sábado, 31 de outubro de 2009

Um "cheirinho" de Nicholas Sparks...


O passatempo "A Melodia do Adeus" está já na recta final e para vos aguçar a vontade de deitar as mãos a mais esta obra de Nicholas Sparks, deixo-vos aqui um "cheirinho" do livro que estará disponível nas livrarias a partir de dia 3 de Novembro (próxima terça-feira).

Bom fim-de-semana, boas leituras e boa sorte...

A grande Guerra Pela Civilização - Robert Fisk


Foi convidado de honra de Bin Laden na sua tenda nas montanhas do Afeganistão. Falou com Saddam Hussein e teve várias vezes com Yasser Arafat. Terroristas sim, mas personagens históricas que fizeram parte da História do Século XX, o século onde emergiu um novo conceito de guerra : A guerra das civilizações por envolver Cristãos e Muçulmanos.

Robert Fisk, jornalista do The Independent, relata-nos na primeira pessoa os encontros que teve com aqueles lideres e outros. Nomeadamente Presidentes Norte-Americanos. Da guerra do Afeganistão, ao conflito Israelo-Arabe, passando pela Guerra Irao-Iraque e Guerra do Golfo e terminando claro está na Guerra do Iraque em 2003.

Poderiamos estar a falar de mais um jornalista inglês apenas a relatar de modo parcial aquilo que viu na "sua" guerra. Mas não. Fisk é muito critico para com os Americanos e Ingleses. No fundo, com o Ocidente. Apenas lhe interessa a sua visão e não a do lado árabe. Mas do lado contrário não é assim também? pergunto eu....

Não é assim em todas as guerras?

Perguntas á parte neste livro de Fisk, podemos encontrar uma critica ( exagerada na minha opinião...) à actuação do Ocidente nos conflitos do Médio Oriente, principalmente tendo isto tudo origem aquando da criação do Estado de Israel em 1948.

Vale a pena ler, para termos uma noção de que o Ocidente não é "1oo% bonzinho".

A experiencia e o relato dos conflitos que Fisk faz são impressionantes. Com tudo pormenorizado, desde as reuniões até aos massacres. Tudo o que não nos é contado pelas televisões, Fisk faz uma verdadeira pormenorização de todos estes conflitos.

É uma obra prima no que a conflitos do Médio Oriente diz respeito. Para quem não conhece muito estes conflitos, e se queira informar mais daquilo que se passou, é uma boa sugestão que deixo aqui.

Nota : 8 valores

O Pensamento Científico-Rosacruz De Elsa M. Glover (Discípula, The Rosicrucian Fellowship), de Prof. Dr. R. D. Pizzinga

TRECHO:
Abstract
Esta Monografia Pública de Illuminates Of Kemet, Brasil (IOK-BR)
apresenta o pensamento da Dra. Elsa M. Glover, Ph.D., Discípula (o mais
elevado Grau) da Fraternidade Rosacruz de Max Heindel (The Rosicrucian
Fellowship), uma Associação de Cristãos Místicos fundada em 1909.
A Fraternidade Rosacruz Max Heindel não é uma seita ou organização
religiosa, e se autodefine como uma grande Escola de Pensamento. Sua
principal finalidade é divulgar a admirável filosofia dos Rosacruzes, transmitida ao mundo pelo Irmão Leigo Max Heindel, mensageiro dos
Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz (os 13 Rosacruzes do Plano Espiritual
Invisivel e Eterno).

Caim – José Saramago



José Saramago, único Nobel da Literatura português, gera amores e ódios.

Dono de um feitio muito próprio, sem dúvida algo prepotente e pedante, sabe, contudo e como poucos, contar histórias que chocam mentalidades, aproveitando, explorando uma cultura (a portuguesa) provinciana, saloia, anacrónica e supersticiosa.

Saramago é um profundo conhecedor da natureza humana. Dá provas disso em todos os seus romances, exaltando e salientando os vícios, defeitos e virtudes do ser humano.

Assim, sabe como tocar em muitas feridas, pontos sensíveis do ser humano, criando obras polémicas porque simplesmente escreve aquilo que pensa sem receios do politicamente correcto, do “parecer bem” tão tipicamente português e isso choca, cria incómodo, até porque as pessoas se revêem nos seres humanos criados por Saramago.

Em “Caim”, Saramago é apenas e só Saramago na sua melhor forma.

Devido à polémica gerada aquando do lançamento do livro, a expectativa era grande, sobretudo porque tenho no “Evangelho Segundo Jesus Cristo” o seu melhor livro, aquele onde Saramago é mais corrosivo. Fiquei então com a convicção ser este “Caim” do mesmo género. Andei perto, é de facto do mesmo género, mas é mais violento, mordaz, irónico e ostensivamente belicoso.

Quer queiramos quer não, crentes ou não crentes, todos fomos educados à luz da tradição católica/cristã. Estamos imbuídos de valores cristãos que quando os vemos ser colocados em causa pode criar alguma estranheza e algum, ou muito, choque.

Estou convicto que “Caim” tratou-se de uma ajuste de contas entre José Saramago e Deus (com a igreja no pensamento) em que ele, conforme direito que lhe assiste, demonstra toda a sua descrença e asco.

Independentemente das minhas próprias crenças, o certo é que respeito a crença de cada um, a religião de cada um e julgo que em “Caim” José Saramago se excede (ele acabou por admitir precisamente isso), quer na linguagem, quer no propósito.

Eu adorei o livro!

Delirei com a ironia cortante, com a forma como Saramago vai mostrando o ridículo, a insanidade e a impossibilidade da existência de um Deus e dos episódios descritos no Velho Testamento. Mas achei excessivo o ódio impregnado nas palavras.

Há passagens, quase todas, que evidenciam a suprema maldade, a malévola essência do Deus Cristão, que ridicularizam a figura de Deus, porque não obstante o livro conter várias passagens do Velho Testamente (confesso que nunca li a Bíblia, apenas algumas passagens aqui e ali) “Adão e Eva”, “Torre de Babel”, “Moisés quando desce o Monte Sinai”, “O Dilúvio”, entre outros, o que aqui se ressalva é o constante ataque a Deus e o quanto o mesmo não passa de uma mera criação humana ou então de um ser ridículo, fraco, vingativo, maldoso e cheio de defeitos.

O livro é excelente. O diálogo do querubim com Adão e Eva aquando da expulsão destes do Jardim do Paraíso, a narração do Dilúvio, onde Saramago coloca Caim (figura presente em todas as histórias) na barca, é de ir às lágrimas de riso. As conversas de Caim com Deus são soberbas, a forma como o mesmo Caim parte pelo mundo… enfim, um livro que ficará na galeria das grandes obras da literatura portuguesa, mais uma destinada a ser clássico.

A ideia de Deus é, confesso, o único erro que não posso perdoar ao homem” - História de Juliette ou as Prosperidades do Vício", Marquês de Sade


Classificação: 6

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Passatempos a Terminar



Faltam 4 dias para terminar os Passatempo "A Melodia do Adeus" e "A Lenda de Sigurd e Gudrún" que oblog NLivros realiza em parceria com a Editoral Presença e as Publicações Europa-América.

Os Deuses: Dispensacionalismo E Arrebetamento (De Como Religiões Formam Suas Teorias), de Prof. Dr. R. D. Pizzinga

TRECHO:
“Deus, criação mental do homem” (Frater Velado, 1995CE)

ILLUMINATES OF KEMET (IOK) ensina que “a Força não pode ser
perfeitamente compreendida pelos seres individuais autoconscientes de
vários níveis, manifestados na Criação (Manifestação) e que esses seres,
então, criam mentalmente versões da Força, às quais dão o nome de Deuses.
Dependendo de como foram geradas, essas versões da Força vão para o Plano
Astral dos planetas habitados por seus criadores ou, então, para o Plano
Astral Universal ou, mesmo, Dimensional. Plano Astral de um planeta é uma
faixa vibratória autoconsciente de sua aura e Plano Astral Universal é uma
faixa vibratória autoconsciente da aura de um Universo ou Dimensão.” As
versões da Força assim criadas – explicam as Monografias Privativas de IOK
– “adquirem status de egrégoras e sua autonomia vai aumentando
progressivamente conforme vão sendo cultuadas. Elas se tornam não só
totalmente autônomas como altamente interativas com a Mente Cósmica e
com os seres individuais que as criaram e lhes enviam, em dado momento,
encarnações que o Hinduismo chama de Avataras. Exemplos: o Faraó,
encarnação de um Neteru (atributo do Deus Supremo Kemetico); Shri
Hanuman, encarnação do Mahadeva Shri Shiva; Jesus Cristo, encarnação do
Deus Jeovah; Profeta Muhammad (a Paz esteja com Ele), encarnação do
Deus Allah. Sobre Jesus Cristo é interessante notar que Ele, a encarnação de
Jeovah, vem e revoga uma lei supostamente atribuída ao mesmo (a do olho
por olho) e que isso a torna persona non grata para o Judaísmo, que o tacha
de “herege” e “endemoninhado” e não o reconhece como Messias. Uma
corrente do Islam considera mais amplamente as encarnações de Deus,
admitindo que todos os Imans são o Mahdi (Messias, encarnação de Allah)”.
Esta Monografia Pública de IOK-BR examina os Deuses e algumas teorias
criadas por suas religões, como o Dispensacionalismo e o Arrebatamento.
(Nossa Organização entende como Arrebatamento a ascensão coletiva de
consciências evoluídas à Quarta Dimensão, no Dia da Transformação, para a
formação de um novo planeta espiritual.)

Fãs de Nicholas Sparks pdem ler o prólogo e primeiro capítulo do seu último livro

Muito perto de chegar às livrarias, o último livro de Nicholas Sparks "A Melodia do Adeus" pode começar a ser lido através do prólogo e do primeiro capítulo que o blogue Marcador de Livros disponibiliza aqui

Planeta edita "Drácula: O Morto-Vivo", a sequela oficial da obra de Bram Stoker. Nas livrarias a partir de 5 de Novembro

"Valeu a pena esperar 112 anos pela sequela de Drácula" - USA Today


O livro retoma a história do clássico 25 anos depois de Drácula se desfazer em pó. As personagens que o combateram, supostamente até à sua morte, ficaram para sempre marcados pelo sucedido: Jonathan e Mina Harker criaram o filho, Quincey, mas o seu casamento feliz deteriorou-se. O Doutor Seward, antes um médico eminente, vive em paranóia e tornou-se dependente de drogas. Arthur Holmwood, o apaixonado noivo de Lucy, deixou-se consumir pelo ódio e pelo remorso. Evan Helsing, o líder do destemido grupo que enfrentou Drácula, encara agora o seu verdadeiro inimigo: a morte.

Em 1912, o que todos julgavam passado, volta afinal a ameaçá-los e acontecimentos sinistros invadem as suas vidas. Será possível que Drácula tenha sobrevivido e procure vingança? Ou será obra da terrível condessa Bathory, com reputação de rara crueldade?

O mal volta a unir os seus opositores, numa Londres assolada por crimes vampíricos, que o detectivo Cotford pensa serem obra de Jack,o Estripador. Entretanto, o jovem Quincey, apaixonado pelo teatro, depara-se com o passado oculto dos pais ao envolver-se na peça Drácula, encenada pelo próprio Bram Stocker e protagonizada por Basarab, um actor romeno que tem a Europa a seus pés e que exerce sobre o jovem um estranho fascínio...

Escrito a partir das notas de Bram Stocker, Drácula: O Morto Vivo retoma a riqueza do romance original, desenvolvendo novas personagens que apenas tinham sobrevivido nos apontamentos do autor e introduzindo outros elementos, a partir de uma pesquisa histórica consistente, numa trama articulada de forma extremamente criativa.

Site oficial: http://www.draculatheundead.com

Sextante - Novidades Outubro

Título: Ruído Branco
Autor: Don Delillo
National Book Award
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 400
Editor: Sextante

Sinopse
A vida de Jack assemelha-se à de tantos outros, ritmada pelos ruídos da sociedade moderna. A rotina fica transtornada quando um gás tóxico é libertado por acidente na cidade e ameaça toda a população. Para além da análise implacável e cheia de humor dos clichés, das obsessões e das fobias que assombram a classe média americana, Don DeLillo coloca a questão essencial - e, na altura, visionária - da mediatização sem limites. Uma das obras de ficção mais audaciosa e original dos nossos tempos.

Sobre o autor
Don DeLillo nasceu em 1936, em Nova Iorque. É autor de 14 e romances e três peças de teatro. Foi galardoado com o National Book Award, o PEN/Faulkner Award e o Jerusalem Prize. Em 2006, Underworld foi considerado um dos três melhores romances dos últimos 25 anos pela New York Times Book Review e recebeu em 2000 a Medalha Howells da American Academy of Arts and Letters pela mais eminente obra de ficção dos últimos cinco anos.

Críticas de imprensa
«Uma sátira brilhante da cultura de massas e dos efeitos estupidificantes da tecnologia.»

Chicago Tribune




Título: Um Caçador de Leões
Autor: Olivier Rolin
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 200
Editor: Sextante

Sinopse
Eis a história dos destinos cruzados de Edouard Manet, que morre com gangrena aos 51 anos, e do seu admirador e modelo ocasional, Eugène Pertuiset, aventureiro, caçador de leões, pinga-amor, grande comedor e bebedor. Uma viagem pelo espaço e pelo tempo, fervilhando de anedotas e recordações literárias e pessoais, um romance vivo e divertido, de uma formidável potência visual.

Críticas de imprensa
«Inspirado em personagens surpreendentes. Um romance para o grande publico de qualidade.»

Lire

Quinta Essência: Novo livro de Luanne Rice nas livrarias a 5 de Novembro


Título: Tua para sempre
Autor: Luanne Rice & Joseph Monninger
N.º de Páginas: 168 páginas
PVP: 14 €


Sinopse:
Poderá um casamento feliz resistir à mais dura das provas? A história apaixonante de um casal antes e depois do momento que mudou a vida de ambos para sempre.
Sam e Hadley West tentam, cada um à sua maneira, encontrar um novo rumo para a sua vida, depois da trágica perda do filho de ambos, Paul. Para Sam, o futuro passa por encontrar o local onde o filho morreu, numa arriscada jornada em trenó pela árida e bela imensidão do Alasca. Para Hadley, implica mudar-se para uma casa de praia, distante, isolada e coberta de salitre, onde finalmente recomeça a pintar.
A partir daí, em lados opostos do país, os dois começam a trocar cartas repletas de sentimentos e verdades que não conseguiram expressar pessoalmente, enquanto recordam o seu casamento — os momentos mágicos e os mais desafiantes —, redescobrindo as razões por que se apaixonaram. A história de ambos é rica e intensa, entre as memórias de um passado feliz e as emoções profundas que os abalam no presente.
Enquanto Sam arrisca a vida para alcançar o remoto local do acidente, Hadley inicia uma outra viagem, igualmente perigosa, lutando contra o vazio e a dor que sente. E, no local onde tudo se perdeu, eles vão reencontrar-se…
Será o amor que ainda os une capaz de preencher o vazio provocado pela morte do filho ou terão de trilhar caminhos diferentes? Nesta notável colaboração, Luanne Rice e Joseph Monninger criam, através de uma série de cartas íntimas e profundas, um romance extraordinariamente comovente. Tua para Sempre é uma história dolorosamente real, emotiva e inesquecível.

Imprensa

«Rice e Monninger criaram uma bela história de amor e de esperança, transportando o leitor numa intensa viagem emocional.» Booklist

«As personagens de Sam e Hadley vão encantar os leitores, que, no final, o mais certo é precisarem de ter um lenço à mão…» Publishers Weekly

«À medida que o relacionamento do casal se reconstrói, carta após carta, os leitores vão apreciar o privilégio de partilharem a sua apaixonante história. Vivamente recomendado.» Library Journal

«Este romance vai tocar o seu coração e levá-lo às lágrimas. Emotiva e intensa, é uma história a não perder.» Romance Reviews Today


Presença - Campanha "Chuva de Livros"

De 28 de Outubro a 15 de Novembro o site da Editorial Presença está com uma oferta tentadora. A cada registo novo ou mesmo login efectuado é associado um valor oferta entre 5€ e 200€, previamente definido.
Se for um dos primeiros 500 a fazê-lo, o valor mínimo de oferta é de 10€.
E, se for o participante com o maior valor acumulado de compras durante o período da campanha , recebe mais 500€ em conta-cliente.
Podem ver o regulamento aqui

A Arte de Amar

Autor: Elizabeth Edmondson
Título Original: The Art of Love
Editora: Edições ASA
Páginas: 400
ISBN: 9789892305370
Tradutor: Isabel Alves

Sinopse: "Polly Smith está a tentar sobreviver enquanto artista quando Oliver, seu amigo e mecenas, a convida a ir para casa do pai no Sul de França. Entusiasmada por poder fugir do frio e da chuva de Londres e do noivo monótono, Polly pede a sua certidão de nascimento para poder requerer um passaporte. Mas é aí que o seu mundo desaba: aquela que sempre pensou ser sua mãe é, na verdade, sua tia; a identidade do pai é desconhecida e até o seu próprio nome não está correcto.
A sua «fuga» para o sol da estimulante da Riviera imprime uma nova vida à sua pintura, mas nem tudo corre bem na mansão onde está hospedada. O pai de Oliver foi forçado a abandonar a Inglaterra no meio de um escândalo e, apesar do sofisticado e cosmopolita grupo de amigos que o rodeia, está prestes a ser apanhado pelo seu passado. E, embora Polly se encontre no centro de uma teia de mentiras, o seu próprio futuro começa a tomar um novo e fascinante rumo..."

Opinião: Às vezes, existem livros que nos deixam divididos. Metade dispensável, metade interessante e ficamos com a sensação de que o dito livro podia ter sido algo mais. Este é, sem dúvida, o caso de A Arte de Amar. Confesso que, agora, as minhas expectativas quanto à obra de Elizabeth Edmonson estão reduzidas para metade.

A Arte de Amar é composto por duas partes distintas: a primeira, centralizada na personagem principal, Polly; e, a segunda, uma intriga, onde várias (e demasiadas) personagens se misturam até se chegar ao início de vida de Polly. O livro começa com uma procura de identidade da protagonista que, de repente, descobre que não é quem pensa. Este é o ponto de partida para a autora desvendar a vida de Polly, fazendo o leitor saltitar entre o passado e o presente. Existem, nesta parte, muitas passagens mortas que não trazem nada de novo à acção e atrasam uma estória que, a meu ver, podia ter sido mais conseguida.

Um dos pontos negativos do livro é, para mim, as inúmeras personagens da obra que, com base em explicações superficiais e, às vezes, demasiado forçadas, entram na acção. No final, por caminhos e atalhos, acaba por se perceber a ligação entre elas, ainda que se fique com a sensação de que a autora deu muita atenção a estórias paralelas. O final da primeira parte, início da segunda, acontece quando todas as personagens se cruzam, coincidentemente, num espaço de diversão. A razão deste acontecimento parece demasiado forçada e denota-se a clara intenção da autora de fazer a transição do espaço e motivo da acção.

A segunda parte é mais interessante, mas peca por ter um desenvolvimento demasiado rápido que leva, muitas vezes, o leitor a reler passagens e a perguntar-se como é que tal acontecimento se deu. A intriga policial é cativante não só porque existe sempre um mistério por desvendar, mas também porque está associada ao lado romântico da estória. O final é tocante, mas, infelizmente, demasiado óbvio.

Confesso que fiquei bastante surpresa com a obra de Elizabeth Edmonson. Ainda agora, 300 e tal páginas depois, me pergunto qual foi a intenção da autora com o título. Não condiz com a história; porventura as razões por que a autora o escolheu sejam um bom motivo para se aventurarem nesta leitura. Com reserva qb, claro.

6/10 – Bom, mas recomendado com reservas

" Emoções e Sentimentos Ilustrados" apresentado amanhã, em Lisboa

A Porto Editora apresenta no próximo sábado, 31 de Outubro, em Lisboa, o livro Emoções e Sentimentos Ilustrados, de Paulo Moreira – uma obra que pretende ajudar os pais e os professores a promoverem nas crianças a compreensão das experiências emocionais.
A sessão de lançamento tem início marcado para as 11 horas, na FNAC do Colombo, e conta com um workshop para crianças, pais e professores sobre emoções e sentimentos.
Na sessão de lançamento no Porto, no passado sábado, o auditório da FNAC do Norteshopping foi pequeno para as dezenas de interessados em ouvir Paulo Moreira partilhar, num tom divertido e cativante, o seu conhecimento e a sua experiência na abordagem à evolução sentimental dos mais novos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Novidades "A Esfera dos Livros"


Colecção: Manuais E Guias
P.V.P: 18 €
ISBN: 978-989-626-190-0
Páginas: 344
Formato: 16 X 23,5 / Brochado
Data de lançamento: Outubro

Sou alérgico a um alimento que é o ingrediente principal de um jantar do qual sou convidado. O que devo fazer? O que faço quando encontro uma espinha na comida? O que fazer quando nos esquecemos do nome de alguém que se prepara para nos cumprimentar? Por acidente, deixei cair um talher durante um jantar mas ninguém reparou. Posso apanhá-lo e fingir que nada aconteceu? É apropriado ter fotografias da minha família na secretária do trabalho? Numa festa de aniversário num restaurante é de bom-tom cantar os «Parabéns a você» ou isso só deve ser feito em privado? Dizem as regras de etiqueta que num casamento se devem sempre usar meias/collants. E se a cerimónia se realizar em pleno Verão? Como redigir uma nota de condolências?
Estas são algumas das dúvidas às quais Vicky Fernandes responde no seu novo livro Chic em Qualquer Ocasião. Vicky Fernandes explica-nos não só as regras fundamentais de etiqueta e protocolo, mas também todas as pequenas questões que nos assaltam no nosso quotidiano. Questões que podem parecem pequenas, mas que, afinal, podem ter uma importância vital nas nossas relações pessoais ou profissionais. É preciso estar preparado para qualquer situação.





Colecção: Esfera Infanto-Juvenil
P.V.P: 11.5 €
ISBN: 978-989-626-184-9
Páginas: 80
Formato: 14,4 x 22,8 / Brochado
Data de lançamento: Outubro

Sabes que sempre, todos os dias, Deus vive contigo. Sabes que sempre, todos os dias, tu vives com Deus. Isto dá muita alegria a Deus. Oxalá te dê a ti a mesma alegria!
Neste livro vais encontrar diferentes maneiras de falar com Deus. Mas o importante é que tu mesmo inventes as tuas próprias orações para falares com Ele. Pede aos teus familiares mais próximos (pais, avós…) te ajudem.



Colecção: Esfera Infanto-Juvenil
P.V.P: 30 €
ISBN: 978-989-626- 185 - 6
Páginas: .352
Formato: 21x27,7 / Cartonado
Data de lançamento: Outubro

Neste livro encontras a palavra de Deus. Reunimos as melhores histórias do Antigo e do Novo Testamento, numa linguagem acessível e acompanhada por ilustrações fascinantes que te vão fazer viajar até ao tempo em que Jesus Cristo viveu.
Vais ficar a conhecer os antepassados de Jesus de Nazaré, a sua vida e a dos seus seguidores, pessoas como tu, que um dia se encontram com Deus e vivem histórias cheias de aventura, viagens e amizade. No fundo são histórias de amor, histórias de um Deus próximo e amigo que ama todos os homens e o mundo que criou.
Nas páginas finais deste livro poderás visitar os lugares por onde passaram Jesus e os seus antepassados, ficar a conhecer quais eram os seus costumes e tradições, o que comiam, como se vestiam, como eram as suas casa, em que trabalhavam e muitas coisas mais.





Colecção: Actualidade
P.V.P: 20 €
ISBN: 978-989-626-186-3
Páginas: 280
Formato: 16 x 23,5 / Brochado
Data de lançamento: Outubro

As histórias que vai encontrar neste livro podem parecer insólitas, estranhas, até surreais, mas são verídicas. Da história da juíza que resolveu um problema de barulho despejando água para casa dos vizinhos, ao de um advogado que para obter cópia de um processo se viu obrigado a levar a fotocopiadora para o tribunal. Do juiz excomungado por um pastor condenado por dívidas, ao caso do roubo do queijo fatiado no valor de 1,29 € que foi a julgamento e ocupou a Justiça portuguesa durante dois anos, ou ainda do carpinteiro condenado por ter disparado uma pressão de ar contra Lacindo, o gato da vizinha que se atrever a devorar o seu jantar.
A jornalista Sofia Pinto Coelho acompanhou a maioria dos casos aqui relatados e traça um retrato real, divertido, mas rigoroso da Justiça portuguesa. Das condições de trabalho, ao estado das prisões e à relação entre juízes e advogados ou entre procuradores e a polícia.
Por estas páginas passam juízes, advogados, procuradores, funcionários judiciais e pessoas como nós que por uma ou outra razão já se viram a braços com a justiça. E quando esta lhes bateu à porta perceberam que para além de cega, a justiça em Portugal pode tornar-se numa aventura absolutamente extraordinária.

Lançamento no dia 2 de Novembro, no Antigo Tribunal Militar, em Santa Clara. Apresentação por António Pires de Lima e João Miguel Tavares

Colecção: Fora de colecção
P.V.P:
19 €
ISBN: 978-989-626-180-1
Formato: 16 X 23,5/ Brochado
Data de lançamento: Outubro

Não é de estranhar que o exercício do poder e os seus segredos despertem a curiosidade do ser humano. Ao longo da História da humanidade muitos pensadores sentiram fascínio pelo poder. Mas por que razão o poder é tão desejado? Como se consegue? Como se perde? Como o exerceram os super-poderosos Augusto, Maomé, Napoleão, Hitler…Churchill, Estaline, Kennedy, Rockfeller… os grandes senhores do Renascimento ou o papado? Como o exercem as multinacionais? O poder implica sempre corrupção? Será que na alma humana existe um desejo de submissão? Será mais importante o verdadeiro poder ou o poder que os nossos inimigos julgam que temos?
O autor responde a estas perguntas, entrando no apaixonante labirinto do poder e as suas representações. O autor acredita que se trata de um fenómeno omnipresente e subtil que se encontra em todos os campos: sexo, amor, família, religião e mundo empresarial, se bem que muitas vezes seja camuflado, razão pela qual é muito difícil conhecer as suas estratégias. José Antonio Marina é um dos mais conhecidos pensadores espanhóis, sendo aclamado pela crítica e pelo público e tendo recebido inúmeros galardões entre os quais de destaca o Prémio Nacional de Ensaio. A sua obra, que inclui importantes long-sellers, demonstra que a filosofia não tem necessariamente de estar reservada aos estudiosos.

Biblioteca em construção em Mafra

As Bibliotecas imaginadas pelos grupos variaram: houve quem criasse uma biblioteca de arte, outros alargavam o horário de funcionamento, outros teriam todos os livros do mundo à disposição dos leitores e um grupo ainda oferecia gomas e chupa-chupas a par dos livros.
Quando se viram livres para escolherem cinco livros que representassem as suas bibliotecas, as principais escolhas incidiram sobre livros informativos, enciclopédias, e álbuns. Dos poucos livros de texto escolhidos, os da colecção Uma Aventura foram os mais procurados.
O resultado da pesquisa surtiu efeito: muitos alunos queriam requisitar um ou dois dos livros que descobriram nas estantes. O final de cada atelier foi então dedicado a explicar às turmas como fazer o cartão de leitor e todas as regras para requisitar livros na Biblioteca Municipal.

Pedro Camargo | Neuromarketing


1- De que trata este seu livro «Neuromarketing»?
R- Trata-se de uma visão diferente da pesquisa de mercado e de algumas premissas de marketing, aconselhando o leitor a levar em conta os processos cerebrais para entender os gatilhos do comportamento de consumo do ser humano, mediante o uso de técnicas de imageamento cerebral. É um livro que questiona a utilização somente dos métodos ortodoxos na pesquisa de marketing (métodos behavioristas de observação do comportamento), questiona as premissas da racionalidade humana, questiona a profundidade das informações obtidas por estes métodos tradicionais, questiona o peso dado para as influências sociais e culturais no comportamento do consumidor, questiona fundamentalmente a nossa visão antropocêntrica de tal comportamento. Traz para o conhecimento do leitor, as novas perspectivas das ciências econômicas, como a economia comportamental, a neuroeconomia e o próprio neuromarketing. Mostra também as universidades, as pesquisas, as empresas e os pesquisadores que estão trabalhando com neuromarketing e por fim trata igualmente do aspecto ético no uso deste tipo de pesquisa.

2- De forma resumida, qual a principal idéia que espera conseguir transmitir aos seus leitores?
R- Quero transmitir que somos seres humanos, homo sapiens e não homo economicus, isto significa que temos comportamentos de consumo muitas vezes nada racionais, desde a escolha até a tomada de decisão. Portanto não há como entender o real comportamento do consumidor usando somente métodos de pesquisa de mercado tradicionais, com entrevistas e questionários ou mesmo focus group e a partir deste viés, ter a certeza de que chegou ao âmago ou ao cerne da questão. É preciso mais! Faz-se necessário buscar as informações anteriores ao próprio comportamento, subjacentes a ele, pois já se sabe, desde as pesquisas de Benjamin Libet que o cérebro decide milésimo de segundos antes que tenhamos consciência disso. Estas informações anteriores ao comportamento observável, são processadas nas várias áreas do cérebro e por isso o diagnóstico por imagem pode nos ser muito útil na busca pela verdade. O ser humano não sabe o que o levou a tal comportamento por motivos vários que alego no livro (escurecimento verbal, auto-engano, instinto, processos automáticos, memória) e, portanto, se responder a uma pesquisa, estará dizendo algo que seja condizente com seu modelo mental e não a verdade ou o real motivo do comportamento. Uma pesquisa quantitativa pode ser feita, sem dúvida alguma, na forma de observação (como prega teoria behaviorista), basta contar quantos compraram, já pesquisa que se diz ser qualitativa, não pode ser feita somente com uso dos métodos ortodoxos, pois o que se descobrirá, certamente não será o real motivo de compra.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R - Estou escrevendo um novo livro que deve estar pronto ainda este ano, no máximo no começo de 2010, que leva o título “Biologia do Comportamento do Consumidor”. Este tema que criei e registrei, é inédito nos estudo de marketing e de comportamento do consumidor e também muito interessante na medida em que levanta todos os aspectos biológicos subjacentes ao comportamento de consumo. Neste novo livro, vou além do neuromarketing, que é um método de pesquisa de marketing feita mediante o uso de equipamentos de diagnóstico por imagem e levanto outras questões físico-químicas corporais, que influenciam direta e indiretamente o comportamento de consumo, ligadas à genética, a biologia, a neuroquímica, a endocrinologia, ao sistema nervoso entérico e até à filogenia. É um livro que complementa o primeiro, no sentido de que trará ainda mais informações biológicas do comportamento de consumo do ser humano e muito curioso porque levanta informações ainda não pensadas pelo marketing, que tem o viés apenas das ciências sociais, esquecendo-se de que somos, antes de seres sociais e culturais, seres biológicos, imperfeitos em nossas escolhas e decisões e nem sempre conscientes de nossos atos. É uma visão diferente que leva em conta a etologia, a zoologia a biologia comportamental, a genética comportamental, a psicologia evolucionista e várias outras áreas. Para tanto tenho recebido a colaboração e o apoio de vários cientistas consagrados que me ajudam enviando informações fantásticas como: Frans de Wall, Bonie Blesser, Marco Iacoboni e alguns outros.
__________
Pedro Camargo
Neuromarketing
Edições IPAM

Miguel Servet, Um Rosacruz Que Foi Queimado Vivo (Pensamentos Místicos Heterodoxos), de Prof. Dr. R. D. Pizzinga

TRECHO:
Abstract
ESTA Monografia Pública de Illuminates Of Kemet, Brasil (IOK-BR)
apresenta perfil e pensamentos do médico, teólogo, filósofo,
geógrafo, astrônomo e astrólogo espanhol Miguel Servet, um ilustre
Rosacruz medieval que foi queimado vivo pelos representantes da
intolerância religiosa aliados ao poder político para manter a manipulação da
plebe pelo terror. Ao ser queimado Servet exclamou: “Ó Jesus, Filho do
Eterno Deus, tenha piedade de mim!”

José Rodrigues dos Santos | Fúria Divina

1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro «Fúria Divina»?
R-É uma nova aventura do Tomás Noronha, que desta vez nos leva numa viagem ao fundamentalismo islâmico e ao terrorismo nuclear.

2- Qual a ideia que esteve na origem do livro?
R- Há duas ideias. A primeira é: e se a Al-Qaeda tem a bomba atómica? E a segunda é: e se o islão dos fundamentalistas for o verdadeiro islão? A resposta a estas duas perguntas é, como calcula, aterradora.

3-Pensando no futuro: o que está a escrever neste momento?
R-Estou a escrever outras coisas.
__________
José Rodrigues dos Santos
Fúria Divina
Gradiva-23€
José Rodrigues dos Santos na Internet

O desatino dos anjos

É uma ficção, meio científica meio espírita, se é que há metades nesta área. E se é que há esta área. Daí a dificuldade de encarar cientificamente uma incursão em território tão especulativo, em que o mais concreto são as referências a um capacete e a um arsenal de meios pouco esclarecedores sobre a natureza da inventiva: meios computacionais e programas.
O objectivo dos dois cientistas (ele, psicofísico) que trabalham no projecto só lá para a frente a narrativa esclarece: transmitir a outrem as memórias de alguém, transformando o receptor numa espécie de médium, por meios tão materiais como o tal capacete e o código estabelecido informaticamente. Estes são os bons da fita, mais três protagonistas que acabam por se encontrar movidos por um sonho comum centrado numa capela escocesa.
Os maus aparecem da forma mais tradicional, com o assassínio dos dois investigadores, devidamente laureados com um Nobel, por via dos seus trabalhos “no domínio das neurociências”. Os maus pertencem, neste caso, naturalmente, ao mundo de uma agência americana que, vamos ver lá para o fim, já estava em roda livre e os defeitos dos seus procedimentos não podem ser atribuídos ao sistema.
O arrependido de entre os maus fica pelo caminho, ele que já estava a entrar no mundo dos que lograriam deixar a sua herança espiritual, uma espécie de sementeira da memória legada aos vindouros. E era isso, com toda a capacidade de influência e manobra que os da agência transviada tanto ambicionavam – que eles, “leigos”, lograssem materialmente, cientificamente, os êxitos de previsão e comunicação que até aí estavam reservados aos médiuns.
A história será fraca, com êxito reservado aos entusiastas desta temática. A aposta do autor parece residir na escrita, no ritmo, e tal terá sido conseguido, atendendo ao anúncio de que está a caminho uma adaptação cinematográfica. O ritmo, sim, pela rapidez, o capítulo curto, à Dan Brown – diga-se. Como se uma boa história vivesse exclusivamente disto. Não parece o caso, a história está mal apoiada “cientificamente”, admitindo que seria possível estar bem suportada, e por vezes estilística e estruturalmente parece uma aventura do “grupo dos cinco”.
E, no entanto, o autor, que começou no cinema como pirotécnico, é um homem empenhado na “comunicação das emoções”. E terá ficado contente com a obra, a avaliar pelo rol final de agradecimentos, a quantos estimularam o seu trabalho. Que seja por bem.
Mal, mesmo mal, as gralhas e erros ortográficos que caem no texto ao longo de todo o livro. Se as gralhas são lamentáveis, a ortografia é matéria que não devemos deixar introduzir-se nas cabecinhas, tanto mais se há o risco de os lapsos serem propagados a terceiros por uma qualquer via extra-sensorial (ou tão prosaica quanto este exílio angelical).
Médium, vá lá, analfabeto é que não – e aqui “serro” os punhos.
__________
Gilles Legardinier
O Exílio dos Anjos
Publicações Europa-América, 21,90€

Novas Colecções

A partir de hoje, está disponível com o jornal Expresso e a revista Visão uma colecção de livros subordinada ao tema "Jornalistas Escritores". O primeiro livro tem o custo de 1,50€ e os restantes 3,90€.



29 e 31 de Outubro – "A Casa Quieta", Rodrigo Guedes de Carvalho
5 e 7 de Novembro – "Mala de Senhora e Outras Histórias", Clara Ferreira Alves
12 e 14 de Novembro – "O Viúvo", Fernando Dacosta
19 e 21 de Novembro – "Nas Tuas Mãos", Inês Pedrosa.
26 e 28 de Novembro – "Papel Pardo", Henrique Monteiro
3 e 5 de Dezembro – "Histórias do Fim da Rua", Mário Zambujal

A partir de amanhã, grátis com o Jornal i, começa uma colecção de 10 livros com a obra de Fernando Pessoa. A lista é a seguinte:

30 de Outubro: Mensagem (Fernando Pessoa)
6 de Novembro: O Banqueiro Anarquista (Fernando Pessoa)
13 de Novembro: O Guardador de Rebanhos (Alberto Caeiro)
20 de Novembro: A Essência do Comércio (Fernando Pessoa)
27 de Novembro: Soneto já Antigo e outros Poemas (Álvaro de Campos)
4 de Dezembro: Sobre a República (Fernando Pessoa)
11 de Dezembro: Prefiro Rosas, Meu Amor, à Pátria e outras Odes
18 de Dezembro: Aviso por Causa da Moral e outros Textos (Álvaro de Campos)
24 de Dezembro: Liberdade e outros Poemas Ortónimos (Fernando Pessoa)
31 de Dezembro: Páginas do Livro do Desassossego (Bernardo Soares)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

As bodas de ouro de Astérix & Óbelix

Astérix faz cinquenta anos. A criação de Uderzo e Gosciny, que apaixonou e continua a apaixonar leitores por todo o mundo, faz cinquenta anos.
Por isso, será amanhã apresentado o álbum comemorativo da efeméride, na embaixada de França, em Lisboa.

O aniversário de Astérix e Óbelix - o livro de ouro (Asa) já está nos tops de vendas das livrarias. Imperdível, para todos os fãs. Também para eles, vale a pena uma visita à página oficial dos dois inseparáveis gauleses, que pode ser lida em francês, inglês, alemão e espanhol.

Revolução Sexual da Mulher, de Samael Aun Weor

TRECHO:
Capítulo 1 - Revolução Sexual da Mulher
Irmãs, iniciaremos nossa palestra desta tarde. Peço a todas prestar o máximo de
atenção.
Quero dizer a vocês, de forma enfática, que os ciclos de atividade masculina e
feminina estão governados pelo planeta URANO. Isto quer dizer que URANO, com seus
dois pólos, determina as épocas de atividade triunfal masculina e as épocas de atividade
triunfal feminina.
Quando o polo positivo de URANO aponta para o SOL, triunfa no mundo Terra o
sexo masculino. Essas são as épocas de pirataria, dos grandes conquistadores como
Napoleão Bonaparte, etc., etc., e também dos gestos de independência
Quando o polo negativo de URANO aponta para o SOL, a energia que flui de
URANO, dá , então, triunfo à mulher, e então sobressai, triunfa, sobe ao topo da escada,
manda, o sexo feminino.
Recordemos a época das Amazonas. Então, estas tiveram uma época de resplendor:
ergueram, por toda parte, templos à Deusa Lua; países soberanos governados pelo sexo
feminino... O Império das Amazonas se estendeu por grande parte da Europa e do Oriente
Médio e até a Ásia. Quem exercia o sacerdócio, quem formava o Governo, quem fazia parte
das forças armadas eram as mulheres.
Elas construíram uma poderosa civilização...e ninguém o pode negar. É certo e
verdadeiro. Indubitavelmente, houve também algo de cruel. Os meninos de alguma forma
eram incapacitados para que não pudessem triunfar: às vezes se lhes feria nas pernas, nos
braços ou em outra parte do corpo, para que não pudessem mais tarde exercer o domínio.
Isso era cruel? Não podemos negá-lo. Porém, são questões que pertenceram à história e que
já passaram.
Na guerra, as Amazonas se distinguiram extraordinariamente. Recordemos a
Amazona Camila, da qual dá testemunho Virgílio, o poeta de Mântua. Obviamente,
Virgílio, o grande mestre de Dante Alighieri, fala maravilhas sobre a Amazona Camila. Na
guerra, ela foi extraordinária. Pode-se considerá-la como uma das melhores generais da
época, muito similar a qualquer outro grande guerreiro do sexo masculino de outros
tempos.
Na ciência, as mulheres Amazonas sobressaíram-se triunfalmente. Seu império foi
poderoso e se estendeu do ocidente ao oriente. Se, mais tarde, aquele império declinou, se
decaiu, isto se deveu precisamente ao aspecto sexual. Certo grupo de Amazonas que
chegaram à Grécia, e ainda que tenham se isolado por algum tempo, não será demasiado
dizer-lhes que se uniram sexualmente a distintos jovens gregos e, desde então, mudaram
seus costumes. Essas Amazonas, já mudadas, influíram pois sobre o restante das Amazonas
que haviam estabelecido o império e, pouco a pouco, foram perdendo o poder, até que
sobressaiu completamente o sexo masculino. Já havia passado sua época.
Quarenta e dois anos são de atividade masculina e quarenta e dois anos de atividade
feminina. Nestes momentos em que nos encontramos, por exemplo, está dominando o sexo
feminino. Está em seu ciclo de domínio e mando. Mais tarde, quando se cumpra seu ciclo
de quarenta e dois anos, voltará uma nova época de domínio masculino.
Agora, cabe ao sexo feminino o poder de mando. Isto não o podemos negar, é
indubitável. Atualmente, a mulher manda; se impõe na ciência, se impõe no mundo do
comércio, se impõe no governo , se impõe nas religiões; se impõe no lar; se impõe em todas
as partes. Está em sua época...
URANO governa diretamente as glândulas sexuais. Na mulher, governa a atividade
dos ovários. Assim, são 42 anos de domínio masculino e 42 de domínio feminino. A
mulher, obviamente, pode aproveitar esta época para transformar-se, se assim o desejar.
Por estes tempos, luta-se pela emancipação da mulher. Conceituo que a mulher tem
excesso de poder durante este tempo em que se acha dentro do ciclo feminino de URANO.
Considerando estas questões, me parece que o sexo feminino tem direito à
dignificação e à transformação. O sexo feminino deve aproveitar o momento atual em que
URANO a está ajudando, tirar o máximo de proveito da vibração do planeta URANO. A
mulher tem direito de passar a um nível superior do Ser, e isto é possível sabendo amar.
"Amor é lei, mas amor consciente!; "O amor é o summum da sabedoria", assim o disse
Hermes Trismegisto, o três vezes grande Deus Íbis de Thot, em sua "Tábua de Esmeralda".
O amor é o fundamento de tudo que é, do que foi e do que será. A mulher, mediante o
amor, não somente pode transformar-se a si mesma, mas também pode transformar aos
demais...
Por estes tempos, assombra saber que algumas nações já estão pensando em enviar
precisamente comitês femininos a fim de lutar pela paz universal. Tenho observado que a
ONU está considerando muito difícil o problema da paz e, seriamente, pensa em promover
uma espécie de "propaganda pro-paz", mediante comitês femininos.
Creio simplesmente que a mulher nestes momentos se sobressai ao homem e tem
domínio, mando completo, e a isto se acresce que o sexo masculino está muito degenerado,
atualmente. Então, é a mulher que tem que regenerar o homem.
O estado de degeneração masculina é inegável, irrebatível. Cabe à mulher dar a mão
ao homem, levantá-lo. Se o homem perdeu atualmente o poder, isto se deve simplesmente à
sua degeneração. A mulher tem, pois, nestes momentos, um dever iniludível, o qual é de
ajudar a regenerar o homem e de lutar pela paz universal.
Um dos problemas mais inquietantes da época é o problema sexual. Não há dúvida
que a sexologia em si mesma é fundamental para a civilização.
O sexo masculino, repito, encontra-se em estado involutivo, decadente. Abusou do
sexo e isto o fez perder o domínio sobre a Terra, sobre o Universo. O sexo masculino
marcha de forma decadente.
Quando alguém estuda a energia criadora, a energia sexual, à luz de um Sigmund
Freud, por exemplo, ou de um Jung, ou de um Adler, ou à luz dos Tantras Sânscritos,
Tibetanos ou Hindus, ou, possivelmente, da Escola Amarela Chinesa, pode descobrir com
assombro que, mediante a energia criadora, é possível a transformação do ser humano.
A mulher tem perfeito domínio sobre a biologia orgânica do homem, por isto pode
regenerá-lo. A mulher deve conhecer um pouco mais sobre os mistérios do sexo.
Antigamente, esses mistérios eram considerados "tabu" ou "pecado", motivo de vergonha
ou dissímulo. Atualmente, nos países cultos, o sexo se estuda à luz da ciência. Freud deu o
exemplo com sua Psicanálise. Adler, Jung e demais seguidores demonstraram ao mundo a
realidade das teorias freudianas. Considero, pois, vital tratar deste ponto escabroso, deste
delicado assunto, relacionado com a sexologia transcendental, que é a única que pode
transformar a mulher e o mundo.
Obviamente, a energia criadora flui em tudo o que é, em tudo o que foi, e em tudo o
que será. A energia criadora permite que as plantas se reproduzam mediante seus pistilos
que vibram e palpitam no cálice da flor. A energia criadora permite que as aves se
reproduzam e formem seus filhos. A energia criadora permite a todas as espécies viventes
do imenso mar a reprodução incessante. Tal energia, como a eletricidade, como o
magnetismo, como a força da gravidade, etc., etc. é uma energia que nós devemos aprender
a manipular sabiamente. É uma energia veloz, instantânea, mais rápida que a mente, muito
mais rápida que as emoções ou que qualquer outro movimento orgânico.
Muitas vezes, já deve ter sucedido com vocês, mulheres, que ao se encontrarem como
um homem e, instantaneamente, sem saber por que, instintivamente, sabem se simpatizam
ou não com tal homem, se ele pode servir de complemento para vocês, se ele poderia
merecer simpatia. Mas, se ele não for o complemento exato, de fato, de imediato, não
despertará em vocês interesse algum.
O que assombra é ver a rapidez com que a mulher pode reconhecer se um homem e
saber se este lhe pode servir de complemento em sua vida, ou não. É questão de segundos,
milésimos de segundos... O que demonstra que o sentido sexual é demasiado rápido, mais
veloz que a mente e que as atividades motrizes do organismo. Em segundos, uma mulher
pode perceber se um homem pode ou não lhe servir de complemento para a sua vida. Isto se
deve a que a energia criadora flui e vai de um lugar a outro. As ondas eletro-sexuais são
muito velozes. O centro sexual de uma mulher capta instintivamente a realidade de
qualquer homem. Isto é óbvio.
Não há nada mais misterioso que essa energia tão veloz. Muitas vezes ela fala no
homem. Por isso, podemos observar que muitos homens, embora tendo esposa, não se
sentem em plenitude, não se sentem íntegros, não se sentem unitotais com ela. Pressentem
que lhes falta algo. Nestes casos, costuma suceder que o marido, em qualquer sala ou
templo ou rua, encontre tal ou qual mulher, com que simpatiza de imediato.
Inquestionavelmente, falha ao cometer adultério. Mas, no fundo, o que sucede é que todas
as partes do seu próprio ser necessitam de complementação. Possivelmente, encontra na
nova mulher algo que o ajude a complementar-se... São mistérios que se relacionam com o
sexo e que valem a pena conhecer.
Na energia criadora está a vida de toda a máquina orgânica, e nosso corpo é uma
máquina. Os ovários, na mulher, são prodigiosos, maravilhosos. Um par de cordões
nervosos se dirige sempre desde os ovários até o cérebro. e se enrosca, esse par de cordões,
na espinha dorsal, formando o Santo Oito, o Caduceu de Mercúrio. Por esse par de finos
cordões nervosos, que não são completamente físicos, pois em parte poderíamos dizer que
são tetradimensionais, ascende a energia sexual propriamente dita, como força elétrica
muito sutil, até o cérebro.
Essa força chega ao organismo através de diversos processos. Originalmente, advém
do Terceiro Logos, do Mahachoan. Indubitavelmente, para falar em termos cristãos,
poderia dizer-lhes que tal energia é divinal, e que o Terceiro Logos, em si mesmo, é o que
nós denominamos, em puro cristianismo, de Espírito Santo. A força do Espírito Santo é
prodigiosa. O Universo inteiro não poderia existir sem essa força magnífica. As sementes
não poderiam germinar, os animais, sem essa força, não se reproduziriam, as árvores não
dariam seus frutos... O Universo inteiro não viveria, não poderia existir.
Assim, a força do Espírito Santo, a energia prodigiosa do Terceiro Logos, é algo
digno de ser analisado. Há escolas que se dedicaram a tal análise. Existem essas escolas em
todo o Oriente e muito especialmente no Budismo Tântrico do Tibet.
Aprender a manejar esse potencial eletro-sexual é indispensável quando se quer
lograr uma transformação verdadeira. Sem a energia criadora, não seria possível que um
par de gametas masculino e feminino, quer dizer, um óvulo e um espermatozóide, se
integrassem para originar a concepção fetal. Bem sabemos o que é a função da menstruação
no sexo feminino. Indubitavelmente, esta última ocorre devido a que um óvulo maduro se
desprende do ovário. A ferida que surge no local de que o óvulo se desprendeu, sangra.
Este é o processo da menstruação. Indubitavelmente, no lugar que sangra, existe também o
que em medicina se denomina "corpo amarelo", e que serve para evitar uma sangria
contínua. O interessante é ver como esse óvulo desce ao útero e aguarda ali o momento de
ser fecundado. Quando esse óvulo se encontra depositado em sua região correspondente, a
mulher sente, verdadeiramente, e de forma, diríamos, intensa o impulso sexual . O impulso
tem uma mecânica, relacionada com a economia da natureza. É que o óvulo pede, chama,
deseja um espermatozóide para que haja mais uma criação, necessária para os fins
econômicos do planeta Terra. Neste estado, há ansiedade do sexo feminino pelo sexo
masculino. Esta ansiedade não tem outra causa senão o óvulo, que deseja o quanto antes a
união com um espermatozóide.
Observem algo muito interessante: De seis a sete milhões de espermatozóides que
escapam durante a cópula, tão somente um afortunado logra chegar até o gameta feminino.
Perde a cauda, penetra completamente dentro do gameta e se inicia o processo da gestação.
Desses milhões de espermatozóides, só um logra penetrar no óvulo. Quem foi que realizou
essa operação matemática... Além disto, tenha-se em conta que o espermatozóide leva em si
mesmo 24 cromossomos e que o óvulo leva outros 24. Então, aí estão os 48 cromossomos
formando a célula germinal, a célula básica fundamental da qual advém um novo
organismo humano.
Mas, por que um espermatozóide, e somente um, consegue entrar no óvulo? Quem
dirige esse espermatozóide? Há um princípio inteligente que o dirige? Qual será? Por que
foi selecionado?
Indubitavelmente, esse princípio inteligente não é outro que a energia criadora do
Terceiro Logos, a energia sexual. Então encontramos, na energia sexual, uma inteligência e
isto é formidável...Assim se inicia o processo de gestação de nove meses.
Obviamente, a mulher foi eleita para a Santa Predestinação: a de ser mãe. Ser mãe,
em realidade, é um sacerdócio da Natureza, um sacerdócio divino, inefável. Uma mãe
merece inteira veneração de todos os seres que povoam a face da Terra.
Na "Doutrina Secreta de Anahuac" se rende culto às mulheres que morrem de parto.
Inquestionavelmente, elas são verdadeiras mártires. Em Nahuatl, foi-nos dito que elas não
vão ao Imixtlan, como supõem alguns, mas, sim, ao Tlalocan, ao Paraíso de Tlaloc.
Alguns pensam que essas são doutrinas de nossos antepassados e que, hoje em dia,
somos "muito cristãos" e não podemos voltar atrás. A crua realidade dos fatos é que tal
afirmação dos adeptos Nahuatl ou Zapotecas ou Toltecas repousa sobre bases muito
sólidas. Com que direito poderíamos nós, por exemplo, refutar a doutrina de nossos
antepassados Astecas, se nós próprios somos oriundos deles? Ou será que acreditamos, por
acaso, que os Espanhóis foram mais sábios que nossos antepassados de Anahuac? Em
verdade, sabemos que não, mas, sim, que vieram destruir uma cultura. Eles queimaram em
praça pública todos os códices antigos e privaram o mundo de ricos tesouros esotéricos.
Afortunadamente, alguns códices se salvaram, o que permitiu aos grandes historiadores
mexicanos, aos grandes antropólogos, reconstruir parte da história antiga.
O Tlalocan, o Paraíso de Tlaloc, é uma realidade. Foi dito que as mulheres que
morrem de parto, se afirmou de forma enfática, que ingressavam no Paraíso de Tlaloc. Elas
o mereciam porque haviam dado a sua vida pela Natureza. Haviam morrido no
cumprimento de um grande sacrifício, qual seja o de ser mãe. Haviam cumprido sua
missão.
A mulher nasceu para esta Santa Predestinação.
Quão grande é a dita que sente a mulher quando leva seu filho em seus braços, ao
alimentá-lo em seu peito! Ela, neste momento, está fazendo o papel que é da grande Mãe
Natureza com todos os seus filhos. É uma verdadeira sacerdotisa que merece todo respeito
e grande veneração.
É mediante essa energia criadora, que flui e palpita em toda a natureza, que flui pelas
árvores, que se manifesta através dos órgãos criadores dos peixes e dos anfíbios, dos
quadrúpedes e das aves que voam através do espaço infinito, que nós podemos nos
transformar radicalmente. Se a mulher aprender a manejar essa prodigiosa energia, pode
mudar o nível de Ser, pode converter-se em algo distinto, diferente.
A mulher, antes de tudo, necessita conhecer os mistérios do sexo. Já passaram os
tempos em que se considerava o sexo como pecado, já passaram os tempos que o sexo era
considerado tabu. Somente conhecendo a mulher os mistérios do sexo, aprendendo a
manejar a energia criadora, poderá ela transformar-se e transformar o mundo.
Temos de estudar a fundo a questão relacionada precisamente com o problema sexual
máximo da época atual. Não há dúvida de que, na cópula química metafísica, para falar em
uma linguagem que não escandalize a nenhuma das irmãs aqui presentes, está o segredo da
transformação humana.
A mulher deve transmutar suas energias criadoras. De fato, se inicia um processo de
transformação íntima, que a coloca em um nível superior de Ser.
Desgraçadamente, hoje em dia, o homem não apenas se degenerou, mas também
induziu processos degenerativos no sexo feminino. Colocou a mulher no caminho da
fornicação e da prostituição, motivos mais que suficientes para que a mulher estude os
mistérios dos sexo. É assim, somente assim, que ela poderá, não apenas transformar-se, mas
transformar o homem.
A cópula química ou metafísica inquestionavelmente está relacionada com a grande
cópula universal. Bem sabemos que o Eterno Masculino faz fecundo o Eterno Feminino,
para que surja a vida em todo o Universo. Isso é indubitável. Esses dois princípios
pertencem ao divinal...
Com justa razão, Simão, o Mago, dizia:
"Existem dois rebentos de toda seriedade.
Um vem de cima, de Urano, e é masculino.
O outro ascende e é feminino.
Na união desses rebentos,
está a chave de todo poder."
Observem o signo da Santa Cruz: dois paus cruzados. Um é vertical e representa o
princípio masculino. O outro é horizontal e representa o sexo feminino. No cruzamento de
ambos se encontra a chave da redenção.
Em uma antiga Escola de Mistérios Gregos, se menciona um ato precioso, místico
que pode transformar o mundo e a humanidade. Para não escandalizar muito, direi a vocês
a chave em latim:
"Imniscio membrum virilis in vaginam feminæ sine ejaculatio seminis."
Em todo caso, na inserção do falo vertical dentro do útero formal se encontra a chave
de todo poder.
Desafortunadamente, tanto homens como mulheres, a única coisa que têm feito até a
data atual é aproveitar o cruzamento desses dois "rebentos" para a reprodução animal.
Assim como a mulher é capaz de pôr um filho sobre o tapete da existência, de dizer-
lhe: "Seja" e é, assim como a mulher é capaz de formar um Napoleão dentro de seu ventre,
ou um Jesus de Nazareth ou um Hermes Trismegisto, para logo dizer "Existe, existe", e este
passa a existir à luz do Sol, assim também qualquer mulher pode ser capaz de uma auto-
criação extraordinária. Pode criar-se a si mesma, pode transformar-se em algo distinto,
diferente, com base na cópula química ou metafísica.
O interessante seria que ela compreendesse o processo das energias universais,
especialmente quando o homem se lhe aproxima, quando Adão-Eva estão se amando,
quando se acham unidos na cópula química ou metafísica. No momento em que o falo
vertical se cruza com o útero formal, há forças prodigiosas, universais, cósmicas, que
envolvem o casal com uma luz muito brilhante, luminosa, extraordinária... Essas forças
prodigiosas que foram capazes de criar o mundo, de fazê-lo surgir dentre o caos, rodeiam o
casal e o envolvem. Em tais momentos, homem e mulher, bem unidos, formam o
Andrógino Perfeito, o Elohim, uma criatura soberana...
Obviamente, homem e mulher unidos são um só Ser que tem poder sobre a vida e
sobre a matéria, que pode fazer surgir uma nova criatura do Caos. Em tais momentos, se se
conhecesse a ciência maravilhosa do Terceiro Logos, se realizariam prodígios. Em tais
momentos, devemos reter essa força extraordinária para purificar-nos, para transformar-
nos, para desenvolver em nós outras faculdades do Ser, para desenvolver em nós prodígios
que, nem remotamente, suspeitamos, para nos converter em verdadeiros Anjos, em Seres
Inefáveis.
A mulher tem a chave da ciência, mas deve aproveitá-la e abrir a Arca onde está o
tesouro da Sabedoria Antiga.
Desgraçadamente, tanto a mulher como o homem perdem as forças divinais quando
cometem o erro de chegar a isso que se chama "orgasmo" ou "espasmo", em alta fisiologia,
biologia e patologia orgânica. Mas, se a mulher, nesses instantes, ensinasse ao homem a
necessidade de ser continente, se, em vez de chegar até à consumação final da animalesca
paixão, tivessem o valor de refrear o impulso animal para evitar o que em fisiologia
orgânica, alta patologia, ou biologia, se denomina "orgasmo" ou "espasmo", reteria essas
forças místicas do Terceiro Logos, do Mahacoan, do Shiva Indostânico. Com forças tão
sutis, poderia ela fazer de si mesma algo diferente e se converteria em triunfadora, passaria
a um Nível de Ser extraordinário. Não voltaria jamais a ter miséria nem dor. Não haveria
mais sofrimentos para ela. Múltiplas faculdades aflorariam em todo o seu organismo. Seria
completamente distinta. Uma mulher assim, transformada por suas próprias energias
criadoras, poderia transformar o homem e transformar o mundo, porque a mulher tem um
poder único: formar criaturas dentro de sua própria matriz.
Observemos esses grandes homens que se sobressaíram na história: Krishna, Buda,
Hermes Trismegisto, Jesus de Nazareth, Francisco de Assis Antônio de Pádua, etc. Onde se
formaram? Foi, acaso, no ar? Quem lhes deu essa figura?
Homens tão grandiosos que surgiram em todas as épocas, de onde saíram? Esses que
libertaram nações. Morelos em nossa pátria (México) ou Hidalgo, Napoleão, na França -
que afinal não libertou nações, mas, sim, as escravizou, em todo caso foi um grande militar-
Bolívar, libertador de países da América do Sul. De onde saíram? Qual a sua origem?
Muito masculinos, muito inteligentes, muito geniais, porém saíram de um ventre feminino.
Foi a mulher que os formou em seu ventre, que lhes deu vida e os colocou sobre o tapete da
existência... O próprio Super-Homem de Nietzche não pôde sair de nenhuma outra parte
que não do ventre da mulher. Foi por isto que sábias mulheres se dirigiram a Jesus de
Nazareth e lhe disseram:
"Bendito o ventre que te formou, e os seios que te alimentaram".
Assim, pois, os homens, não temos muito de que nos orgulhar porque, por muita
sapiência que tenhamos, muita erudição ou capacidade intelectual que tenhamos adquirido,
foi uma mulher que nos formou em seu ventre, que nos deu vida e nos colocou sobre o
tapete da existência.
O certo é que a mulher pode transformar o mundo, se assim o quiser. Tem em suas
mãos a chave do poder. Até a própria biologia masculina pode ser controlada pela mulher e,
de fato, a mulher controla as atividades biológicas do homem. Ela tem esse poder
extraordinário, formidável. Só o que ela tem a fazer é reter essa força prodigiosa, essa
energia criadora do Terceiro Logos e não deixá-la escapar, não permitir que se funda nas
correntes universais. Por isso é que a mulher casada, durante a cópula química e metafísica,
deve assumir uma atitude edificante e essencialmente dignificante.
Obviamente, o sacerdócio do amor emana de épocas arcaicas da Terra... Recordemos
as Hetairas, sacerdotisas do amor da Grécia Antiga. Elas eram sagradas no sentido mais
completo da palavra. Sabiam ministrar isto que se chama Amor, e os homens deviam
obedecer a elas. Recordemos lá, nas terras do Japão, as sacerdotisas nipônicas, as quais
ministravam Isso que se chama Amor.
Desgraçadamente, as pessoas da época moderna perderam o verdadeiro sentido do
amor. As mulheres modernas devem voltar à Sabedoria Antiga. Devem começar educando
o homem. O sexo é cem por cento sagrado e devem ensinar ao homem a veneração, o amor,
e o respeito ao sexo. Repito: se a mulher evitasse chegar sempre à consumação do ato
sexual, se ela aprendesse a evitar o espasmo ou o orgasmo fisiológico e biológico, como se
diz em medicina e em biologia, desta forma se transformaria, se purificaria. Assim, surgiria
nela sentidos novíssimos de percepção ultra-sensorial que lhe dariam acesso à dimensão
desconhecida... Assim, a mulher começaria a adquirir uma nova inteligência que lhe
permitiria orientar seus filhos sabiamente.
Vocês não devem se esquecer de que a mulher deve, além de mãe, ser também
educadora de seus próprios filhos. Bom, esta é a minha opinião. A mulher deve dar ao filho
a primeira educação. De modo algum me pareceria correto que fosse o jardim da infância
que desse as primeiras noções de cultura à criatura que nasceu. Penso que é a mãe a
encarregada disto: acabar de formar o fruto de suas entranhas. Mais tarde, tal fruto poderia
ir às escolas superiores, à universidade. Porém, sua educação básica deve começar no lar. A
mãe é o anjo do lar, a mestra do lar, aquela que é chamada a educar seus filhos.
Hoje em dia, tudo isto se perdeu...Nos tempos antigos, na Atlântida e na Lemúria, as
mães educavam seus filhos dentro do lar e os formavam. Nestes tempos decadentes em que
nos encontramos, devido à degeneração do homem, a mulher perdeu muitas de suas
formosas qualidades. O homem criou uma civilização falsa, uma vida mecanicista absurda.
Também cometeu o crime de tirar a mulher de seu lar... Agora, a mulher, para sobreviver
neste caos absurdo do Século XX, não lhe restou outro remédio a não ser substituir o
homem na indústria, nos escritórios, balcões, comércio, oficinas, ciência, etc...
O homem ultramoderno está tão degenerado, que já não é capaz de sustentar nem seu
próprio lar. Motivos mais que suficientes pelos quais não restou à mulher outro remédio
que lançar-se à luta. Vejamos o exemplo dos Estados Unidos, onde as mulheres estão nas
oficinas mecânicas, na aviação, no exército, etc.
Numa raça não degenerada, numa raça, diríamos, progressiva, é diferente. Numa raça
progressiva, a mulher é o Anjo do lar, a sacerdotisa de seus filhos. Nos tempos antigos, essa
era a base fundamental sobre a qual repousava, não o patriarcado mas, sim, o matriarcado.
Agora, a mulher deve voltar ao seu lar. Porém, isso não seria possível, e não é
possível, enquanto não se regenere o homem que já não é capaz de manter a mulher dentro
de seu lar.
Chegará o dia em que começará no mundo uma nova civilização. Quando isto
acontecer, a mulher será a sacerdotisa de seu lar outra vez, e o homem regenerado irá ao
campo lavrar a terra com o suor de seu rosto, dará de comer à sua mulher e a seus filhos,
como mandam as Sagradas Escrituras...
Hoje em dia, causa dor dizer, é tão grande a degeneração que muitas mulheres têm
que trabalhar para sustentar seus maridos... Vendo todas essas coisas, tratando-se de
assuntos tão importantes, vejo a necessidade urgente de ensinar os Mistérios do Sexo.
Primeiramente, a mulher deve libertar-se de muitas ataduras absurdas. Deve enfocar
os estudos do sexo de um novo ângulo; não continuar considerando a sexologia como tabu
ou pecado, vergonha ou dissímulo. Se a mulher tem que regenerar o homem, deve enfrentar
diretamente os mistérios do sexo, deve ensinar ao homem tais mistérios. Desgraçadamente,
o pobre animal intelectual equivocadamente chamado homem nem sequer sabe respeitar
sua esposa. Adultera como animal. Fornica incessantemente. Gasta todo o dinheiro que tem
para o seu lar na cantina, nas casas de jogo, etc. Inquestionavelmente, a crua realidade dos
fatos é que a mulher está chamada assumir um novo papel: necessita transformar-se através
da energia criadora e ensinar ao homem o caminho da regeneração. Mas isto não seria
possível se ela não tivesse um potencial eletro-sexual superior que lhe permitisse realizar
tão magnífico trabalho...
Enquanto a mulher continuar chegando ao espasmo ou orgasmo fisiológico durante a
cópula química ou metafísica, não terá a potência elétrica para poder convencer o homem.
Quando se trata de convencer o outro, de regenerá-lo, de indicar-lhe o caminho da salvação,
necessita-se ter alguma autoridade... E não é possível ter autoridade alguma enquanto ela se
descarregar eletricamente. Assim, pois, a mulher necessita economizar suas próprias
energias criadoras. Só assim poderá aumentar seu potencial elétrico para que tenha
suficiente força ou autoridade que lhe permita transformar o homem, tirá-lo dos bares,
ensinar-lhe o caminho da responsabilidade, indicar-lhe a senda da regeneração.
Aqui, reunido com estas senhoras que me escutam, quero dizer-lhes de forma enfática
que, nesta Sede Patriarcal do Movimento Gnóstico, trabalhamos pela regeneraçáo humana.
Todas estão chamadas a nossos cursos, a nossos estudos. Estão convidadas a trabalhar por
um mundo melhor…
Vale a pena reconsiderar não só os assuntos biológicos, mas também os psíquicos,
relacionados com a mulher, o homem e o lar... A mulher deve tornar-se mais madura do
ponto de vista psicológico. Muitas moças, por exemplo, apressam-se em casar-se e, mais
tarde, fracassam. A mulher deve saber qual é o homem que vai escolher, pois isto é básico
para o resto de sua existência.
Um dia qualquer, não importa qual, entrei num banco. Necessitava trocar alguns
cheques e fui atendido por uma caixa muito solícita. Com grande dor, vi que ela me olhava
de cima a baixo, estudando detidamente minhas meras aparências físicas... Voltei uma
segunda vez e o mesmo fato se repetiu... Uma terceira vez e a mesma repetição e uma
estranha coqueteria... Mas, o que olhava em mim? Acaso, meus estados psicológicos? A
parte anímica ou espiritual? Nada disto. Mero coquetismo físico. Observar as aparências de
um rosto e de um corpo humano masculino, com o propósito de, mais tarde, elegê-lo como
possível marido ou, pelo menos, pretendente? Isto é cem por cento absurdo. Não pude
deixar de sentir uma estranha dor. Algumas moças, por exemplo, aspiram ter marido e se
preocupam em selecionar seu rosto, o tamanho do seu corpo, se é alto ou baixo, gordo ou
magro..., se tem boa aparência, se é feio. Mas, em nada, absolutamente nada, lhes interessa
o aspecto psicológico. Isto me parece tão absurdo como ver um móvel... Se é bonito ou
feio, se serve para a cozinha ou para a sala...
O matrimônio é o evento mais importante na vida. Quero dizer a vocês que existem
três momentos importantes na vida, três eventos extraordinários:
- o primeiro é o nascimento
- o segundo, o matrimônio
- o terceiro, a morte.
Eis aqui os três eventos mais extraordinários.
A mulher deve cuidar-se a fim de não escolher o homem por mera aparência, ou pelo
desejo de casar-se para não "encalhar", porque isto é absurdo. É, sem dúvida, incongruente
querer uma mulher fazer de um homem seu ideal, sem senti-lo de verdade,
psicologicamente. Muitas moças solteiras se orientam muito especialmente pelo artifício,
pela forma ou pelo esplendor econômico de tal ou qual homem. Tratam de conversar com
ele de alguma forma, de se fazerem simpáticas a ele, de conhecer seus diversos aspectos
para se ajustarem artificialmente à sua forma de ser ou de viver... E, cedo ou tarde,
fracassam. Este não é o caminho da felicidade matrimonial. No verdadeiro amor existe
espontaneidade absoluta, não existe artifício de nenhuma espécie. A mulher reconhece de
imediato o ser que adora... Aí, não se necessita de palavras supérfluas, nem de lutar-se para
se acomodar à sua forma de pensar ou de sentir. O verdadeiro amor é algo diferente: A
mulher sabe se o homem lhe pertence ou não. Quando uma mulher aspira a tal ou qual
homem, quando o pretende de alguma forma, obviamente ela sabe se há algum traço nele
que não concorda com sua naturalidade, com a personalidade dela, com sua psique, com
seus processos psicológicos particulares. É claro que se uma mulher que ama um
determinado homem nota nele algo que não pertence a ela, algum traço característico
estranho para ela, que, de modo algum, se adapta à sua psique, é porque tal homem não é o
dela. Uma união desse tipo tende ao fracasso.
Há uma lei que faz com que dois seres que se amam, se encontrem. Porém, muitas
vezes, uma mulher não encontra o parceiro que há de ser o seu complemento e,
precipitadamente, se une com o homem errado. O que resulta deste equívoco, fruto da
impaciência, é a dor. Lembrem-se que, de modo algum, se pode enfocar o problema do
matrimônio de uma maneira equivocada, porque o resultado se chama dor. Quando alguém
se esquece de que o matrimônio é um dos três fatores mais importantes na vida, comete
erros imperdoáveis. Assim, pois, as mulheres solteiras devem prestar atenção neste
problema de eleger um esposo. Nunca devem precipitar-se. Devem sempre saber aguardar,
porque a energia do Terceiro Logos, que flui e palpita em todo o criado, é inteligente, sábia,
e traz a cada mulher seu homem, seu complemento.

O Jogo da Verdade - Sveva Casati Modignani


Título: O Jogo da Verdade
Autor: Sveva Casati Modignani
Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 416
Editor: Porto Editora


Sinopse:
Roberta, uma jovem livreira em plena crise existencial e conjugal - e Oscar, o marido, com quem casou contra a opinião de toda a gente, que se revela incapaz de responder às suas necessidades e de assumir as responsabilidades de uma família.
Uma dolorosa reflexão leva Roberta a percorrer o passado e a descobrir as raízes do seu mal-estar, que remontam à infância, passada no meio dos afectos envolventes da família paterna, onde a mãe, Malvina, brilhava pela ausência. Feminista convicta no período turbulento de 68, Malvina escolhera viver de acordo com os seus princípios e confia a filha ao companheiro. Desta situação vão nascer, ao longo do tempo, dramas, mal-entendidos, conflitos mal resolvidos e também segredos há muito guardados. E é apenas ao dissipar estas sombras que Roberta vai conseguir superar a crise e reconciliar-se consigo mesma.
Uma história de ligações profundas e paixões intensas em que Sveva Casati Modignani, através do confronto entre duas gerações de mulheres, nos conta como éramos antes e como somos agora.

A minha opinião
Em muito semelhante aos seus antecessores, O Jogo da Verdade relata a história de Roberta, uma mulher que, de um momento para o outro, se vê infeliz num casamento monótono, com dois filhos que sentem a falta de um pai, muitas vezes ausente. Desde que se tinha casado, Roberta dedicava-se inteiramente ao seu marido, Oscar, como se o casamento tivesse cortado completamente com o seu passado. O seu refúgio era a livraria, propriedade sua, onde passava grande parte do tempo.
«Onde teriam ido parar os anos da infância, da adolescência, e os seus sonhos de rapariga? Porque os tinha esquecido?»
Mas O Jogo da Verdade não é só Roberta. Existe também a mãe Malvina, uma feminista que viveu o Maio de 68, que lutou por igualdade entre homens e mulheres. No fundo, uma rebelde, mas que sabia muito bem o que queria. No entanto, para alcançar as suas ambições deixou a maternidade um pouco de lado, deixando Roberta aos cuidados da avô paterna e das duas tias solteiras, muito diferentes entre si, mas com muitos segredos de família que foram contando à jovem sobrinha.
Sveva também nos leva a conhecer a vida de Oscar anterior ao seu casamento. Um menino órfão, que foi criado por uma tia e pela sua irmã mais velha. Um homem solitário que se vê, sem que disso se aperceba, subjugado por uma mulher calculista, que tudo faz para viver às suas custas. Até que conhece Roberta, ainda adolescente, e se apaixona por aquela jovem figurinha. Anos mais tarde declara-se e acabam por se casar.
Um livro que gostei muito, à semelhança de todos os outros que já li da autora italiana e que nos leva a reflectir nas várias decisões que tomámos ao longo da nossa vida. Um livro que fala da importância da educação, do fanatismo religioso, da opressão e que, apesar de se passar em Itália, podia muito bem transportar-se para a realidade do nosso país, antes e depois do 25 de Abril.

North and South

Autor: Elizabeth Gaskell
Ano de Publicação: 1854
Editora: Penguin
Páginas: 528
ISBN: 9780140620191

Sinopse
When her father leaves the Church in a crisis of conscience, Margaret Hale is uprooted from her comfortable home in Hampshire to move with her family to the north of England. Initially repulsed by the ugliness of her new surroundings in the industrial town of Milton, Margaret becomes aware of the poverty and suffering of the local mill workers and develops a passionate sense of social justice. This is intensified by her tempestuous relationship with the mill-owner and self-made man, John Thornton, as their fierce opposition over his treatment of his employees masks a deeper attraction. In "North and South", Elizabeth Gaskell skillfully fused individual feeling with social concern, and in Margaret Hale created one of the most original heroines of Victorian literature.

Opinião
Já anteriormente vos tinha falado deste livro, a propósito de ter visto a adaptação televisiva da BBC, no início do ano, que adorei. Na altura, comprei o livro mas só agora decidi lê-lo, uma vez que a White Lady já o tinha começado e decidimos fazer uma espécie de mini leitura conjunta no fórum (podem também ler a opinião dela sobre este livro aqui).

North and South foi publicado originalmente em 22 partes na revista semanal Household Worlds, editada por Charles Dickens, entre Setembro de 1854 e Janeiro de 1855, tendo sido publicado em forma de livro ainda durante 1855. A história decorre em meados do século XIX, sendo o título do livro indicativo do tema principal que trata: as diferenças entre o norte e o sul de Inglaterra nessa época, com o norte altamente industrializado, por contraste com o pacífico e solarengo sul.

O livro acompanha a história da jovem Margaret Hale, que se vê deslocada da sua casa no sul, em Helstone, para Milton, no norte, uma vez que o seu pai, um homem da Igreja, se vê perante problemas de consciência quanto ao conteúdo da doutrina que advoga, decide abandonar o seu ofício e deixar para trás a vida que tinham conhecido até então. A família de Margaret instala-se então em Milton, uma cidade do norte  bastante industrializada e completamente diferente do local de onde tinha vindo, com grande abundância de fábricas de algodão e com problemas sociais muito graves. O dono de uma dessas fábricas, John Thornton, torna-se aluno do pai de Margaret e apaixona-se por ela, apesar de todas as suas diferenças.

Apesar do destaque dado às personagens e aos seus sentimentos, este é um livro que aborda de forma bastante detalhada as questões sociais que advieram da luta de classes que nessa época começaram a fazer-se sentir mais vigorosamente, por força da evolução das relações entre a classe trabalhadora e a classe empregadora, e que muitas vezes se concretizavam em greves. Margaret torna-se amiga de algumas pessoas de origem mais humilde e toma contacto com as suas dificuldades. Esta característica da personagem foi muito provavelmente influenciada pela experiência pessoal da autora, pois colaborava com várias instituições de caridade.

Acho que, por mais que tente, não vou conseguir exprimir como deve ser o quanto este livro me marcou... mas não custa tentar! As personagens são muito  bem construídas e podemos facilmente relacionar-nos com elas, com os seus dilemas e alegrias. Gostei muito das duas personagens principais, mas a minha preferida acabou por ser a mãe de John, Mrs. Thornton, pela personalidade vincada e sinceridade que sempre demonstrou. O enredo é muito bom: a história de amor que a autora nos conta é daquelas que quebram o coração mais duro e que deixam a suspirar a menos romântica das pessoas, mas é, ao mesmo tempo, genialmente entrelaçada com as questões sociais  que aborda e com o retrato deste período da história de Inglaterra. Ao longo de todo o livro, assistirmos a diálogos extremamente interessantes (muitas vezes entre John e Margaret) que nos permitem perceber todas estas questões e pensar no quanto as coisas evoluíram (ou não) depois de um século e meio. Isto leva a outro aspecto que me fez adorar este livro: Elizabeth Gaskell escreve maravilhosamente. É incrível a forma como ela entrelaça as palavras, como sabe colocá-las no sítio exacto e como, muitas vezes, diz as coisas sem as dizer. É daquele tipo de livros que nos traz a vontade de transcrever inúmeras passagens, mas fico-me por uma que aparece na primeira vez em que Margaret visita a casa dos Thorntons (não contém spoilers). Eis como transformar a descrição da divisão de uma casa na caracterização das pessoas que a habitam:

Everything reflected light, nothing absorbed it. The whole room had a painfully spotted, spangled, speckled look about it, which impressed Margaret so unpleasantly that she was hardly conscious of the peculiar cleanliness required to keep everything so white and pure in such an atmosphere, or of the trouble that must be willingly expended to secure that effect of icy, snowy discomfort. Wherever she looked there was evidence of care and labour, but not care and labour to procure ease, to help on habits of tranquil home employment; solely to ornament, and then to preserve ornament from dirt or destruction.
Para resumir, este livro apresenta, na minha opinião, um equilíbrio perfeito entre enredo, personagens, contexto e escrita. O único defeito que lhe aponto é um final um pouco apressado, mas a própria autora explica que o facto de esta história ter sido originalmente publicada em formato de revista lhe trouxe algumas limitações que nem sempre lhe permitiram desenvolvê-la como gostaria. Mas nada que belisque a minha opinião geral. Dá que pensar o dom que algumas pessoas têm de, apenas com palavras, emocionarem uma pessoa ao ponto de vivermos estas histórias como se fossem reais, tornando a viragem da última página como a despedida de um amigo querido. E encontrar livros que proporcionem este nível de ligação emocional é o objectivo último que me guia nesta busca incessante. Peço desculpa pela extensão desta opinião, mas o  entusiasmo é tanto que a minha vontade é ficar aqui o resto do dia a falar deste livro :)

Termino esta opinião pedindo encarecidamente que alguma editora se disponha a publicar a tradução desta obra-prima. Não compreendo como é possível que, até hoje, ninguém o tenha feito. O livro é imperdível! Até lá, podem, caso entendam, comprá-lo pela módica quantia de 3€, no Book Depository. Também está disponível online, uma vez que a obra já faz parte do domínio público. E, agora que o li, posso dizer-vos, com toda a sinceridade: a adaptação desta história maravilhosa na mini-série da BBC é muito fiel e consegue transmitir todo o sentimento presente no livro. Escusado será dizer que recomendo vivamente tanto o livro como a sua adaptação.

10/10 - Obra-Prima