eterno é ilimitado; e, como Suas atividades também são ilimitadas,
Ele tem nomes ilimitados, dos quais K Ša é o principal. Por que, então, Arjuna O chama de Madhus™dana, se, como
amigo de K Ša, poderia chamá-lO diretamente de K Ša? A resposta é que Arjuna considera sua mente um grande
demônio, tal como o demônio Madhu. Se fosse possível que K Ša matasse o demônio chamado mente, então Arjuna
seria capaz de atingir a perfeição da “Minha mente é bem mais forte que o demônio Madhu’’, diz Arjuna. “Por yoga.
favor, se pudesses matá-la, eu poderia executar esse sistema de .’’ Até a mente de um homem grandioso como yoga
Arjuna está sempre agitada. Como diz o próprioArjuna:

cañcalaˆ hi manaƒ k Ša
pram€thi balavad d ham
tasy€haˆ nigrahaˆ manye
v€yor iva sudu karam

”Pois a mente, ó K Ša, é inquieta, turbulenta, obstinada e muito forte, e a mim me parece que subjugá-la é mais
difícilque dominar o vento.’’(Bg. 6.34)
É realmente um fato que a mente está sempre nos sugerindo que vamos de um lugar para outro, que façamos isso,
ou aquilo - ela está sempre nos dizendo o que devemos fazer. Assim, a essência do sistema de consiste em yoga
controlar a mente inquieta. No sistema de da meditação controla-se a mente, focando-a na Superalma - nisto se yoga
resume o objetivo da . Porém, Arjuna diz que é mais difícil controlar a mente do que fazer com que o vento pare de yoga
soprar. Imagine só alguém esticando os braços, tentando parar um furacão. Devemos supor, então, que Arjuna
simplesmente não tem as qualificações necessárias de modo a poder controlar sua mente? A verdade é que não
podemos sequer começar a entender as imensas qualificações de Arjuna. Afinal de contas, ele era amigo pessoal da
Suprema Personalidade de Deus. Esta é uma posição muito elevada que não pode ser alcançada por quem não tenha
grandes qualificações. Além disso, Arjuna era conhecido como grande guerreiro e administrador. Ele era um homem
tão inteligente que, no espaço de uma hora, conseguiu compreender o ao passo que atualmente grandes Bhagavad-g…t€
intelectuais não conseguem compreendê-lo nem mesmo no transcurso de uma vida. Contudo, Arjuna estava pensando
que, para ele, controlar a mente era simplesmente impossível. Estaríamos nós na posição de supor que o que foi
impossível para Arjuna numa era mais avançada ser-nos-ia possível nesta era degradada? Não devemos pensar nem
sequer por um momento que estamos na mesma categoria de Arjuna. Somos milhares de vezes inferiores.
Além do mais, não se encontra registro de que Arjuna tenha alguma vez realizado o sistema de . Todavia, yoga
K Ša louvou Arjuna, considerando-o o único homem digno de compreender o Qual era a grande Bhagavad-g…t€.
qualificação de Arjuna? ®r… K Ša diz: “Tu és Meu devoto. És Meu amigo muito querido’’. Apesar desta qualificação,
Arjuna recusou-se a realizar o sistema de da meditação descrito por ®r… K Ša. A que conclusão, então, devemos yoga
chegar? Devemos perder a esperança de que um dia possamos controlar a mente? Não, ela pode ser controlada, sendo
que o processo para tal é a consciência de K Ša. A mente deve estar sempre fixa em K Ša. A mente que está absorta
em K Ša alcança a perfeição da yoga.
Quando consultamos o Décimo Segundo Canto do ®r…mad-Bh€gavatam, encontramos ®ukadeva Gosv€m… dizendo
a Mah€r€ja Par…k it que na Era de Ouro, a Satya-yuga , as pessoas viviam cem mil anos, e que naquela época, em que
( 1 ) ( 2 )
as entidades vivas avançadas tinham uma vida tão longa, este sistema de meditativa era possível de ser yoga
executado. Mas o que na Satya-yuga se alcançava por intermédio deste processo de meditação, e na seguinte, a yuga
Tret€-yuga, por intermédio do oferecimento de grandes sacrifícios, e na próxima a Dv€para-yuga, por yuga,
intermédio da adoração no templo, é alcançado na época atual, nesta Kali-yuga, pelo simples cantar dos nomes de
Deus, Hare K Ša. Assim, aprendemos das fontes autorizadas que este cantar de Hare K Ša, Hare K Ša, hari-k…rtana,
K Ša K Ša, Hare Hare/Hare R€ma, Hare R€ma, R€ma R€ma, Hare Hare é a corporificação da perfeição da para yoga
esta era.
Hoje em dia é muito difícil vivermos cinqüenta ou sessenta anos. Um homem pode viver no máximo oitenta ou cem
anos. Além disso, esses poucos anos são sempre cheios de ansiedade, de dificuldades devido a ocorrências de guerra,
pestilência, fome e tantos outros distúrbios. Também não somos muito inteligentes, e, ao mesmo tempo, somos
desventurados. São estas as características do homem de Kali-yuga, uma era degradada. Assim, propriamente falando,
não podemos de modo algum obter êxito neste sistema de meditativa que K Ša descreveu. Podemos no máximo yoga
satisfazer nossos caprichos pessoais mediante uma pseudo-adaptação desse sistema. Desse modo, há pessoas pagando
dinheiro para assistir a algumas aulas de exercícios de ginástica e de respiração profunda, as quais ficam felizes de
pensar que podem prolongar suas vidas por uns poucos anos ou gozar de uma vida sexual melhor. Temos que entender,
porém, que este não é o verdadeiro sistema de Nesta era não se pode realizar este sistema de meditação yoga.
convenientemente. Por outro lado, todas as perfeições desse sistema podem ser entendidas através da o bhakti-yoga,
processo sublime da consciência de K Ša, a em particular, a glorificação de ®r… K Ša por intermédio do mantra-yoga
cantar de Hare K Ša. Tal processo é recomendado nas escrituras védicas e foi apresentado por autoridades da
grandeza de Caitanya Mah€prabhu . De fato, o declara que os as grandes almas, estão Bhagavad-g…t€ mah€tm€s,
( 1 )
sempre cantando as glórias do Senhor. Quem quer ser um nos termos da literatura védica, nos termos do mah€tm€
e nos termos das grandes autoridades, deve adotar este processo da consciência de K Ša e do cantar de Bhagavad-g…t€
Hare K Ša. Mas se nos contentamos em dar um espetáculo de meditação, sentando-nos bem eretosna posição de lótus
e entrando em transe, como algum tipo de ator, então isso é outra história. Mas devemos entender que tais exibições
baratas nada têm a ver com a verdadeira perfeição da Não se pode curar a doença material com remédios yoga.
artificiais. Temos que aceitar a verdadeira cura diretamente de K Ša.

Da Conferência para o blogue

A Biblioteca Municipal D. Dinis criou o blogue Uma Árvore de Leituras, para acompanhar a conferência com o mesmo nome (que já tínhamos anunciado aqui), que decorreu nos dias 17 e 18 de Setembro, com o intuito de lançar mais sementes de leitura em torno da reflexão sobre projectos com crianças, quer no seu ambiente pré-escolar e escolar, quer no âmbito da promoção da leitura em família.
O blogue foi agora actualizado com imagens da conferência, assim como com o resumo das comunicações, apresentações e artigos que podem ser descarregados em pdf. Um verdadeiro contributo para todos os que se interessam por promoção da leitura e desejam saber mais sobre práticas e estratégias.

Baunilha e Chocolate

Autor: Sveva Casati Modignani
Título Original: Vaniglia e Cioccolato (2000)
Editora: Porto Editora
Páginas: 464
ISBN: 978-972-0-04279-8
Tradutora: Regina Valente

Sinopse: "Inesperadamente, Andrea revela-se protagonista de inúmeras escapadelas mal escondidas e o seu comportamento, por vezes, é tão infantil e egoísta que Penelope decide oferecer-lhe um presente: deixá-lo sozinho a lidar com os três filhos e com as inúmeras tarefas domésticas, que até agora pesavam única e exclusivamente sobre os seus ombros. Quanto a ela, refugia-se na casa da família em Cesenatico. A separação revela-se, para ambos, um desafio cansativo e, por vezes, angustiante, mas a verdade acabará por vir ao de cima: o amor que os uniu continua vivo..."

Opinião:
Esta obra foi um verdadeiro dois em um: uma preparação para as novidades que se avizinham e, finalmente, li algo de Sveva Casati Modignani – uma autora que me parece(u) marcadamente feminista, como eu gosto. Baunilha e Chocolate é um retrato fiel dos problemas que afectam muitos casais – durante a leitura, somos assaltados por uma montanha russa de sentimentos, mas, por muito que possamos criticar determinadas acções, é-nos impossível não simpatizar com todos os personagens.

Depois da paixão avassaladora que os conduziu ao casamento, Penélope e Andrea enfrentam uma grave crise conjugal. Dezoito anos de convivência permitiram-lhes passar por várias experiências, a dois ou solitariamente, que deixaram marcas no casamento e na família que criaram. A história de vida de ambos é o motor que anima toda a trama da história, não se concentrando, contudo, apenas nestas personagens. Muitas outras giram à sua volta, rodeando-as com os seus problemas, as suas dúvidas, as suas felicidades ou os seus receios. Por isso, ao longo da leitura, as nossas emoções vão sendo despertadas e, por vezes, é impossível reprimir a lágrima.

Talvez não consiga transmitir quanto a história me fez pensar. Agora que me preparo para uma vida a dois, revejo-me em alguns momentos descritos e, inevitavelmente, dei por mim a pensar que não podia deixar que a minha relação chegasse “àquele ponto” (e são vários os pontos retratados). Gostei da forma simples como a autora escreve, tornando a leitura agradável, mesmo quando as personagens enfrentavam rudes golpes no seu amor-próprio, nas suas crenças, no seu crescimento pessoal.

Poder-se-à reconhecer, de facto, um toque feminista, mas a autora fá-lo de forma discreta e, acima de tudo, põe em pé de igualdade homem e mulher no que diz respeito às falhas do casamento retratado. No entanto, é por vontade de Penelope (e pela sua determinação) que a vida das personagens principais dá uma volta de 180º. Baunilha e Chocolate é uma combinação perfeita de força, pelos sentimentos e temas que retrata, e leveza, pela descontracção e alegria que encerra. Um verdadeiro doce literário!

8/10 - Muito Bom

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Traída

Título: Traída
Autor: P.C. Cast e Kristin Cast
Tradução: Susana Serrão
Edição: Saída de Emergência
Nº de páginas: 329

"Zoey Redbird pertence à Casa da Noite e sabe que foi abençoada com vastos poderes pela deusa vampyra Nyx. Mas quando começa finalmente a sentir-se integrada entre os amigos e é escolhida para líder das Filhas das Trevas, o impensável acontece: a Casa da Noite é acusada das mortes misteriosas de alguns adolescentes humanos.Mais do que nunca o perigo ronda os amigos de Zoey - e ela sabe que os poderes que a tornam única também ameaçam aqueles que ama. Quando a tragédia chega à Casa da Noite, a jovem precisará de coragem para enfrentar a traição que ameaça o seu coração, a sua alma... e o próprio mundo que a acolheu."
Esta saga promete e este segundo volume é ainda melhor que o primeiro. A estória é cada vez mais empolgante, agora com Zoey na liderança das Filhas das Trevas e as coisas vão-se tornando cada vez mais misteriosas. Mortes acontecem, sonhos revelam verdades que mais ninguém vê, tragédias marcam e verdades amargas destroçam a jovem aspirante a vampyra. Ainda assim, nem tudo é mau e obviamente sabemos que Zoey tem os seus amigos para a apoiar e proteger.
Zoey sofre, apaixona-se por rapazes inesquecíveis e descobre que, por vezes, a ajuda vem de quem menos se espera...
Adorei mais este volume na Casa da Noite mas devo assinalar que encontrei alguns erros ortográficos e falta de letras em palavras nesta edição. Talvez a editora pudesse solucionar o problema numa próxima edição do livro. Embora estas coisas às vezes quebrem um pouco o ritmo, a leitura é muito fácil e empolgante e a estória deixa-nos agarradas ao livro e a pedir mais no fim (mas infelizmente só lá para Janeiro de 2010).
8/10

Optimizar acções de promoção na Biblioteca

Como a secção infantil da Biblioteca Pública de Angra tem um acervo de grande qualidade, parte dos livros que utilizámos na sessão de pais e filhos pertencia ao seu fundo. O objectivo era precisamente familiarizar o público com as obras e, se possível, potenciar o seu regresso.
Mesmo antes do final da sessão, a bibliotecária aproveitou o entusiasmo pelos livros e acrescentou ao conjunto por nós seleccionado outros livros que expôs numa mesa. Todas as famílias requisitaram um ou mais volumes, a pedido dos mais novos, ou por curiosidade dos mais velhos. Nesse momento ficou garantido que todos regressariam.

Novidades "Europa-América"




"Da História da Destruição de Tróia" de Dares Frígio

Sinopse:

Um clássico inédito em Portugal e traduzido directamente do latim pela professora Reina Pereira (Universidade da Beira Interior), que lhe acrescenta uma extensa nota introdutória e mais de sessenta notas.

Tal como na Ilíada de Homero, em Da História da Destruição de Tróia, de Dares Frígio, vamos encontrar personagens tão famosas e míticas como Aquiles, Hércules, Heitor, Páris, Agamémnon e a bela Helena de Tróia.

No entanto, e ao contrário de Homero, Dares Frígio elimina toda a intervenção dos deuses, numa tentativa de atribuir à obra maior veracidade, indicando como motivos principais da guerra certas rivalidades amorosas.

Os escritores medievais, como Chaucer, acreditavam que o relato de Dares Frígio — supostamente uma testemunha ocular — era mais autêntico do que os de Homero ou Virgílio.

Obra que pretende ser um relato da guerra de Tróia, na versão de um combatente troiano, nela encontramos uma enorme riqueza de dados referentes à política, usos e costumes, estratégia e religião dos primórdios da Grécia Antiga.




"O Exílio dos Anjos" de Gilles Legardinier


Nomeado no Festival de Cinema de Berlim de 2009 como um melhores livros para adaptar ao cinema

Quando a memória é mais forte do que a morte.

Eles não se conhecem, mas têm o mesmo sonho, que os transportará para um universo cheio de mistérios. Valeria, Peter e Stefan encontram-se na enigmática capela das Terras Altas, na Escócia, mas ignoram que são a prova viva duma descoberta revolucionária sobre a memória, que fora feita há vinte anos por dois cientistas que desapareceram sem deixar rasto.

A descoberta é cobiçada por muitos, que não olham a meios para atingirem os seus fins. Para escapar daqueles que tentam capturá-los, Valeria, Peter e Stefan não encontram outra solução senão a de revelar o segredo do qual eles são os últimos guardiões.

As suas memórias são verdadeiros santuários, fechados a sete chaves. Delas dependem não só as suas vidas mas também o destino de toda a Humanidade...

Este thriller «humanista» conduzirá os leitores até às fronteiras da mente humana, numa aventura que os acompanhará durante muito tempo, como se fosse um sonho...

Eterno apaixonado pela comunicação das emoções e pelo cinema, Gilles Legardinier (Paris, 1965) entrou no mundo da Sétima Arte como pirotécnico e depois como realizador e produtor de filmes publicitários, anúncios e alguns documentários sobre filmes. Actualmente, ele consagra a sua carreira a escrever guiões para o cinema e à adaptação de argumentos. Apesar de não ser a primeira incursão no mundo da Literatura, este título é o seu primeiro thriller, do qual já se perspectiva uma adaptação cinematográfica.
Proximamente a minha opinião sobre estas obras.

O Mistério do Áureo Florescer, de Samael Aun Weor

TRECHO:
Magia Sexual

A magia é, segundo Novalis, a arte de influir, conscientemente, sobre o
mundo interior.

Escrito está, com carvões acesos, no livro extraordinário da vida, que o amor
ardente entre varão e fêmea opera magicamente.

Hermes Trimegisto, o três vezes grande Deus Íbis de Thot, disse em sua
Tábua de Esmeralda: “Dou-te o amor, no qual está contido todo o summum
da Sabedoria.”

Todos temos algo de forças elétricas e magnéticas em nós e exercemos,
como um magneto, uma força de atração e repulsão... Entre os amantes é
especialmente poderosa essa força magnética e sua ação chega muito longe.

A Magia Sexual (Sahaja Maithuna), entre marido e mulher, fundamenta-se
nas propriedades polares que, certamente, têm seu elemento potencial no
sexo.

Não são hormônios ou vitaminas patenteadas que se necessita para a vida,
senão autênticos sentimentos de tu e eu e, portanto, o intercâmbio das mais
seletas faculdades afetivas, eróticas entre o homem e a mulher.

A ascética medieval da fenecida Idade de Peixes rechaçava o sexo,
qualificando-o como tabu, ou pecado.

A nova ascética revolucionária de Aquário se fundamenta no sexo; é claro
que nos mistérios do Lingam-Yoni se acha a chave de todo o poder.

Da mescla inteligente da ânsia sexual com o entusiasmo espiritual, surge,
como por encanto, a Consciência Mágica.

Um sábio autor disse: “A Magia Sexual conduz à unidade da Alma e à
sensualidade, ou seja, à sexualidade vivificada. O sexual perde o caráter de
suspeitoso e de menosprezado que só se acata secretamente e com certa
declarada vergonha; pelo contrário, é posto a serviço de um maravilhoso
gozo de vier, penetrado por ele e alçado a componente de afirmação da
existência, que assegura, felizmente, o equilíbrio da personalidade livre.”

Necessitamos, com urgência, evadir-nos da sombria corrente cotidiana do
acoplamento vulgar, comum e corrente e entrar na esfera luminosa do
equilíbrio magnético do “redescobrimento no outro”, de “achar em ti a Senda
do Fio da Navalha”, “o cainho secreto que conduz à liberação final”.

“Só quando conhecemos e empregamos as leis do magnetismo entre os
corpos e as almas, já não serão mais imagens fugazes e sem sentido,
névoas que se desvanecem na luz, todas as palavras sobre amor, sexo e
sexualidade.”

É ostensível a tremenda dificuldade que apresenta o estudo da Magia Sexual.
Não resulta nada fácil querer mostra como aprendível e visível o Sexo-Ioga,
o Maithuna, com seu governo das mais delicadas correntes de nervos e as
múltiplas influências subconscientes, infraconsciente e inconscientes sobre o
ânimo.

Falemos claro e sem rodeios; este tema sobre Sexo-Ioga é questão de
experimentação íntima direta, algo demasiado pessoal.

Renunciar à concupiscência animal em prol da espiritualidade é fundamental
na Magia Sexual, se é que, em verdade, queremos encontrar o Fio de
Ariadne do Ascenso, o Áureo Bramante que há de conduzir-nos das trevas à
luz, da morte à imortalidade.

Um grande filósofo, cujo nome não menciono, disse: “Se as autênticas forças
procriadoras, as anímicas e espirituais, se acham situadas no fundo da nossa
Consciência, encontramos, precisamente no simpaticus, com sua rede
irradiadora de sensíveis malhas de gânglios, o mediador e condutor à
realidade interior que não só influi sobre os órgãos da Alma, senão que,
também, governa, dirige e controla os centros mais importantes no interior do
corpo; guia, de maneira igualmente misteriosa, a maravilhosa percepção até
o nascimento do novo ser; assim como os fenômenos do coração, rins,
glândulas supra-renais, glândulas geradoras, etc.”

“Em troca de toda a sensibilidade e espiritualidade da vida ritmada, ele
intenta, como autêntico “spiritus creator” do corpo e mediante a direção da
corrente molecular e a cristalização de raios cósmicos, balancear, no ritmo do
universo, todos os elementos psíquicos e físico que lhe estão subordinados.”

“Este nervus simpaticus é, em realidade, também um nervus ideoplasticus;
deve ser compreendido como mediador entre nossa vida instintiva
inconsciente e a moderação da viva imagem impressa em nosso espírito

desde eternidades; é o grande equilibrador médio que pode apaziguar e
reconciliar a perpétua polaridade, as alvuras e crepúsculos do sol da alma, as
manifestações de negro e branco, amor e ódio, Deus e diabo, exaltação e
descenso.”

O andrógino divino da primeira raça humana, Adam Kadmon, propagou-se
só pelo poder da vontade e da imaginação mágica, unidas em vibrante
harmonia.

Os antigos sábios da Cabala afirmaram que tal potência volitiva e imaginativa
se perdeu pela queda no pecado, pelo qual o ser humano foi arrojado do
Éden.

Esta magnífica concepção sintética de cabala hebraica tem por base uma
tremenda verdade; sendo assim, é, precisamente, função da Magia Sexual
restabelecer, dentro de nós mesmos, essa unidade original divinal do
andrógino paradisíaco.

Certo sábio disse, enfaticamente, o seguinte: “Realiza a Magia Sexual
transfigurando corporalmente e procura uma acentuação ideal ao sexual na
alma. Por isso são capazes de Magia Sexual só os seres que tratam de
superar o dilema dualista entre o mundo anímico e o dos sentidos; aqueles
que, dotados de íntima vela, se encontram absolutamente livres de qualquer
espécie de hipocrisia, dissimulação, negação e desvalorização da vida.”

Livros manuseados na Assírio e Alvim

Na R. Passos Manuel, na livraria da Assírio e Alvim há livros de qualidade a preços reduzidos até 31 de Outubro. Vale a pena uma ou várias visitas!

Parabéns Mafalda!

Mafalda, a personagem de banda desenhada que me acompanhou durante a infância faz hoje 45 anos. Esta curiosa persagem, "inventada" pelo argentino Quino para um anúncio a electrodomésticos, viria a transformar-se numa personagem divertida e, ao mesmo tempo, contestatária comentadora da actualidade mundial nos anos 60.



A Arte de Amar - Elisabeth Edmondson



Título: A Arte de Amar
Autora: Elisabeth Edmondson

Págs.: 400

Preço: 15,00 €



Sinopse

Escândalo, romance e intrigas familiares pela mão da autora do bestseller Uma Villa em Itália.Polly Smith está a tentar sobreviver enquanto artista quando Oliver, seu amigo e mecenas, a convida a ir para casa do pai no Sul de França. Entusiasmada por poder fugir do frio e da chuva de Londres e do noivo monótono, Polly pede a sua certidão de nascimento para poder requerer um passaporte. Mas é aí que o seu mundo desaba: aquela que sempre pensou ser sua mãe é, na verdade, sua tia; a identidade do pai é desconhecida e até o seu próprio nome não está correcto.A sua “fuga” para o sol da estimulante da Riviera imprime uma nova vida à sua pintura, mas nem tudo corre bem na mansão onde está hospedada. O pai de Oliver foi forçado a abandonar a Inglaterra no meio de um escândalo e, apesar do sofisticado e cosmopolita grupo de amigos que o rodeia, está prestes a ser apanhado pelo seu passado. E, embora Polly se encontre no centro de uma teia de mentiras, o seu próprio futuro começa a tomar um novo e fascinante rumo…




A minha opinião

Início do Século XX. Duas mulheres distintas encontram-se a braços com um possível casamento que não sabem se devem aceitar. Por um lado temos Polly, que se vê dividida entre uma vida de maior liberdade, voltada para a grande paixão, a pintura, ou uma vida mais confortável como esposa do jovem médico Roger, uma pessoa possessiva e autoritária. Cynthia, uma mulher que se acaba de divorciar (mal visto na altura e que é alvo de diversas críticas por parte da sociedade), com uma filha na adolescência que hesita em casar com Walter, um homem muito rico que a presenteia a toda a hora. Mas será que o ama?

A maior parte da trama do livro passa-se com as frequentes indecisões destas duas mulheres e sobretudo do dia-a-dia de Polly, uma jovem artista que descobre não ser quem realmente julga que é. Quando precisa de tirar o passaporte, descobre que o nome Polly Smith não consta na lista de cidadãos londrinos, o que a faz descobrir que a pessoa que julga ser sua mãe é na verdade sua tia.

Sem que saiba, toda a sua vida vai mudar com esta revelação.

A dificuldade porque passavam os artistas no início do séc. XX, e os traumas dos combatentes da I Guerra Mundial, é retratada fielmente pela autora.

Dificilmente um pintor poderia viver apenas do seu talento ou do seu trabalho, tendo de se “sujeitar” a fazer outros tipos de trabalho menos “meritórios”, mas mais vendáveis. Exemplo disso é a pintura erótica para uma revista ou falsificação de quadros para uma galeria.

Em Paris, Polly descobre também outros estilos que começam a florescer na época como o cubismo e o mestre Picasso ou o surrealismo de Dali. Aí vive momentos de liberdade e êxtase onde se entrega totalmente à arte de pintar.


Excerto

«Quando uma pessoa não se conhece a si própria, como pode sequer compreender os outros?»

“Vamos trocar umas ideias sobre política…” é o tema da Tertúlia Ler no Chiado

André Freire, Luís Pedro Nunes e Pedro Guerreiro são os convidados da edição de Outubro da Tertúlia Ler no Chiado.

Anabela Mota Ribeiro, a habitual moderadora dos Encontros Ler no Chiado, convidou o politólogo André Freire, Luís Pedro Nunes, director do Inimigo Público, e Pedro Guerreiro, director do Jornal de Negócios, para o próximo Encontro Ler, na quinta-feira, dia 1 de Outubro, a partir das 18h30, na Bertrand Chiado.
“Vamos trocar umas ideias sobre política…” dá o mote para a Tertúlia Ler no Chiado, um tema muito oportuno que surge do rescaldo das eleições legislativas e em vésperas de eleições autárquicas.

A morte de Bunny Munro

Autor: Nick Cave
Título Original: The Death of Bunny Munro (2009)
Editora: Editora Objectiva
Páginas: 290
ISBN: 978-989-672-006-3
Tradutor: José Couto Nogueira

Sinopse
“ESTOU LIXADO”, pensa Bunny Munro, num súbito momento de autoconsciência reservado a quem está prestes a morrer. Depois do suicídio da mulher, Bunny Munro, caixeiro-viajante, parte com o filho numa viagem pela costa sul de Inglaterra e cedo descobre que tem os dias contados. Mais do que para vender cosméticos, Bunny viaja em busca da sua alma.

Opinião
Arranquei para a leitura deste livro com uma imensa expectativa e curiosidade, pois como Nick Cave é um dos meus músicos favoritos de sempre, queria ver como é que se portava na sua incursão à escrita de livros. Posso dizer que reconheci, um pouco, alguns elementos comuns entre a escrita de canções e ficção, o que é muito bom. Percebi que mais do que a sua escrita, a voz de Nick Cave também vagueava pelas páginas desta obra.

O livro funciona como um verdadeiro caldeirão de sentimentos e de elementos facilmente reconhecíveis para quem ouve a obra musical deste australiano: o humor ácido, a ironia, os fantasmas da morte e, principalmente, onde julgo que está a base desta obra, a loucura das pessoas solitárias. Está tudo bem presente neste livro, que é, ao mesmo tempo, uma comédia e um drama.

Bunny Munro é um vendedor ambulante de produtos de beleza para mulheres, que acaba de perder a sua mulher, e está entre a incapacidade de lidar com o seu filho doente e a incapacidade de ter um pouco de paz consigo próprio.

Por isso, numa tentativa quase desesperada, acaba por embarcar numa viagem, a sós com o seu filho, de carro, respeitando uma lista de casas de clientes onde tenta ir vender os seus produtos de beleza e ao mesmo tempo tentar ter relações sexuais com todas elas, como se isso lhe desse a salvação de espírito. Mas, depois da morte da sua mulher, a sua vida entra num espiral de acontecimentos que irá levar à sua degradação.

O livro, salpicado com imensos termos de linguagem de teor sexual explícito, é quase um guia de como somos levados à nossa própria loucura, de como se não conseguirmos lidar com os nossos próprios fantasmas, eles poderão levar-nos a sítios e situações menos próprias, que nos poderão custar a própria vida.

Nick Cave cria um livro de ficção onde o humor e o drama se misturam em doses iguais, sem nenhuns floreados, sendo um romance directo e cru sobre a vida de alguém que não consegue lidar com a sua própria loucura.

Durante esta leitura, existiram bastantes momentos nos quais me relembrei de um escritor que devorei na minha adolescência, de nome Irvine Welsh, autor de vários livros conhecidos, entre eles o que deu origem a um filme marcante, “ Trainspotting” e também ao filme “ A Praia”, com Leonardo Di Caprio.

Por último, destaco o capítulo final: li-o duas vezes seguidas, não por falta de compreensão, mas sim pelo prazer de ler frases perfeitamente bem escritas, funcionando como o epílogo ideal para uma história que vai sempre estando em lume-brando à espera que alguém se queime.

8/10 - Muito Bom

Caderno edita "Alex e eu"

Alex & Eu, de Irene M. Pepperbeg, é uma das propostas da editora Caderno para Outubro.

Quando Alex morreu, aos 31 anos, a notícia correu mundo, relatada pelas rádios e televisões, evocada em obituários de publicações tão prestigiadas como a Economist ou o New York Times. Alex, afinal, era um papagaio muito especial. Falava como gente grande, mais de 150 palavras, conhecia números, cores, formas, pensava pela sua própria cabeça, até fazia contas de somar. Tinha aprendido tudo isso com Irene Pepperberg, uma cientista brilhante que passou trinta anos ao seu lado, a ensiná-lo, a estudar-lhe cada gesto, a registar cada novo progresso.
Em Alex & Eu, Irene conta a história que nunca apareceu nos jornais. Fala da sua relação afectiva com um papagaio extraordinário, recorda um quotidiano feito de saudades, de birras, de momentos de ternura ou de ataques de ciúmes. E do modo como, todas as noites, antes de se deitar, ela perguntava ao seu amigo: ´Estarás cá amanhã?´ Ao que ele respondia, fielmente: ´Sim, amanhã estarei aqui. Porta-te bem. Gosto muito de ti.

Sobre o autor:
Nascida em Nova Iorque, em 1949, Irene M. Pepperberg era uma criança solitária. Aos quatro anos recebeu o primeiro de vários pássaros de estimação, e desde logo começou a interrogar-se sobre o que pensariam os seus pequenos amigos. Quando entrou para a Universidade e começou a estudar Química no MIT, rapidamente se apercebeu que tinha escolhido o curso errado.
Em 1977 comprou Alex numa loja de animais, e deciciu começar a estudá-lo. Esse projecto, de toda uma vida, obrigou-a a uma luta constante para angariar fundos. Investigadora da Universidade de Brandeis, dá aulas sobre as faculdades cognitivas dos animais na Universidade de Harvard.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Estudos Doutrinários / Cadernos Doutrinários

TRECHO:
Inspirando-se, desde a sua fundação, no Projeto de Allan Kardec, relativo ao
ensino da doutrina espírita e a instituição de um Curso Regular de Espiritismo, segundo
se lê na parte final de “Obras Póstumas”, vem procurando a diretoria do Centro Espírita
“18 de Abril”, que se fundou para estudar a Codificação de Allan Kardec, fazer alguma
coisa neste sentido, em obediência ao programa que lhe cumpre executar em face de seu
estatuto.
DOWNLOAD PDF / BAIXAR PDF / DESCARREGAR PDF

Farol de Sonhos

Será entre 14 e 18 de Outubro, na Biblioteca Municipal de Cascais, em S. Domingos de Rana, que se realizará a 2ª edição do Farol dos Sonhos. Dedicado à ilustração, este Encontro promove conferências, entre as quais uma com pequenos editores, dois workshops (um com Isidro Ferrer e outro com Teresa Lima, que contam igualmente com duas exposições no espaço do evento). Propõe-se ainda à comunidade escolar que participe, desafiando-se os alunos ( do 1º ao 6º ano) a desenharem a sua versão da mascote Ondina.
As inscrições terminam a 9 de Outubro e o número de vagas é limitado. Os €60 da inscrição afastarão alguns interessados, o que é pena. Para consultar todo o programa do Farol, bem como aceder a um breve resumo das conferências e workshops, basta clicar em faroldesonhos.pt.

O fundo da Biblioteca Pública de Angra

A Bibliotecária da secção infantil e juvenil da Biblioteca Pública de Angra tem vindo a adquirir um fundo bibliográfico de grande qualidade, no que concerne o álbum infantil.
Um dos principais critérios de aquisição tem como base os livros sugeridos pela Casa da Leitura, que conta com uma prateleira onde se destacam álbuns e o site do projecto. Os álbuns da Kalandraka abundam, o que é sempre bom sinal. Mas também encontramos álbuns do Planeta Tangerina. Os da Bruaá estão a chegar. Títulos da Caminho, Gatafunho, Presença, Terramar, Horizonte ou Gailivro também constam dos escaparates. As Horas do Conto têm direito a uma estante recheada de livros de qualidade. Vale a pena dizer que recomeçam em Outubro, aos sábados à tarde, para toda a família.

A Cabana

Autor: Wm. Paul Young
Título Original: The Shack (2007)
Editora: Porto Editora
Páginas: 248
ISBN: 9789720041784
Tradutor: Fernando Dias Antunes

Sinopse
E se Deus marcasse um encontro consigo?
As férias de Mackenzie Allen Philip com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada.
Quatro anos mais tarde, Mack, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à malograda cabana.
Ainda que confuso, Mack decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontrar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre.

Opinião
Já escrevi muitas opiniões acerca de livros que li, mas esta entra directamente no top das mais difíceis. Difícil por dois motivos: primeiro, porque como agnóstica que sou (para quem não sabe, o agnosticismo consiste num certo pragmatismo em relação à existência de Deus, isto é, não acredito que alguma vez se consiga provar que existe ou não), encarei a leitura deste livro de uma forma algo céptica e estava certa que as minhas conclusões iriam divergir largamente da maioria das pessoas interessadas nesta leitura; segundo, porque não estou certa que vá conseguir exprimir claramente a minha opinião. Mas vou tentar.

Este livro conta a história de Mack, um homem que sofreu maus tratos do pai durante a infância/juventude e que em adulto tem 5 filhos. A determinada altura, Mack vai passar um fim-de-semana com os seus 3 filhos mais novos e uma série de circunstâncias leva ao desaparecimento da sua filha Missy, de 6 anos, que é brutalmente assassinada, dando origem, nos anos seguintes, àquilo a que o autor chama "A Grande Tristeza". Imagina-se porquê. Não é preciso ter filhos para perceber os efeitos que um acontecimento desta natureza pode provocar numa pessoa. Aliás, estes acontecimentos tristes e injustos na nossa vida trazem sempre com eles a eterna pergunta "Se Deus existe mesmo, porque é que isto está a acontecer?". E é a esta pergunta que o autor se propõe responder ao longo desta história.

Não é novidade que a questão acima é, provavelmente, a mais difícil de responder por quem de facto acredita na existência de um ente superior, e na minha opinião é bem respondida neste livro, de uma forma coerente. O que não significa que me tenha convencido, mas isso já tem a ver com as minhas crenças (ou ausência delas) prévias e não com a habilidade com que o livro está escrito.

Num fim-de-semana, Mack tem oportunidade de conversar com Deus, Jesus e o Espírito Santo, e aliviar a dor que sente. Se é verdade que o início do livro nos deixa com um aperto no coração pelo crime hediondo, o facto é que as conversas que Mack tem com estes 3 seres trazem, de facto, alguma serenidade a quem o está a ler. Para além da resposta à pergunta central, vários outros aspectos preenchem estas conversas. Um deles é a independência do ser humano vs. relacionamentos. Fala-se do afastamento cada vez maior que existe entre as pessoas e da necessidade da sua aproximação sob pena de o amor pelo próximo ficar esquecido. Outro é o perdão. Conseguiriam perdoar o assassino do vosso filho?

O autor afasta também a sua visão de Deus da instituição que a representa, a Igreja. E agora, não resisto a meter a minha colherada. Na minha opinião, a Igreja é uma instituição que necessita urgentemente de se adaptar à época em que vive, e, sobretudo, dar o exemplo daquilo que tanto apregoa.

Se a fé é um meio para alcançarmos paz interior, refúgio para a tristeza e para a injustiça, então acho perfeitamente natural que o ser humano sinta necessidade de acreditar na existência de um ente superior, de uma justificação para o injustificável. E essa é uma perspectiva que, apesar de não ser a minha, posso perfeitamente compreender e aceitar. E é por isso que consigo perceber o apelo que este livro tem para as pessoas mais sensíveis às questões religiosas e espirituais e a essas não posso deixar de o recomendar. Eu sou uma céptica e muito dificilmente deixarei de ser, mas também por isso não posso deixar de considerar esta leitura interessante, mais que não seja pela oportunidade de me confrontar com uma realidade diferente daquela em que acredito.

7/10 - Bom

domingo, 27 de setembro de 2009

O Livro de Ouro da Igreja Gnóstica, de Fernando Moya

TRECHO:
PRÓLOGO
O Livro de Ouro da Igreja Gnóstica é um compêndio luminoso, de uma diversidade de temas
escritos de punho e letra pelo Venerável Mestre Samael Aun Weor, tomados do 5º Evangelho.
A integração dos capítulos presentes tem sido um árduo e complexo trabalho, que com
constância de clérigo conseguiu−se unir em forma didática e dialética, para dar forma a este
Livro de Ouro da Igreja Gnóstica.
Esta magna obra esculpida com caracteres de fogo vai à consciência e ao SER de toda
Irmandade Gnóstica e a toda a plêiade eclesiástica da igreja e das instituicões gnósticas.
Que no mundo físico estão confederadas e que atuam de acordo aos Decretos, Códigos e Leis
da Santa Igreja Gnóstica dos Mundos Superiores.
Também vai dirigida para as Igrejas e Instituicões Gnósticas não confederadas e que de algum
modo participam dos favores da Santa Mãe Igreja Gnóstica e seu representante legal o
Venerável Mestre Samael Aun Weor, patriarca da mesma.
Este livro de ouro é um aporte cultural eclesiástico para cada uma das siglas institucionais
gnósticas registradas ante os diferentes governos do mundo e em cuja estrutura interna
trabalham ativamente a favor da humanidade e de acordo aos decretos patriarcais.
A finalidade desta obra é reestabelecer os fundamentos solares dos valores da Igreja Gnóstica
na consciência dos dirigentes eclesiásticos e da mesma Irmandade Gnóstica, decretados e
estabelecidos por nosso eterno patriarca da Igreja Gnóstica, V. M. Samael Aun Weor.
Não pretendemos, como disse Nosso Senhor o Cristo Samael, *adornar−nos com plumas de
ouro de nosso patriarca”. Com sinceridade e como veículo dele mesmo, cumprimos para o bem
da Grande Causa, esta humilde missão: DE INTEGRAR DO 5º EVANGELHO OS PONTOS
CONCERNENTES DA IGREJA GNÓSTICA. Que compartilhamos hoje com infinita alegria
com todos nossos irmãos gnósticos de todo o mundo.
PARA A GLÓRIA DA IGREJA GNÓSTICA DOS MUNDOS SUPERIORES.
PARA A GLÓRIA DE NOSSO ETERNO PATRIARCA, NOSSO SENHOR, O CRISTO
SAMAEL.

sábado, 26 de setembro de 2009

IVAN ZIGG em Brasília!!!

É isso: IVAN ZIGG, premiado ilustrador de livros para a infância, também escritor de livros como O ELEFANTE CAIU, SEGREDO e SÓ UM MINUTINHO, apresenta seu show DE A a ZIGG neste domingo, 27 de setembro, as 16h, com ENTRADA FRANCA, no auditório do BRASÍLIA SHOPPING. Após o show, sessão de autógrafos. Os Roedores de Livros estarão lá prestigiando este espetáculo. Se você estiver em Brasília, apareça também. Hatuna Matata!!!

Diferenças Entre Fé Cega E Insight Checado: Lendo Nas Entrelinhas: Sobre Ordens Externas E A Ordem Interna, de Frater Velado

TRECHO:
MUITOS internautas se dirigem à nossa Organização, através dos
formulários de contato da Ordem de Maat e da Ordo Svmmvm
Bonvm, com perguntas sobre diversos aspectos do Misticismo e
do Ensino Esotérico-Iniciático, algumas das quais já foram respondidas em
Monografias Públicas Especiais anteriores de Illuminates Of Kemet, Brasil
(IOK-BR). A presente MP Especial de IOK-BR dá continuidade a essas
respostas, que, de uma forma geral, são do interesse do público que acessa a
Internet em busca de esclarecimentos para as suas dúvidas e indagações sobre
o que se convencionou chamar de Esoterismo e que, hoje, constitui uma
matéria bem definida no contexto da sociedade contemporânea. Seguem-se
algumas perguntas e respectivas respostas.

Dulce Maria Cardoso recebe, em Bruxelas, o prémio da União Europeia para a literatura 2009

A escritora Dulce Maria Cardoso vai receber, na próxima segunda-feira, dia 28 de Setembro, no Centro de Artes Flagey, em Bruxelas, o Prémio da União Europeia para a Literatura 2009, no valor de 5 mil euros. A primeira edição deste prémio foi atribuído à escritora portuguesa pelo livro “Os Meus Sentimentos”, publicado pela ASA em 2005 e recentemente reditado.

Na cerimónia de atribuição dos prémios da União Europeia para a Literatura, que tem início às 16h00 com a actuação da Orquestra de Câmara da Europa, estarão presentes e intervirão o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, o Comissário Europeu da Educação e Cultura, Jàn Figel e Henning Mankell, escritor recentemente nomeado embaixador do Prémio da União Europeia para a Literatura 2009. Para além dos autores galardoados, estarão ainda presentes escritores, artistas, editores e outras personalidades do mundo da edição e da cultura europeias.

Sobre a vencedora

Dulce Maria Cardoso nasceu em Trás-os-Montes, em 1964, e vive em Lisboa. O seu romance de estreia, "Campo de Sangue", publicado em 2002 e escrito com o apoio de uma Bolsa de Criação Literária do Ministério da Cultura, foi distinguido com o Grande Prémio Acontece de Romance. Em 2008 publicou “Até Nós” colectânea de contos, sempre pela ASA. Os seus romances estão editados em França, Brasil, Argentina, Espanha, Itália e Holanda e têm sido objecto de estudo em várias universidades. A autora publica, em Outubro, o seu terceiro romance, “O Chão dos Pardais” que estará nas livrarias a partir do dia 20 de Outubro.

Sobre o prémio

O Prémio da União Europeia para a Literatura visa destacar a criatividade e a diversidade da literatura contemporânea europeia, promover a circulação da literatura na Europa e fomentar um maior interesse por obras literárias não nacionais. Na primeira edição foram atribuídos prémios a doze autores de vários países: Áustria, Croácia, França, Hungria, Irlanda, Itália, Lituânia, Noruega, Polónia, Portugal, Eslováquia e Suécia. Os vencedores de 2009 foram seleccionados por júris nacionais criados para escolher o respectivo representante no domínio da literatura contemporânea na área da ficção.

Os nomes dos doze autores europeus que receberam pela primeira vez o Prémio da União Europeia para a Literatura foram divulgados pela Comissão Europeia em conjunto com a Federação dos Livreiros Europeus (European Booksellers Federation, EBF), o Conselho dos Escritores Europeus (European Writers Council, EWC) e a Federação dos Editores Europeus (Federation of European Publishers, FEP).

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O Trabalho Voluntário na Casa Espírita, de Alkíndar de Oliveira

TRECHO:
INTRODUÇÃO
Pesquisa feita por Viktor Frankl, psiquiatra fundador da logoterapia,
com 7.948 alunos de 48 faculdades da Universidade John Hopkins, visando
a mensurar seus objetivos futuros, chegou aos seguintes resultados:
• 16% declararam que seu objetivo principal era ganhar muito dinheiro;
• 78% declararam “encontrar um objetivo e um sentido para a vida”.
Essa pesquisa deixa claro o que já é lugar-comum: a maioria das pes-
soas almeja ter um sentido para a vida.
Também defendendo essa tese, mas utilizando-se de outras e mais
fortes palavras, Martin Luther King disse: “Se um homem não descobrir
algo para morrer, ele não está preparado para viver”.
O Espiritismo propicia dupla vantagem a quem procura um sentido para
a vida.
Primeira: é uma doutrina esclarecedora, dá respostas às indagações
mais instigantes da humanidade: De onde eu vim? Qual o sentido da morte?
Por que existe a dor? Entre outras. A segunda vantagem é o trabalho volun-
tário, que pode ser desenvolvido num Centro Espírita.
Pela dupla vantagem oferecida, com o tempo o trabalhador espírita des-
cobre que dedicar parte da sua vida a essa causa – a de servir ao próximo por
meio do trabalho voluntário – é mais do que obrigação, é realização pessoal.
Jesus, nosso modelo, passou-nos todo o seu ensinamento servindo cons-
tantemente ao próximo. Cabe-nos o uso da sensatez para seguir seus pas-
sos, procurando, de maneira prioritária e com todas as nossas forças, com
todo o nosso empenho, com toda a nossa dedicação, com todo o nosso
carinho, SERVIR AO PRÓXIMO.
Neste livro procuro mostrar caminhos para que o trabalho voluntário
no Centro Espírita torne-se mais eficaz.
Para melhor leitura e compreensão, dividi-o em duas partes:
1 O trabalho voluntário na Casa Espírita
2 A motivação e o trabalho voluntário
Que nesta leitura Jesus o ilumine ainda mais.
ALKÍNDAR DE OLIVEIRA

Banda-Desenhada na Biblioteca Municipal D. Dinis

Amanhã, entre as 9h 30 e as 16h30 decorrerá uma formação sobre Banda-Desenhada para todos os agentes educativos, animadores e bibliotecários interessados. Será na Biblioteca Municipal D. Dinis em Odivelas. «Banda-Desenhada, uma alternativa didáctica» tem a orientação de Dulce de Souza Gonçalves.

Nova Imagem...

Pensámos em mudar o visual aqui do nosso cantinho mas como não encontrámos nenhum novo fundo que fosse do agrado geral, optámos apenas por mudar a imagem... (mudança radical...lol).
Enfim, apesar da imagem já ter uns 50 anos esperamos que gostem (se não agradar sempre podemos voltar à nossa velhinha porta azul...).
Bom fim-de-semana para todos.

Arte da Leitura em Angra do Heroísmo - as escolhas das crianças ii

O pai João levou a Inês (5 anos) e o Martim (11 anos) à sessão conjunta. Não tinha podido estar presente na véspera, pelo que não assistiu aos diálogos nem sabia de antemão que tipo de actividades se iriam realizar. Foi por isso apanhado de surpresa ao ter de adivinhar as escolhas de cada um dos seus filhos. Sem combinarem, e apesar da diferença de idades, ambos escolheram o mesmo álbum. Perante tal constatação, o pai resolveu desafiar os filhos e, quando chegou a sua vez, escolheu em segredo o mesmo livro. Os filhos ficaram espantados e questionaram o pai, que respondeu, com toda a propriedade, que estava muito curioso em conhecer o livro, dado o interesse que despertava nos filhos.
Não foi por isso difícil escolher o álbum para encabeçar a lista dos cinco livros mais interessantes, entre os que estavam em cima das mesas. Como o Martim já conhecia o álbum, decidiram então continuar a narrativa um pouco mais, com cumplicidade e sentido de humor. O livro merecia-o:
Quando a mãe grita...

Arte da Leitura em Angra do - as escolhas das crianças i

Numa sala do Conto a transbordar de crianças e energia, houve surpresas e confirmações na hora das escolhas.
A Helena, mãe da Raquel, já tinha partilhado com o grupo, na sessão dos pais, a sua simpatia por álbuns sem texto, que constatava serem muito apreciados em casa, quer pela Raquel, com 6 anos como pela sua irmã mais nova.
No momento em que pode escolher entre a diversidade de livros que estavam em cima da mesa, a Raquel não hesitou e escolheu Onde está o bolo?. Não terá sido por acaso.

Porto Editora lança "A Sombra que fomos" de Luís Sepúlveda

Título: A Sombra do que Fomos
Autor: Luis Sepúlveda
N.º Págs.: 160
P.V.P.: 14.40€

Memórias de um tempo de silêncio
Luis Sepúlveda regressa ao romance com uma grande homenagem ao
idealismo dos perdedores. A Sombra do que Fomos é o terceiro livro que a Porto Editora publica do escritor.

Chega no próximo dia 2 de Outubro às livrarias o novo e aguardado romance do chileno Luís Sepúlveda. A Sombra do que Fomos conta, segundo o autor, “a história de exílios e gente banida, de sonhos desfeitos e ideais arruinados”. O seu tom pode ser dramático mas vigoram na narrativa o humor, a ironia, a compaixão e o amor.
Num velho armazém de um bairro popular de Santiago do Chile, três sexagenários esperam impacientes pela chegada de um quarto homem. Cacho Salinas, Lolo Garmendia e Lucho Arencibia, antigos militantes de esquerda derrotados pelo golpe de estado de Pinochet e condenados ao exílio, voltam a reunir-se trinta e cinco anos depois, convocados por Pedro Nolasco, um antigo camarada sob cujas ordens vão executar uma arrojada acção revolucionária. Mas quando Nolasco se dirige para o local do encontro é vítima de um golpe cego do destino e morre atingido por um gira-discos que insolitamente é lançado por uma janela, na sequência de uma desavença conjugal.

Prémio Primavera de Romance de 2009, A Sombra do que Fomos é um virtuoso exercício literário posto ao serviço de uma história carregada de memórias do exílio, de sonhos desfeitos e de ideais destruídos. Um romance escrito com o coração e o estômago, que comove o leitor, lhe arranca sorrisos e até gargalhadas, levando-o no fim a uma reflexão profunda sobre a vida.

O Autor
Luis Sepúlveda nasceu em Ovalle, no Chile, em 1949. Da sua vasta obra (toda ela traduzida em
Portugal), destacam-se os romances O Velho que Lia Romances de Amor e História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, ambos já adaptados ao cinema. Mas Mundo do Fim do Mundo, Nome de Toureiro, Patagónia Express, Encontros de Amor num País em Guerra ou Diário de um Killer Sentimental, por exemplo, conquistaram também, em todo o mundo, a admiração de milhões de leitores.
No catálogo da Porto Editora, figuram já os seus livros A Lâmpada de Aladino e O Velho que Lia
Romances de Amor.

O que dizem
«Uma das vozes mais dignas e firmes da literatura do nosso tempo.»
Daniel Mordzinski, Que Leer
«A trama deste romance é uma boa desculpa para imiscuir-se nas vidas daqueles que regressaram do exílio chileno sem que tenham sarado as feridas de um passado marcado pela violência.»
Joaquín Marco, El Cultural
«Em A Sombra do que Fomos, conjugam-se dois tempos: um passado nostálgico com vivências carregadas de sentido e a intriga presente onde os personagens enfrentam um conflito com toques policiais. Um romance veloz e profundo, com uma escrita delicada e sensível tal como a memória humana.»
Ronaldo Menéndez, Ámbito Cultural
«Uma obra geracional e política, envolta numa estrutura policial, que nos mergulha na história negra do Chile, mas com humor e ironia, sempre inteligente e sempre mordaz.»
espaciolibros.com

Alex 9 - A Guardiã da Espada

Autor: Martin S. Braun
Editora: Saída de Emergência (n.º 3 da Coleção TEEN)
Páginas: 256
ISBN: 9789896371548

Sinopse
A caminho da frente de batalha contra os invasores, o Príncipe Dael de Brodom descansava com a sua guarda junto às margens de um lago quando um estranho fenómeno aconteceu: uma estrela despenha-se no lago, e das águas emerge uma mulher quase nua que cai inconsciente nos seus braços. Será este o sinal de que uma antiga profecia se está a realizar? Sem saber porquê, a Tenente Coronel Alex 9, da 3.ª Unidade de Comandos de Elite, é projetada para um planeta muito parecido com a Terra, onde uma guerra entre impérios medievais se está a travar. Aparentemente, a chegada de Alex à Segunda Terra despoletou uma miríade de consequências políticas que estão ainda longe de fazer sentido. Ao longo deste volume, repleto de batalhas com espadas e armas magnéticas, as linhas de trama começam a cruzar-se e descobrimos um conflito que se prepara há séculos. Mas onde levará?

Opinião
Alex 9 - A Guardiã da Espada é a estreia do autor Martin S. Braun (pseudónimo de Bruno Martins Soares), que já tinha publicado alguns contos, inclusive na colectânea A República Nunca Existiu!. O livro é o primeiro de uma projetada trilogia, sendo que o autor se encontra de momento a escrever o 2.º volume, cujo título será A Coroa dos Deuses.

Alex 9 é uma jovem oriunda de um mundo futurista que, após se ver no meio de uma guerra para a conquista das Minas de Marte consegue fugir e se vê, para sua surpresa, transportada para um planeta em tudo semelhante à Terra, apesar da sociedade com que se depara ser de cariz medieval. Também nesta segunda Terra os conflitos são o centro das preocupações dos governantes, sendo que o Príncipe Dael será a principal ajuda à resistência de Tamurya contra os invasores liderados por Wa-Tzu.

O livro inicia-se com a chegada de Alex a esta Terra alternativa e, à medida que a história vai avançando, recuamos no tempo e percebemos como Alex lá chegou e que, talvez, isso não terá sido fruto do acaso. Ao mesmo tempo, assistimos ao desenvolvimento das intrigas políticas em Brodom e à preparação e desenrolar da invasão e defesa de Tamurya. Acabamos, assim, por assistir a uma mescla de sci-fi com fantasy, de um mundo futurista com um mundo medieval, que, surpreendentemente ou talvez não, acaba por funcionar muito bem.

Posso dizer-vos que este livro foi uma grande surpresa, pela positiva. Não costumo ler muita ficção young adult (às vezes, mais por preconceito do que outra coisa qualquer), mas mais do que rotular livros dentro de um determinado género, é preciso que consigamos perceber que nível de satisfação os livros nos proporcionam. Neste caso, a leitura foi um prazer do início ao fim, em quase todos os momentos. Confesso que as longas descrições das batalhas serão, talvez, a única coisa que tenho a apontar... Se eu pudesse escolher, algum desse espaço teria sido aproveitado para  um maior desenvolvimento das personagens, mas isso não deixa de ser uma questão de gosto pessoal e que não beliscou muito o interesse que o livro me despertou. Os capítulos são curtos, com a ação constantemente presente, dando sempre vontade de continuar a ler, só mais um capítulo e depois outro. Lê-se num ápice!

E assim, aguardo ansiosamente a publicação do próximo volume... Espero que não demore muito. Entretanto, podem ler duas interessantes entrevistas que o autor deu aqui e aqui, e seguir a página dedicada ao livro no Facebook.

Para finalizar, e para quem não sabe, nesta coleção da Saída de Emergência os livros estão escritos segundo as regras do novo Acordo Ortográfico. Foi o primeiro livro que li assim e não me fez diferença nenhuma, pelo que, por graça, decidi também escrever este post de acordo com essas regras :)


8/10 - Muito Bom

Novidade Quinta Essência para Outubro: "Feitiços de Amor" de Barbara Breton

Título: Feitiços de Amor
Autor: Barbara Bretton
N.º de Páginas:296
PVP: 15 euros

Sinopse
O coração pode ser tocado pela magia... mas o poder do verdadeiro amor é mais forte que qualquer encantamento...
Parece uma vila bucólica igual a tantas outras, mas esconde um segredo antigo de todos os visitantes…
Sugar Maple é uma terra encantada habitada por feiticeiras, fadas, vampiros e outras criaturas mágicas. Chloe Hobbs é a única que não tem poderes especiais naquele lugar onde nada é o que parece.
Chloe é a proprietária da Sticks & Strings, uma popular loja de artigos de tricô. Mas é também a última descendente de uma longa dinastia de feiticeiras com o futuro de Sugar Maple nas mãos. Chloe sabe que tem de se apaixonar para receber os poderes mágicos e continuar a proteger a sua terra natal. Mas, aos 30 anos, ainda sonha com o verdadeiro amor e as amigas decidem lançar feitiços para a ajudar a encontrar o homem dos seus sonhos.
O que ninguém esperava era que Chloe se apaixonasse perdidamente por Luke MacKenzie, o polícia destacado para investigar o primeiro crime ocorrido em Sugar Maple e cem por cento humano. Se o amor abre finalmente a porta aos seus poderes mágicos, esses mesmos poderes impedem Chloe de sonhar com um futuro ao lado de Luke…

Feitiços de Amor é um romance encantador e inesquecível sobre o poder do amor e a magia dos sonhos.

Imprensa
«Uma das melhores autoras do romance feminino.» The Romance Reader
«Um toque de magia e de suspense fazem de Feitiços de Amor um livro a não perder.» BookPage
«Um conto de fadas para adultos.» Affaire de Coeur
«Uma história absolutamente inesquecível.» Rendezvous
«Um romance encantador e inesquecível que combina amor, magia, tricô e autodescoberta.» Romantic Times
«Encantador é a palavra certa para definir este romance.» Night Owl Romance
«Barbara Bretton é perita em tocar o coração dos leitores.» Romance Reviews Today
«Uma história criativa e encantadora.» Booklist

"A Cabana" já é sucesso de vendas na Internet

Nas primeiras 24h em que esteve disponível para encomenda, A Cabana, de Wm. Paul Young, foi o livro mais encomendado na livraria on-line Wook (www.wook.pt), com 500 encomendas.

Este facto junta-se ao enorme interesse que a obra tem suscitado por parte dos livreiros, que antevêem um sucesso de vendas similar ao que atingiu noutros países. Relembre-se que, nos EUA, já se venderam mais de 7 milhões de exemplares e que, no Brasil, foi ultrapassada a fasquia do milhão de cópias vendidas.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Estudo Sobre Entropia E A Exaltação Da Degradação: A Mutação (Ou Decomposição Elementar Da Vibração Na Matéria), de Frater Velado

TRECHO:
Abstract

Esta Monografia Pública de Illuminates Of Kemet, Brasil (IOK-BR) examina
de forma básica o processo de transformação da Energia como Matéria
denominado “Mutação”, que é a forma pela qual a Lei da Entropia afeta
tudo o que se encontra manifestado pelo Ser, como Mente Cósmica, mundos,
seres etc. Aqui se examinará, inclusive, esse efeito sobre as religiões existentes no planeta Terra e sobre relações sexuais.

Noite do Tamarindo (A) – António Gómez Rufo


Editora: Saída de Emergência (Setembro 2009)
Ano Edição: 2008
Tradução: Maria Teresa Martins

Imagine que tem muito dinheiro, uma fortuna incomensurável, aliás, é a pessoa mais rica do mundo.

Agora, imagine que tem nas suas mãos a possibilidade de se tornar imortal. Não de uma forma fantasiosa tipo vampiro, mas de uma forma conseguida à luz da ciência, ou seja, perfeitamente possível.

E se, salvo seja, o(a) seu/sua filho(a) estivesse à beira da morte e que com toda essa imensa fortuna pudesse comprar a sua salvação mas que iria custar, não só imenso dinheiro, como a morte de pessoas inocentes.

Que faria?

“A Noite do Tamarindo” é um romance excepcional que nos coloca diante destas e doutras pertinentes questões, alias, incomodativas questões.

Vinicio Salazar é um homem que aparentemente tem tudo.

Multimilionário, empresário de sucesso muito poderoso e influente, possui tudo o que o dinheiro pode comprar. No entanto, por detrás do luxo e da opulência em que vive, esconde-se um imenso desgosto e amargura que lhe queima a alma e que servirá de mote a todo um trama que irá colocar em questão aspectos essenciais da vida, da liberdade, da ética e do futuro que se constrói actualmente.

Tudo começa com um estranho roubo.

Roma, numa galeria de arte algures na cidade, três ladrões empreendem o roubo de um documento que o mundo desconhece: A 10ª Sinfonia de Beethoven. Supostamente uma sinfonia nunca escrita pelo compositor, pois conhecem-se apenas 9.

Será que é mesmo assim, ou, por detrás desse emaranhado de colcheias, semi-colcheias e claves, se esconde um segredo ainda maior?

É-nos aqui lançado, de uma forma meramente policial, as bases de um trama bem imaginado e magistralmente construído por António Gómez Rufo.

De Roma a São Paulo, passando por Bogotá, Jamaica, Londres, Almería, Barcelona e Paris, este romance possui um ritmo alucinante, recheado de situações de suspense, onde o género policial se mistura com o contemporâneo e o de aventuras, entrando violentamente no thriller psicológico aflorado de citações de autores famosos. Aliás, esta é uma das grandes mais valias da obra. O autor consegue casar várias citações de autores famosos com as situações que vai criando, para além disso vai “brincando” com os géneros literários, conseguindo usar aqueles que referi, por vezes até na mesma página.

Numa escrita muito bem estruturada, porém com alguns pecados que referirei, Gómez Rufo esconde por detrás da história de Vinicio Salazar, uma série de questões que nos são colocadas cirurgicamente e que se tornam incomodativas à medida que damos connosco na pele do protagonista. O que será a vida? O que é ser feliz? Será assim tão difícil o ser humano entender que a sociedade se encaminha inexoravelmente para a sua auto-destruição, para o abismo?

Olhamos à nossa volta e o que vemos? Pandemias que ameaçam arrasar a vida humana, a perspectiva de, num futuro muito próximo, não possuirmos água potável para necessidades vitais. Um mundo sem futuro…

Entendem o género de perguntas que o autor nos arremete? O curioso é que ele consegue dar-nos as respostas…

Pessoalmente foi uma obra que me deu imenso prazer ler mas que, em simultâneo, me angustiou tal a objectividade e clareza dos pontos de vista explanados.

No entanto, como romance em si, aponto algumas falhas no argumento que está por detrás, que mascara o verdadeiro sentido do romance. Há questões que o autor podia ter trabalhado (tinha material para isso) mais minuciosamente. Factos que sucedem com alguma precipitação e, sobretudo, um certo facto que, face ao exposto no pensamento de certa personagem, me pareceu ser algo descuidado, apressado. Em todo o caso isto não belisca minimamente a qualidade e contributo deste livro para que possamos pensar em questões que, enquanto seres humanos, não nos podemos demitir de considerar.

Do princípio ao fim estive na pele de Vinicio Salazar. Percebi, senti a sua angústia e entendi que tudo tem uma lógica, um significado e, sobretudo, apreendi que a vida é verdadeiramente a única realidade objectiva que possuímos, tudo o resto é acessório.



Classificação: 5

Para um balanço da cultura portuguesa

Homem de cultura, o autor propõe-se logo no título desta obra dissertar, em “cinco exercícios disciplinados”, sobre o tema de sua especialidade, na sua contemporaneidade. Não vêm do nada estes propósitos, porque o professor se tem desdobrado em actividades múltiplas, do trabalho de investigação e produção teórica à prática das iniciativas, de que são exemplo a gestão artística que desenvolveu à frente da Culturgest e a coordenação da área da criatividade e criação artística na Fundação Calouste Gulbenkian.
O primeiro exercício é modelar dos propósitos do autor, que partindo das diferentes formas de governar na área cultural aproveita para estabelecer alguns caminhos e limites de (ad)ministrar a cultura, propondo, por exemplo, uma revisão do conceito de cultura que considera “fulcral na constituição de um discurso simbólico”.
E assim propõe que se deixe de lado a ideia de cultura vigente (“uma espécie de depósito a que se vai buscar obras de culto ou chavões de identidades fabricadas”) para pensar “um sistema de inter-relações dos membros de um grupo – entre si, mas também entre as suas práticas e memórias – e não como um armazém ou um banco de dados”.
Não é que os arquivos estejam deitados para trás das costas. Não, pelo contrário, “uma política cultural de esquerda actual e cosmopolita deve proteger e tratar com particular cuidado e atenção os arquivos” nas suas diversas manifestações. E escreve-o com o cuidado de esta ser à esquerda uma nota distintiva, entre outras.
A não perder, a decomposição em três ciclos da história da cultura em Portugal durante as últimas quatro décadas: de 25 de Abril de 1974 até ao final da década de 70, período que crisma de “a cantiga é uma arma”; o segundo ciclo, a primeira metade da década de oitenta, aquele em que se pretende “‘ter’ uma cultura como as da Europa e que quer ser ‘desesperadamente moderno’”; o terceiro ciclo, 1986-1998, abriga-se num slogan: “Já somos internacionais. Falta sermos cosmopolitas!”.
E é este último período que remete para o título do livro, dando passagem a estes nossos novos século e milénio, com a procura de uma “escala justa”.
Porque, recorda o autor, verificou-se um salto comunicacional nas últimas décadas do século XX, com novos meios materiais que permitem o do “it yourself”, que disputa lugar num tempo de “conexão em tempo real e permanente à escala global”.
__________
António Pinto Ribeiro
À procura de escala – cinco exercícios disciplinados sobre cultura contemporânea
Livros Cotovia, 12€

O Homem Pintado

Quando, aqui há uns tempos, me congratulei pelo facto de a Gailivro ter decidido publicar "O Nome do Vento" de Patrick Rothfuss (irei lê-lo em breve), referi que gostava imenso que publicassem outros autores que estão a ter destaque lá por fora, como por exemplo Joe Abercrombie, Brent Weeks ou Peter V. Brett. Pois, no próximo mês de Outubro, mais concretamente dia 20, chegará a Portugal, também pela Gailivro, "O Homem Pintado" precisamente de Peter V. Brett.



Sinopse: Aos onze anos, Arlen vive com os pais numa pequena quinta, a meio dia de viagem da aldeia isolada de Ribeiro de Tibbet. Quando a escuridão cai sobre o seu mundo, uma estranha névoa ergue-se do chão, com uma promessa de morte aos que forem suficientemente loucos para enfrentarem a escuridão crescente. É que existem demónios famintos que se materializam da névoa e se alimentam dos vivos. A partir do momento em que a sua vida é despedaçada pela praga dos demónios, Arien vê-se forçado a perceber que é o medo, e não os demónios, a dominar verdadeiramente a humanidade.

Na pequena aldeia de Outeiro do Lenhador, o futuro perfeito de Leesha é destruído pela traição e por uma mentira. Publicamente humilhada, ela acaba a recolher ervas e a cuidar de uma anciã mais temível que os nuclitas. No entanto, a sua desgraça transforma-a na guardiã de um saber antigo e perigoso.

Órfão e mutilado pelo ataque dos demónios, o jovem Rojer encontra conforto no domínio das artes musicais de um jogral, descobrindo que o seu talento único lhe confere um poder inesperado sobre a noite.

Juntos, estes três jovens oferecem à humanidade uma última e fugaz hipótese de sobrevivência.


Este é o primeiro volume do Ciclo A Noite dos Demónios, sendo que o segundo volume ainda não foi publicado no original (a previsão é Abril de 2010). Podem consultar opiniões de outros leitores aqui, aqui e aqui. E ainda consultar as opiniões no My Favourite Books e no Speculative Horizons. Para terminar, deixem-me acrescentar que os direitos do livro estão comprados para que este seja adaptado ao grande ecrã. Deixo aqui os meus parabéns à Gailivro pelas apostas recentes no domínio do fantástico.

Novidade "Saída Emergência"




O Cônsul Desobediente - Sónia Louro

Há pessoas que passam no mundo como cometas brilhantes, e as suas existências nunca serão esquecidas. Aristides de Sousa Mendes foi uma dessas pessoas. Cônsul brilhante, marido feliz, pai orgulhoso, teve a sua vida destruída quando, para salvar 30.000 vidas, ousou desafiar as ordens de Salazar.

Nascido numa família com laços à aristocracia, Aristides cursa Direito em Coimbra e opta por uma carreira consular. Vive nos locais mais exóticos de África e nos mais cosmopolitas da Europa. Cônsul em Bordéus durante a Segunda Guerra, é procurado por milhares de refugiados para quem um visto para Portugal é a única salvação. Sem ele, morrerão às mãos dos alemães.

Infelizmente, Salazar, adivinhando as enchentes nos consulados portugueses, proibira a concessão de vistos a estrangeiros de nacionalidade indefinida e judeus. Sob os bombardeamentos alemães, espremido entre as ameaças de Salazar, as súplicas dos refugiados e sua consciência, Aristides sente-se enlouquecer. E então toma a grande decisão da sua vida: passar vistos a todos quantos os pedirem. Salvará 30.000 inocentes mas destruirá irremediavelmente a sua vida.

Esta é a história de um grande português. De um herói com uma coragem sem limites. Só é possível compreender o seu feito se nos colocarmos no seu lugar: destruiríamos a nossa vida e a da nossa família em nome da caridade e do amor ao próximo? Até ao seu derradeiro fôlego, Aristides nunca se arrependeu.

Sobre o autor:

Sónia Louro nasceu em 1976 em França. Desde cedo apaixonada pelas Ciências e pela Literatura, acabou por optar academicamente pela primeira, mas nunca abandonou a sua outra paixão. Licenciou-se em Biologia Marinha, mas não perdeu de vista a Literatura, à qual veio depois a aliar a um outro interessa: A História. Fruto desse casamento, este é o seu terceiro romance histórico.

Pessoalmente não tenho uma boa opinião desta autora. Li o seu primeiro livro "Viriato - O Filho Rebelde" e confesso que foi uma enorme decepcção conforme poderão perceber na opinião.

Porém admito que a autora possa ter evoluído no processo de criação de um romance histórico, embora não o tenha lido, mas sei que a sua segunda obra "A Vida Secreta de D. Sebastião" teve uma boa aceitação do público.

Vamos ver, espero-o ler em breve.
Saída prevista para 9 de Outubro

Saída de Emergência publica: "O Cônsul Desobediente"

Título: O Cônsul Desobediente
Autor: Sónia Louro
Género: Romance Histórico
Palavras-chave: II Guerra Mundial, refugiados, ditadura, opressão,
bombardeamentos, História de Portugal
Formato: 16 x 23 cm
Páginas: 416
Tiragem: 10000
PVP: 18,95 €
Data de Lançamento: 09 de Outubro

Sinopse:
Há pessoas que passam no mundo como cometas brilhantes, e as suas existências nunca serão esquecidas. Aristides de Sousa Mendes foi uma dessas pessoas. Cônsul brilhante, marido feliz, pai orgulhoso, teve a sua vida destruída quando, para salvar 30.000 vidas, ousou desafiar as ordens de Salazar.
Cônsul em Bordéus durante a Segunda Guerra, é procurado por milhares de refugiados para quem um visto para Portugal é a única salvação. Sem ele, morrerão às mãos dos alemães. Infelizmente, Salazar, adivinhando as enchentes nos consulados portugueses, proibira a
concessão de vistos a estrangeiros de nacionalidade indefinida e judeus.
Sob os bombardeamentos alemães, espremido entre as ameaças de Salazar, as súplicas dos refugiados e sua consciência, Aristides sente-se enlouquecer. E então toma a grande decisão da sua vida: passar vistos a todos quantos os pedirem. Salvará 30.000 inocentes mas
destruirá irremediavelmente a sua vida.

Sobre o autor:
Sónia Louro nasceu em 1976 em França.
Desde cedo apaixonada pelas Ciências e pela Literatura, acabou por optar academicamente pela primeira, mas nunca abandonou a sua outra paixão. Licenciou-se em Biologia Marinha, mas não perdeu de vista a Literatura, à qual veio depois a aliar a um outro interessa: A História. Fruto desse casamento, este é o seu terceiro romance histórico.

Extracto da carta que Gisèle Allotini,uma refugiada que recebeu um visto em Bordéus, enviou a Aristides depois de estar instalada em Portugal:
“O Senhor é, para Portugal, a melhor das propagandas, é uma honra para a sua pátria. Todos aqueles que o conheceram louvam a sua coragem, o seu grande coração, o seu espírito cavalheiresco, e acrescentam: se os portugueses se parecem com o Cônsul Mendes, são um povo de cavalheiros e de heróis.”

Carta de Moise Elias dirigida ao Yad Vashem (organização israelita para a

recordação dos mártires e heróis do Holocausto):
“Reconheço como um acto de Deus que um homem como este estivesse no lugar certo à hora certa.”

Resposta dada a João Paulo Abranches quando este pediu a Sylvain Bromberger para que descrevesse como a concessão de um visto mudou a sua vida em 1940:
“Tenho agora 75 anos, sou professor jubilado do MIT. Estou casado há 50 anos com uma mulher maravilhosa, sou pai de dois filhos pelos quais sinto uma grande alegria e orgulho. Tive uma vida rica. Se não fosse pela acção de Sousa Mendes, eu teria provavelmente morrido de forma horrível num campo de concentração antes dos 17 anos de idade.”


Críticas a O Cônsul Desobediente:
“É costume afirmar que as pessoas felizes não têm história. A vida de Aristides Sousa Mendes é profundamente romanesca. A obra de Sónia Louro demonstra-o exemplarmente. Ele viveu uma situação trágica, repleta de eventos que permitem construir uma obra com laivos romanescos. A unidade de tempo e espaço em que se centrou aquilo que o tornou uma referência internacional de coragem e humanidade permitirá uma peça de teatro de elevado coturno. Agiu de acordo com a sua consciência. Por isso, ouso afirmar que foi uma pessoa feliz. E que, apesar disso, ficou na História.”
José Miguel Júdice

“Foi com emoção e muita expectativa que li o romance histórico da escritora Sónia Louro. De leitura agradável e extremamente atractiva, a autora faz-nos um relato muito completo do crescendo do conflito interior com que se debateu Aristides de Sousa Mendes e que eclode na acção de salvamento. De realçar a atenção dada pela autora, ao papel de Angelina de Sousa
Mendes que acompanha atentamente o seu marido na angústia do drama dos refugiados, cuja narração me parece muito bem conseguida. É evidente que a autora se documentou exaustivamente, o que me leva a aconselhar, vivamente, a leitura deste Romance Histórico, a todos aqueles a quem este tema interessa.”
Álvaro de Sousa Mendes
Presidente do Conselho de Administração da Fundação Aristides de Sousa Mendes

“Sendo neto do próprio, do «Justo», desde muito jovem que me alimento da sua memória e do seu gesto. É certamente o primeiro grande gesto praticado por alguém.... atrevo-me mesmo a dizer «o maior» que me marcou ao longo da vida. Os elementos e as pessoas referidos nesta obra fazem parte do meu quotidiano desde sempre... posso quase afirmar que os conheço a todos e
no entanto.... Sónia Louro dá-me mesmo o prazer de conhecer factos e pormenores que me faltavam. Com a sua habilidade e arte de escrita, consegue despertar totalmente o meu interesse e curiosidade... mas afinal quantas vezes é que eu já ouvi esta história e estes factos?... Como irá ela abordar este ou aquele episódio? .... O facto de ter alternado o capítulo central (a acção salvadora de Bordéus -1940) com os outros episódios da vida passada de Aristides, desde Cabanas, Zanzibar, Brasil, Califórnia, etc, até que se entrecruzem em Bordéus, constitui um processo de escrita ousado e promissor. Este livro de Sónia Louro sendo um excelente romance é também uma magnífica maneira de dar a conhecer «o caso Aristides de Sousa Mendes». A realidade impõe- se à ficção e Sónia Louro aceita esse facto com a maior elegância.
António Moncada de Sousa Mendes